10 de dezembro de 2005

Março de 2005

março 30, 2005

Passeio Pedreste em VILA FRANCA DA BEIRA



À descoberta e VILA FRANCA DA BEIRA

Fevereiro de 2005

fevereiro 01, 2005

ASSEMBLEIA GERAL “COMENSAL” DO NÚCLEO DE VETERANOS DA U D V -

Sábado, 29 de Janeiro – 2005


Foi na cozinha “especial” da casa de António Simões e Dª Iolanda

O local é perfeito. Está agora forrado a madeira o tecto da vasta cozinha e “sala de jantar” do primitivo “pátio” há dois anos recuperado e adaptado. Portanto, obra completada. Aconchegante. Há uma lareira de chão, um fogão a lenha, outro a gás. Um grelhador a lenha. A garrafeira e a dispensa são anexas… Depois, a casa fica no Fundo do Povo, quase isolada. Está-se lá à vontade. Ora que Deus Nosso Senhor e a Santa Margarida por cá guardem o António Simões, a D.ª Iolanda, as filhas, genro(s) e netos ( já há uma neta), cheios de saúde e ainda mais de paciência, por muitos e bons anos!

A Jantarada de 29 de Janeiro foi preparada desde a véspera…

Bom, “a função” de dia 29 de Janeiro começou por volta das 17 horas, com os últimos preparativos para a jantarada. Entretanto, na véspera, já se tinha preparado a perdiz e os coelhos ( de caça) que seriam o “aperitivo”. Os “ossos” de porco – prato essencial -- também já tinham sido postos a descongelar. Saliente-se que esses “ossos” já estavam destinados, e postos no frio, desde finais de Setembro passado, provenientes da porca que, nessa altura, foi “glorificada” para servir no convívio com “nuestros hermanos” e com os Veteranos do Sporting Club de Portugal.

O grã-mestre em cozinha tradicional, António Simões –– aliás acabadinho de chegar de uma caçada ao javali ( “desgraçadamente” infrutífera…) --, tomou conta das operações culinárias pelas 17 horas. Assim, bem assessorado pela esposa, D.ª Iolanda, pelas filhas e genro e por mais dois ou três membros do Núcleo de Veteranos, depressa pôs a funcionar, em pleno, os fogões, a lareira, o grelhador, a mão e o paladar...

Foram aperitivos, uma perdiz frita… e coelhos “à bruxa”… O branco era forte mas suave como veludo. Trepador…

A partir das 18 horas, concentraram-se os convivas, um após o outro... Oportunidade para degustar a perdiz frita. Bem marinada tinha ela sido antes, pois estava com sabor marcante. Com o tinto-Dão, caseiro, a acompanhar. E com um branco, também ele genuíno. Forte mas doce. Pelo menos catorze graus mas suaves, como veludo. Vinho trepador … Parente próximo de vinho já licoroso ou da jeropiga caseira, daquela que o Velhão apelidava de “flanela” por ser macia e quente…

Juntos estavam já uns vinte convivas, pelas 19 horas. Então, é a vez dos dois coelhos “à bruxa”, designação que foi discutida e aprovada já enquanto eram comidos… Tinham sido refogados e cozidos em muito vinho, com louro, alecrim, salsa, alho, cebola, tomate, sal e piri-piri. Até aqui, tudo o “trivial” destes pratos, embora a mão e o paladar do mestre continuem a fazer a diferença. Porém, o elemento distintivo e inovador foi um copo de vinagre a diluir, previamente, o sangue dos bichos e a coroar, depois, a mescla fumegante. Ora, perante a necessidade de “registar a patente”, e tendo em conta a prática, no caso culinária, de juntar vinagre ao sangue e meter tudo a cozer na caçarola em barro, por tais motivos se lhe veio a chamar de coelho “à bruxa”. Também em analogia com outros rituais culinários muito tradicionais por aqui – por exemplo, a cozedura do sangue dos porcos acabados de matar com a faca do matador espetada no coração -- em que o sangue do animal escorre em quentes golfadas para dentro de um alguidar de barro, com sal no fundo, onde a mão da dona da casa acabara de desenhar uma cruz, quem sabe se para afugentar os “maus olhados” se as “bruxas”… A seguir, parte desse sangue vai logo a cozer, e à outra parte junta-se vinagre para evitar a coagulação imediata.

No nosso caso, com tais marmanjos à roda do tacho e da mesa, qualquer “bruxa” que se atrevesse a aparecer e a provocar, corria era sérios riscos de também ela ser “comida”… Verdade é que ninguém se impressionou com a designação “obscurantista” do prato e, assim, os coelhos “ à bruxa ” foram devorados por entre sonoras declarações de apreço e outros tantos arrotos !

“Ossos” de porco cozidos… com batata e couve. Sobremesa de fruta e queijo da serra E um Bolo-Rei “peregrino”…

Mandava a tradição que nada se podia perder…da matança dos porcos…

Tinham sido congelados os ossos do espinhaço, a cabeça, o chispe, as orelhas, da porca “glorificada” em Setembro passado. Anos atrás, teriam ido para a salgadeira e recobertos por sal marinho. Ou seja, de uma ou de outra forma lá teriam cinco ou seis meses de “fossilização” – crio-preservativa ou halo-preservativa -- para possibilitar a conveniente maduração das carnes, medulas e nervos adjacentes. Estes elementos associados (digamos assim) devem então aparecer macerados e a despegarem-se voluntariamente do tecido ósseo. A exigirem muita condimentação no acto da culinária. Para que, por esse método, se possam afastar determinados cheiros e sabores e se façam aparecer e prevalecer alguns outros… Os “ossos” são, assim, cozidos em plena infusão de vinho e condimentos vários. A couve e a batata são cozidas à parte, na água onde, imediatamente antes, ferveram os “ossos”. Repartidos pelos pratos dos convivas, depressa foram trincados, chupados, mastigados e engolidos (aqui, à excepção dos ossos propriamente ditos…). Um verdadeiro repasto ! Com sabores de facto ancestrais.

Beiços e queixos luzidios, bocas e gargantas quentes, estômagos (quase) a abarrotar ( e a arrotar…), eis que os convivas já partem para as sobremesas. Fruta da época (tangerinas e peras) e o indispensável queijo da serra. Entretanto, alguém providenciara um bolo-rei meio “peregrino” pois passado vai já um mês desde o Natal e Ano Novo. Por cima, cai finalmente a aguardente de pêra :- uma “infusa” de pêra seca em aguardente vínica durante pelo menos um ano ! Aaah ! Aaah ! ouve-se…

Para o encerramento da época 2005 ( talvez a 1 de Outubro) Vão ser convidados os Veteranos do Futebol Clube do Porto Mais “nuestros hermanos” de Salamanca // Ciudad Rodrigo

Por fim, com a “dificuldade” também ela já tradicional nestas ocasiões (…), lá se falou das perspectivas para a presente época “futebolístico-gastronómico-cultural. Destaque para a decisão em convidar uma equipa de veteranos do Futebol Clube do Porto para o “triangular” de encerramento de época, no caso, para o “ XV Torneio Ibérico em Futebol – Veteranos ”, a organizar em Vila Franca da Beira, provavelmente dia 1 de Outubro. Como tem sido tradição, virá também o misto de Salamanca / Ciudad Rodrigo. A concretizar-se a vinda dos Veteranos do FCP, vamos completar a “quadratura” do nosso desafio :- teremos conseguido trazer, a Vila Franca da Beira, equipas de Veteranos do Boavista, do Benfica, do Sporting e do Porto !

A noite e o convívio continuaram no PARAFINA- BAR

A meia-noite já veio encontrar muitos dos convivas no Parafina-Bar. O “vício” do café é forte. Sobrepôs-se, desta vez, a outros “vícios”… Quem os tem e tem frequentado estes convívios, sabe do que se fala… Por pudor, apenas literário, não se explicitam aqui…

Assim, se encerrou mais uma Assembleia Geral “Comensal” do Núcleo de Veteranos da U D V. Mais um convívio entre Amigos durante o qual chegaram as saudações e os protestos de amizade de alguns dos mais fieis “veteranos”, desta vez impossibilitados de comparecer. Fica para a próxima “velhos “ Amigos !

Tempo ainda para agradecer publicamente, em nome pessoal e do Núcleo, toda a paciência e disponibilidade do António Simões e, sobretudo, da sua esposa, D. ª Iolanda. Ah ! A neta Matilde não “compareceu” no convívio porque, nos seus menos de dois mesitos de vida, resolveu adormecer cedo, com todos os cuidados da mãe, do pai, da tia e dos avós. Pois, Matilde, ficas desde já convidada para a próxima ! …

Jano

Janeiro de 2005

janeiro 24, 2005

ASSEMBLEIA GERAL "COMENSAL" DO NÚCLEO DE VETERANOS DA UNIÃO
Sábado, 29 de Janeiro, 2005 ( à noite) Em casa de António Simões e Dª. Iolanda
Mais uma vez, mas com Ordem de Trabalhos sempre renovada, vai reunir a Assembleia Geral "Comensal" do Núcleo de Veteranos da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV.
Oportunidade para definir os principais eventos da época "futebolístico-gastronómico-cultural" do Núcleo de Veteranos e para o primeiro convívio gastronómico da temporada 2005.
Mais uma vez, vai fazer-se em casa do António Simões e de Dª. Iolanda. É aqui de referir que este casal de anfitriões acaba de ser enriquecido com uma netinha, precioso rebento da filha Carla e do genro Paulo. Ainda não se sabe agora, se a Matilde - assim se chama a neta com menos de dois meses de idade - já vai ou não participar no convívio de dia 29 de Janeiro

Jano

CEPO DO NATAL + ANO NOVO + REIS 2004/2005 CEPO de Natal + Ano Novo + Reis

Mais uma tradição revisitada…No início foram os cepos, propriamente ditos…
A acção iniciou-se um ou dois dias antes de Dia de Natal. Então, foi-se por uns cepos (de pinheiros), propriamente ditos, às matas onde era sabido eles estarem arrancados. Com velhas raízes à mostra, descarnados da terra que durante anos, arduamente, segurou e amamentou, primeiro, as plantas frágeis, depois, grossos pinheiros. Até que um dia ( ano passado) a moto-serra os veio ceifar para lenha ou paletes, agora é difícil de precisar. Isto aconteceu provavelmente quatro ou cinco décadas depois daqueles pinhões generosos ali se terem entregue no aconchego húmido da terra-mãe… Pois, agora, o tractor cortou de vez qualquer ligação desesperada que ainda tivessem à terra, e carregou os Cepos para o Largo da Capela. Botou-se-lhes o fogo. As chamas abriram caminhos rapidamente. Crepitaram a magra “crocódua” e as fibras secas, feitas archotes. Reuniu-se o Povo, à volta. Crepitaram conversas. Puseram-se em dia muitas “novidades”. Depressa se consumiram os primeiros cepos do Cepo de Natal.



À noite, o vento cortava e o frio era de rachar…
O tempo ia frio e muito seco. O Sol luzia sem obstáculos mas pouco aquecia. A noite descia rápida e envolvia a Povoação, as casas e as almas, numa abóbada cristalizada, apesar de muito escura. Quase sentíamos que se poderia quebrar, a abóbada, assim como se fosse de caramelo-estrelado, celestre. Refinava o frio, sobretudo quando aquele vento, arraçado de Soão, nos espetava até à medula. Raio de vento frio ! Bom, mais se precisava de uma boa fogueira !

Depois, foram os rolos de pinheiros, ainda a pingar resinas…

Houve então que tomar providências para continuar… Coube esta iniciativa a um grupo de rapazes, mais ou menos nas idades, entre os 18 e os 20 anos, em que antes se saía “nas sortes”. Já noite-noite foram-se matas adentro. Audazes. De tractor, luzes acesas e com moto-serra de dentes bem arreganhados. “Cirurgicamente” mandaram alguns pinheiros abaixo, aqui e acoli. Logo lá foram desramados e cortados em rolos. A pingar resina, a pedir fogueira… Valente carrada de tractor se junta e logo a seguir arriba ao Largo da Capela. E bota para cima das brasas e tições daquilo que resta do Cepo inicial. Há que regar com gasóleo para abrir pasto às chamas novas. Estas saltam e alastram finalmente convictas. Os rapazes estão radiantes. Afinal, aquele seu acto de manter a tradição, e daquela forma perpetrado, também representa a sua, deles, dos rapazes, afirmação pessoal, a sua chegada à emancipação perante os mais velhos, e um desafio social também. É a vida e a comunidade a renovarem-se em plena tradição !

Mas, eis que, de repente, “desaparece” o Cepo de Natal…

Porém, no dia seguinte dá-se o inusitado… Resolveu zangar-se muito, o alegado proprietário de alguns dos pinheiros que tinham sido cortados na véspera, e erigidos à muito digna categoria de Cepo de Natal. Vai daí, fretou outro tractor e carregou para casa todos os rolos que se amontoavam no Largo da Capela, tivessem eles vindo fosse lá de onde fosse… Levou mesmo aqueles rolos que até já estavam chamuscados pela fogueira !... E fez tudo isso sem que o Povo desse conta e pudesse impedi-lo.

Mas, pouco a pouco, a notícia correu:- “ fulano de tal carregou os rolos todos do Cepo para casa !...”

E logo ia acelerando a discussão. Com severas críticas da maioria para com o proprietário eventual dos rolos e que, em retaliação, fizera “abortar” o Cepo de Natal . Aliás, tal acto só pode estar muito próximo de feio e grave pecado… Com críticas de alguns para com os jovens, nocturnos “ceifeiros” de pinhal, os quais terão abusado no corte, “a eito”, das árvores pertença do senhor “fulano de tal”…

Acalorados debates se acendiam e reacendiam entre os “pró” jovens e contra o proprietário retaliador e aqueles, outros, que tinham opinião contrária... Lá, no Largo da Capela, eram debates “a quente” embora motivados pelo “frio” que vinha da ausência do Cepo. Mas também não deve ter havido uma só casa de Vila Franca da Beira em que não se discutisse o caso, e nem sempre em tom moderado… Aliás, o assunto verteu mesmo para as povoações vizinhas !
Pode-se concluir que a larga maioria das críticas se centrou em condenar a atitude do senhor “fulano de tal” apesar de , enfim, também se considerar que algum “abuso” houve por parte dos jovens…

Entretanto, refaz-se o CEPO e de que maneira…

Era necessário repor o Cepo ! Perante “a crise”, instalada há já dois ou três dias, havia que tomar novas providências. Que se discutisse, não havia grande problema nisso, mas que também se agisse, e depressa ! Em teoria, várias hipóteses de acção. Na emergência, nem tantas assim…
Eis que, então, alguém se lembra de ir buscar rolos de pinho, comprados à Fábrica de Serração, para os lados do Campo de Futebol. Daqueles rolos já secos mas bem resinosos. Venha daí o tractor com o hidráulico para os carregar… Antes teria de ser “ à unha”, à força de braço… Depressa se fazem subir oito toneladas de rolos para o atrelado. Sim, oito toneladas de uma só carrada de tractor !

Arrogante, a máquina “invade” o Largo da Capela e aguça a curiosidade de quem por ali se encontra. Descarregam-se os rolos todos. Grande monte fazem ! Uma dúzia deles vai directamente para reacender o Cepo. É dia 31 de Dezembro, pela meia-tarde. Depressa cai a noite do fim-de-ano.

Espectacular, o novo Cepo é já Cepo de Fim-de-Ano !

Crepita e arde tão forte que quase derrete os cabos da energia eléctrica pública. Pela noite fora, é vistoso. Projecta-se e ilumina mais alto que a Torre da Capela e mais natural que os projectores amarelentos colocados no Largo. O Cepo atira para cima uma enorme e agitada crista de fumo e faúlhas ágeis… O clarão vê-se de longe, por exemplo, quando a gente vem pela Estrada Nova, do Ervedal ou de Aldeia Formosa. E marca com tons avermelhados os rostos e os vultos de quem o rodeia.

Mas, o frio continua a rachar e o vento a cortar…
As mãos saem regularmente dos bolsos e esfregam-se uma na outra, mais depressa ou mais devagar…distendem-se os braços em direcção ao fogo… não se pode estar muito perto que a fogueira é brava… mas, tão ásperos são frio e vento que, de cinco em cinco minutos, é preciso rodar o corpo meia-volta, para aquecer alternadamente a frontaria e as traseiras… e volta a rodar…e a esfregar as mãos e a abri-las outra vez de frente para o fogo… agora do Cepo de fim-de-ano.

O martelo, prolongamento do “velho” relógio da Torre da Capela, bate a meia-noite na aba do “velho” sino grande. Assim, corrido “à badalada”, sai o “Ano Velho” – 2004 - e entra, em tom festivo, o “Ano Novo” – 2005.

E um animado grupo convive alegremente à volta do Cepo. Estoiram e borbulham duas garrafas de espumante. Começa a degustar-se o borrego acabadinho de ser assado em brasas retiradas do Cepo. Dois garrafões de vinho andam de mão em mão ( e de boca em boca…). Come-se, bebe-se, fala-se, ri-se, faz-se algazarra…

O sino da Torre bate já as três da manhã do primeiro de Janeiro de 2005. Sopra o vento frio. Crepita o Cepo. Uma dúzia de barulhentos mantém-se ali, e resiste . É de crer que, com a farra, não sentem o frio e o vento da noite…

Amanhã, é dia de pedir as Janeirinhas “ou de carne ou de chouriça”. Há quem se deite já a pensar nisso ! …

Noite seguinte, de um para dois de Janeiro. Outro grupo se forma e se anima, à roda do Cepo que quase consumiu as oito toneladas de rolos ! Aparecem as chouriças… caseiras, suculentas, bem temperadas o que, por aqui, também significa terem sal e picante a notarem-se bem… Toca a assá-las em brasas saídas do Cepo. Há um grelhador ao lado. Oportuno apetrecho. Comem-se as “fêbras”, a saborear, que afinal até chegam bem para todos. Mais uma farra. Por aqui é o que se quer! Uma festança justifica-se a si própria. Quanto mais em alturas destas, no meio da tradição e dos amigos !...

E o Cepo continuou pelos Reis…
Houve quem prometesse… O Cepo ia arder pelos Reis também ! E a cinco de Janeiro, véspera de Dia de Reis, da Fábrica de Serração vieram mais quatro toneladas de rolos. Comprados. Animou-se o Cepo, agora já Cepo de Reis. Afinal como manda a tradição !

Nessa noite, lá se juntou outro grupo de convivas. Com vários “repetentes” de noites anteriores e com alguns de primeira vez. Fêveras, melhor dito, febras, de porco, foi a base da comezaina. Claro que sempre com o Dão “da casa” e, confesse-se, algumas cervejas a acompanhar.

Continuam frio e vento. Seco e frio, frio e seco, assim vai este Inverno !... Não é bom para a agricultura, para o queijo da serra. Ah ! Na farra e na comezaina, também sempre aparecem um ou dois queijos da serra. Dos bons !

Continuam alguns debates. Há quem diga, alto e a bom som, que a tradição mais genuína manda que o Cepo seja feito com cepos e rolos mas “dados ou roubados”, nunca comprados… É um ponto de vista a ter em conta. Pessoalmente alinho por nele… …

E Dia de Reis, que agora já não é “Dia Santo de Guarda”, pela tarde, lá se juntou o Povo, no Largo da Capela enquanto o Cepo se auto-consumia na sua própria fogueira. A imolar-se em louvor à Paz. Apesar das polémicas motivadas pelo “desaparecimento” do Cepo de Natal… A aquecer o coração dos Homens e Mulheres de boa-vontade. Afinal, de todos aqueles e de todas aquelas que gostam de partilhar certos prazeres desta vida.

Com os Amigos à volta. Envolvidos pela Tradição. A provar que há muita coisa “de ontem” que se projecta no futuro. Para que seja possível um futuro melhor, apesar de tudo !

Jano

Bom Ano de 2005, a todos os Vilafranquenses e Amigos, em todas as latitudes do Mundo. (A.Guímaro)

Novembro de 2004

novembro 26, 2004

"Enterro de S. Martinho" - 2004 - Texto e Fotos
"AVISAR O S. MARTINHO" -- durante a noite de 10 para 11 de Novembro, 2004 --


Bate a meia-noite no sino da torre da Capela... Junto, sai o grupo "confidencial" deste ano 2004. Ao que depois se soube, com alguns "repetentes" de anos anteriores. Noite escura, que a iluminação pública só pontualmente e a custo rompe. Mais luz, apenas no Largo da Capela com os candeeiros amarelos a esbanjar energia. De qualquer forma, quanto mais escuro ... melhor para o efeito pretendido.


"Avisar o S. Martinho", 2004. Noite de 10 para 11 - Novembro. O Grupo "confidencial" que saiu à rua

Meia-dúzia de compinchas que furtivamente saem... A "avisar o S. Martinho", nesta noite fria e cristalina, pelas portas dos Vilafranquenses já recolhidos e em descanso. Os cúmplices nocturnos levam, com eles, dois funis, dos grandes, para disfarçar e ampliar as vozes dos "avisadores". E mais três chocalhos, dos maiores, daqueles que quase vergam os pescoços fortes dos mais fortes "chibos" (bodes) e carneiros quando estes são (eram) enfeitados em ocasiões de grandes e festivos ajuntamentos de rebanhos, sobretudo quando iam para ou quando chegavam da Serra (Estrela), em transumância. Servem, estes "chocalhões", para abarulhar, com o seu som repetido e grave, após cada "aviso", em cada casa... Sons profundos, quase parece virem das entranhas de outros tempos... para quem os escuta, assim, de noite, ainda meio a dormir, dentro de casa...

E lá arranca a lenga-lenga:

-- " Óóóó sanhor fulano de tal -- No cááá ' stááá ( esta formulação é claramente em homenagem ao saudoso "Velhão"...) ... foi pró Boqueeedo ... atão, fic ' ávisado pra comparecer no Largo do Rossio ... com um garrafão de vinho ... pra emborrachar o S. Martiiinhooo !!! Se nãaao, paga quarenta e cinco prás cadeias do sino, e calha-lhe maaal !!!" .

Pois, sai mais ritmada e entoada, a lenga-lenga. Tentando obedecer a "sonoridades" de antanho. Aliás, desta vez, percebia-se a acção de algum "veterano" na matéria, exactamente pelo arrastar e pelas modulações dos "avisos". Para quem (ainda) sabe como era, para além e por sobre a ampliação puramente sonora das vozes dos "avisadores" ( através dos funis), na experiência do brado, por sobre isso pairam os ecos da noite escura, e dos próprios medos individuais e colectivos. É preciso ser-se rural, e já com uma certa idade, para se sentir o contexto...

Uma após outra, das esquinas das casas onde é suposto estarem recolhidos os "avisados", faz-se a ronda pelas ruas da Terra. Sem incidentes, ao que sabemos. Aqui, não é hábito entrar-se na crítica social, mais "a doer", como noutras localidades se faz, designadamente pelo Entrudo. A luz pública também é inibidora de eventuais exageros...

Ao que dizem, dura aí duas horas, a volta ao Povo, bem dada. Portanto, pelas duas da manhã ( 11 de Novembro) acaba a função. Por norma, no final, os "avisadores" emborcam mais uns copos... Com alguma sorte ainda aparece um queijito ou uma chouricita, para retraçar...

Assim se cumpre a tradição. Mais ou menos como ela era.

Consta que a garotada, aquela que acorda assarapantada com o "roncar" dos nocturnos funis e o "dlão, dlão" dos chocalhos, consta que a garotada ( e um ou outro jovem surpreso...) corre para os pais, a perguntar o que se passa... e que no dia seguinte ainda insiste nas mesmas e inquietas perguntas a que os pais dão evasivas respostas. Já a criar clima para o "Enterro do S. Martinho", na noite de 11 de Novembro...

Magusto – dia 11 de Novembro – Sede da UDV

É tradicional pois claro… Castanhas, água-pé, vinho, jeropiga ( ou jorpiga). Desta vez foi na Sede da União. A partir das 19 horas. Mesa posta. Ei-las que chegam “quentes e boas”, as castanhas. Vêm ao direitinho do forno de “cozer o pão” da Ti Teresa Minéria (filha). Não, que a esta hora de um dia de semana não se ia assá-las ao ar livre com a caruma ainda mais tradicional… Vinho e outras bebidas à disposição.

Magusto na sede da UDV

Chegam as gentes. Quase todas já jantadas. No mínimo com uma sopinha prévia a aquecer o estômago que a noite chegou fria. Lá fora sopra o “Soão” e a nortada é à moda antiga… Bom, saltam umas castanhas para a mesa e logo se inicia o Magusto.

Magusto na sede da UDV
E à medida que são comidas e regadas com a boa pinga é nítida a subida da temperatura ambiente… A garotada corre e grita enxotada de vez em quando pelos mais velhos. Estes vão falando cada vez mais alto. Chegam as 21 horas. É tempo de ir para o Largo do Rossio. Afinal é de lá que arranca o “Enterro do S. Martinho”.

Enterro do S. Martinho – 2004

11 de Novembro – a partir das 21 horas.

É a tradição revisitada pelo terceiro ano consecutivo. Elementos novos vão ser introduzidos. Para quebrar a rotina e actualizar a encenação. Sim, que de uma encenação se trata. O Povo decide representar mais um “drama” do seu Enterro do S. Martinho. Mas sem drama algum de facto. Apenas com muita improvisação. Aliás, é permanente o tom brejeiro, e não raras vezes apimentado, com que o Carlos Sacristão “encomenda” o S. Martinho, nos ditos, versalhadas e latinórios com que anima todo o percurso. Aliás, estalejam foguetes. Se quiséssemos especular, diríamos que o Povo quer exorcizar o medo da morte… Abre o cortejo “fúnebre”, a numerosa “Irmandade do S. Martinho”. Empunham archotes ( de jardim…) . A luz pública fora completamente apagada e é Lua Nova…

Momentos antes do "Enterro" Prepara-se a padiola e o "S. Martinho"

A chama dos 30 archotes é a única fonte de iluminação. Logo atrás da “Irmandade”, pelo meio da rua, deitado na padiola do costume, segue o suposto “cadáver” do S. Martinho – um boneco de palha trajando aperaltada fatiota por sobre um lustroso par de sapatos. Sugerindo um padre de arremedo, toma lugar central, na cena, o Carlos Sacristão. Amplia-lhe a voz, um micro ligado a uma aparelhagem mais ou menos dissimulada que a “organização” providenciou. E lá improvisa ele ao “Santo Martelo” -- como por vezes alcunha o S. Martinho, em homenagem ao saudoso "Velhão" – de umas vezes de forma mais perceptível outras nem tanto assim. Quando não dá para compreender, tira-se o sentido pelo vibrar do ambiente. Mais do que a letra, vale a música… E, por falar em música, este ano a “organização” esmerou-se e saiu, a acompanhar o cortejo, o famoso “Requiem” do Amadeu Mozart, também ampliado por aparelhagem de som. Portanto, alto nível “cultural” …

Um aspecto do "Enterro do S. Martinho"

Logo atrás da padiola e do “cadáver”, enfileiram as “viúvas” do S. Martinho. São muitas, e de todas as idades, estas “viúvas voluntárias”. Vêm em luto cerrado, despedir-se e carpir o dito cujo. Esta parte da cena é uma clara alegoria a varonis potencialidades (…) do “defunto”… Mas como gritam elas e durante todo o percurso ! Estão no Largo da Capela e ouvem-se no Cimo do Povo! Vêm no Cimo do Povo e já se ouvem no Rossio! Assim, conseguiram o maior “clímax” do Enterro. Falamos em termos de impacto cénico…

O cortejo faz várias paragens durante o percurso. Oportunidade para o Carlos Sacristão brilhar. Este ano, faltou o seu “velho” ajudante, o António Zangarilho. Fez falta, que o homem tem naturalmente piada. É um castiço, como se diz.

A "Irmandade de S. Martinho", 2004, no Cimo do Povo

Para aí hora e pouco depois de ter arrancado, o cortejo “fecha o ó” e chega de novo ao Largo do Rossio. Lá, no meio, está “plantado” um pau, ao alto. Pousa-se a padiola, junto. O Sacristão empolga-se ainda mais. O boneco, simbolizando o “cadáver” do S. Martinho, é pendurado nesse pau. As “viúvas” quase rebentam a garganta, e os tímpanos, com a berraria. É chegado o momento de pegar fogo ao boneco. Momento que nos atira para não sei quantas reminiscências. Os sacrifícios para apaziguar os deuses… a “purificação” pelo fogo… o preparar comida para a festança das colheitas… sei lá !

Um aspecto do "Enterro do S. Martinho"

Entretanto um elemento novo:- a presença e actuação do grupo “Animatolas” – artistas do fogo – que nesta altura ganham a boca de cena. Fazem malabrismos com maças incandescentes… com cordas a arder … Em apoteose, cospem grandes bolas de fogo ( bochecham parafina líquida…) sobre o boneco agora erguido e suspenso no pau. Sem remissão, pega-se-lhe o fogo e arde. Consome-se a fatiota, crepita já a palha das entranhas. A garotada arregala os olhos que nunca tinha visto “cuspidores” de fogo ao vivo! Esperemos que não tentem imitar a “brincadeira”… As “viúvas” esganiçam-se em chiadeira final. Dez minutos depois, desmorona-se o boneco pelo pau abaixo. Em breve só restam algumas chamas a acabar com os sapatos e a comer a base do pau, junto ao solo.

No final, a "Queima do (boneco) S. Martinho" Largo do Rossio

Estalejam foguetes. Sobe e despenha-se, lá do alto, algum fogo de artifício.

Enfim, cai o pano por sobre mais uma encenação trágico-brejeira-festiva do “Enterro do S. Martinho”, em Vila Franca da Beira. Tradição mais uma vez revisitada. Com agrado e descontracção gerais.

Ah ! Mas eis que um animado grupo de “resistentes” rodeia o pau (ainda) plantado no meio do Largo, onde continua a arder. Há mais castanhas, mais jeropiga, mais vinho…! Beberam durante o Magusto, beberam durante o cortejo, continuam a beber e a comer mais castanhas. Que grandes “destilarias” !

É a função social da bebida e da comida mesmo que com algum exagero…

E, lá no alto da abóbada celeste, brilham as estrelas ajudadas pela escuridão natural cá da Terra. Geométrico, (quase) eterno, destaca-se o “Sete Estrelo”. Cá em baixo, espantados os medos espanta-se o frio… Quem sabe, talvez os deuses antigos revigorem e dêem um salto lá acima. Ao encontro de Vénus… Em homenagem aos Homens, sobretudo aqueles que gostariam de subir com eles. Sim, até Vénus… para aquecer os corpos, e a noite !

Jano

Outubro de 2004

outubro 11, 2004

XIV TORNEIO IBÉRICO DE FUTEBOL - VETERANOS - A Reportagem

XIV TORNEIO IBÉRICO EM FUTEBOL – VETERANOS ou “ Convívio Futebolístico – Gastronómico – Cultural ” 25 SETEMBRO – 2004


No Campo das Carvalhas - e na Sede Social da U D V -

Em VILA FRANCA DA BEIRA

Este ano participaram as equipas de Futebol – Veteranos, de:


“Velhas Glórias” do Sporting Clube de Portugal;
Um misto de Salamanca e Ciudad Rodrigo;
Núcleo de Veteranos da U D V…
Este “ XIV Torneio Ibérico ” disputou-se sob a forma de um “triangular”, aliás como em outras edições. Portanto, cada equipa joga dois encontros com 45 minutos ( ou menos) cada um.

Resultados:

Núcleo da UDV - 0 - “Velhas Glórias” do Sporting - 1
Misto, Salamanca / Ciudad Rodrigo – 0 -- Núcleo da UDV - 1
“Velhas Glórias”, Sporting – 2 -- Misto, Salamanca / Ciudad Rodrigo- 0

As “Velhas Glórias” do Sporting, aliás como era de esperar, venceram justamente (e “não deram mais” porque não quiseram…).

De qualquer forma, boa réplica do Núcleo de Veteranos da UDV que se apresentou com 20 elementos! Até parecia uma “selecção regional ”! Por isso, o “problema” são as constantes substituições que “quebram o ritmo” (…) no dizer de alguns “treinadores”, e irritam os atletas que, apesar das respeitáveis barrigas, ainda “pensam” que jogam mais do que, vamos lá, uns 10 minutos seguidos… O “Núcleo” estreou um novo equipamento, patrocinado pela Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira do Hospital.

Terminadas as “correrias”, duches tomados, toda a gente se dirigiu para a Sede Social da União onde já esperava notável repasto. Mais uma vez, honras para a carne de porco caseiro – por acaso de porca – criada durante 11 meses com alimentos naturais.. O animal foi morto na véspera – em matança tradicional – e desmanchado na “loja” da casa de um dos habituais convivas. Aí estivera pendurado, toda a noite, para escorrer melhor. O Simões - que doravante passa a usar o título de “cirurgião” de porcos - tratara do assunto com a reconhecida competência. Aliás, bem “assistido” por aprimorada equipa que se manteve em acção, durante o dia 25, a preparar ( e a degustar ) a “comezaina”...

Então, mesas postas que depressa ficaram repletas com os 120 convivas. Com particular destaque para os “atletas” das três equipas. Mas, também, para os convidados e outros aderentes à iniciativa.

Torresmos, como habitualmente cozidos em vinho. Batata cozida. Arroz do “osso da suã ”, especialidade “verdadeiramente especial ”, como se reconhece. Fêveras vindas directamente de assar no enorme braseiro aceso no exterior da Sede. Com broa (de milho) e pão de trigo. Frutas e doces, caseiros. Queijo da Serra. Aguardente de pêra. Vinho “dão” ( bom…) da Adega da Cordinha. Toca a comer, a beber e a repetir… Muitos copos depois, os discursos, os agradecimentos, as lembranças e as “juras” fervorosas… A entrega dos troféus:- a Taça “Câmara Municipal Oliveira do Hospital” – a taça “Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira” – a taça da empresa ( do Pinto) “Dizifaz”.

De seguida, passagem para o novo BAR da Sede. Café, e outra vez aguardente de pêra e outros “digestivos”. Muitos são os mini-grupos que se entretêm à conversa. Por falha da organização, desta vez não houve oportunidade para a parte mais cultural, digamos assim. Apesar de lá estarem o Murça e o Abrunheira. Foi pena !Seja como for, um dia e parte da noite muito intensamente convividos. E, agora, até para o ano. Até ao “XV Torneio Ibérico em Futebol-Veteranos”.

Jano

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XIV TORNEIO IBÉRICO EM FUTEBOL – VETERANOS -

Recorte do Jornal do Sporting Clube de Portugal - 30/09/2004



Veteranos vencem XIV Torneiro Ibérico
A equipa de futebol de veteranos do Sporting venceu o XIV Torneio Ibérico da UDV, em Vila Franca da Beira, em jogos a contar para a celebração do 70º. aniversário do clube local.

Alinharam pelo Sporting os seguintes jogadores: Massas, Ferrinho, Pita, Leal, Fausto, Virgílio, Freire, Craveiro, Perides, João Luís e Edel. Jogaram ainda: João Almeida, Baptista, Cambraia, Rui Pedro, Loureiro, Paulo Ferreira e Mergulhão.

Frente à equipa da UDV, os "leões" venceram, por 1-0, com golo apontado por Virgílio, aos 21 minutos. Frente a uma equipa mista com jogadores de Salamanca e da Cidade Rodrigo, os sportinguistas venceram, por 2-0, com golos marcados por Rui Pedro, aos 19 minutos e Edel, aos 38 minutos

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XIV TORNEIO IBÉRICO EM FUTEBOL - VETERANOS

Esta foi a informação fornecida à COMUNICAÇÃO SOCIAL:

XIV TORNEIO IBÉRICO EM FUTEBOL - VETERANOS

SÁBADO, 25 DE SETEMBRO DE 2004 - 16 HORAS

No Campo das Carvalhas - VILA FRANCA DA BEIRA - Oliveira do Hospital

No próximo Sábado, 25 de Setembro, a partir das 16.00 horas, vai decorrer, em Vila Franca da Beira (Oliveira do Hospital), o

XIV TORNEIO IBÉRICO EM FUTEBOL - VETERANOS

organizado pelo Núcleo de Veteranos da UDV, União Desportiva e Tuna Vilafranquense

Trata-se de um já tradicional "triangular" em Futebol - equipas de "veteranos". Desta vez participam as equipas:

"Velhas Glórias" do Sporting Clube de Portugal

Um misto de Salamanca e Ciudad Rodrigo

O Núcleo de Veteranos da UDV

Após os três encontros ( 45 minutos cada) do "XIV TORNEIO IBÉRICO", no Campo das Carvalhas, seguir-se-á, na Sede Social da UDV, um convívio gastronómico e cultural à base de comida e bebida tradicionais e com os "espontâneos" a animarem a festa.

A realização do XIV TORNEIO IBÉRICO EM FUTEBOL - VETERANOS conta com os seguintes apoios:


Câmara Municipal de Oliveira do Hospital
Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira
União Desportiva e Tuna Vilafranquense - UDV
Grupo CIMA
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira do Hospital
Empresa DIZIFAZ

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outubro 10, 2004

IX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA

Vila Franca da Beira esteve representada com "Tendas" de produtos locais, artesanato incluído, na Feira Medieval de Trancoso ( 31 Julho e 1 de Agosto) e no convívio com a população de Vila Franca das Naves ( 1 de Agosto à noite).

Estas iniciativas da Freguesia de Vila Franca da Beira integraram-se no IX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA.

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Partida de Futebol / Veteranos

11 de Setembro de 2004

Uma partida de futebol entre Veteranos da UDV e um Misto de Salamanca e de Ciudad Rodrigo, realizou-se nesta data, em Salamanca


O resultado ficou em 5-2, favorável aos Espanhóis.

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Futebol entre Veteranos - UDV e Casa do Pessoal do IPO -

CoimbraEm 26 de Junho de 2004

As equipas de Futebol de Veteranos da UDV e da Casa do Pessoal do IPO de Coimbra, disputaram uma partida de futebol no Estádio Universitário de Coimbra, em 26 de Junho de 2004.
Venceu o Núcleo de Veteranos da UDV.


Durante as ansiadas "Terceiras partes" dos convívios entre Veteranos, o representante do Núcleo de Veteranos da UDV, no caso o António Simões, acaba de receber o troféu das mãos do representante da Casa do Pessoal do IPO-Coimbra, o amigo Valdemar.

Coimbra, 26 de Junho de 2004
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Setembro de 2004

setembro 02, 2004

IX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA

Na sequência da candidatura nacional - através da Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves e da Associação das Vilas Francas de Portugal -- apresentada em Maio de 2003, em Friburg ( Alemanha, da parte da ex-RDA ), a Associação das Vilas Francas da Europa veio realizar o seu " IX Encontro " a Portugal, neste ano de 2004, dias 29, 30 e 31 de Julho e 1 de Agosto.
De salientar que o Presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira também é, simultaneamente, Presidente da Associação das Vilas Francas de Portugal e da Associação das Vilas Francas da Europa.

A Associação das Vilas Francas de Portugal tem sete " Vilas Francas" - que são freguesias - e a Associação das Vilas Francas da Europa tem já 52 "Vilas Francas", em nove países europeus, para um total de oito milhões de habitantes.

Programa do "IX Encontro":

A recepção aos visitantes centrou-se no Porto, a partir de 28 de Julho; Dia 29 de Julho houve um encontro com a Comunicação Social em Ponte do Lima e uma (curta) passagem por Vila Franca do Lima. A pernoita de 29 para 30 de Julho foi já em Vila Franca das Naves; Dia 30 foi dedicado ao concelho de Oliveira do Hospital e a Vila Franca da Beira Programa:Manhã ( dia 30 de Julho ):

Visita à Metalúrgica das Beiras --- fábrica semi-artesanal, ou semi-industrial, de Cobres tradicionais, na Catraia de S. Paio (perto de Oliveira do Hospital):
Visita à INFINITUM - fábrica de Confecções (homem), em Oliveira do Hospital;
Almoço na Vale do Alva
Tarde: Recepção na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital;
Visita ao Museu da Fundação Cabral Metello ( Oliveira do Hospital);
Visita, com "Porto de Honra", ao Solar dos Viscondes de Ervedal da Beira;
Jantar-Convívio com a População de Vila Franca da Beira

Com a visita à unidade semi-industrial dos Cobres Tradicionais e à fábrica de Confecções, pretendeu-se dar a conhecer aos Visitantes algumas das realidades económicas (indústrias) mais características do Concelho.

Localizar o Almoço no Vale do Alva, permitiu apreciar-se, para além da gastronomia, dos principais recursos ambientais e paisagísticos (turísticos) de toda a região.

A recepção na Câmara Municipal proporcionou o contacto institucional com a Autarquia mais representativa e com o renovado edifício dos Paços do Concelho.

A visita ao Museu Cabral Metello o contacto com a património histórico ( embora ainda recente). A visita ao Solar dos Viscondes de Ervedal da Beira para apreciar um bom "Porto" (não-comercial...) e para ver, e apreciar também, este belo Solar Beirão onde há um excelente espaço de "Turismo de Habitação".

Jantar-Convívio em Vila Franca da Beira -

E, a partir das 20 horas, lugar então ao Jantar-Convívio com a População de Vila Franca da Beira e com numerosos Convidados de povoações vizinhas.

Entrada franca... Cerca de 300 convivas, de entre os quais os 70 Vilafranquenses da Europa. Mesas corridas, postas debaixo das formidáveis Carvalhas ancestrais do Campo de Futebol que, muito provavelmente, nunca viram tanta gente junta, a comer e a conviver, ao mesmo tempo !...
Honras para a gastronomia tradicional, embora já com algumas "variantes" mais modernas. Neste caso, estão os dois Porcos "no espeto". Trata-se de uma "modalidade" de assar ( quase grelhar) os porcos e que está a ser praticada de alguns (poucos) anos a esta parte. O corpo do bicho, depois de limpo, vai a assar, sobre o brasiol, convenientemente embebido em molhos "especiais" e trespassado por um espeto que vai rodando, rodando... Devido ao elevado número de convivas, houve alguma demora a servir a carne dos Porcos, o que fez "segregar" alguma impaciência... Paciência...

A acompanhar, um espectacular arroz com feijão, suculento. Só por si, valia a pena ! Dois borregos assados no forno. Uma iguaria ! Broa e outro pão, caseiros, quase vindos directamente do forno para a mesa. Frutas. Queijo da Serra. Doçaria caseira. Vinho Dão , bom vinho (quase treze graus...), da Adega Cooperativa da Cordinha ( sediada no Ervedal). Licores e Aguardentes tradicionais. Música tocada ao vivo, a "temperar" o ambiente.

Para além do puro prazer gastronómico, o ambiente era de facto muito aprazível. Sobretudo à medida que a comida era degustada, que a bebida crescia e que a música se diluía... As gentes, os Vilafranquenses e Amigos, em boa paz, conviviam.

Apesar de alguns contratempos verificados, o consenso era grande. Foi um grande jantar num grande convívio. Foi "aquela" festança ! Viva a Vida ! A Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira e a Associação das Vilas Francas de Portugal agradecem publicamente a todas as entidades e a todas as pessoas que, de uma ou de outra forma, tornaram possível realizar esta iniciativa com êxito.

Espera-se que o futuro proporcione novos contactos, novas iniciativas. Entre escolas, entre agentes económicos, entre associações locais/regionais, entre Pessoas. De forma franca. À Vilafranquense !

Dia 31 de Julho, em Vila Franca das Naves, houve a Assembleia Geral (anual) da Associação das Vilas Francas da Europa e a apresentação "formal" do primeiro produto "recomendado" pela Associação das Vilas Francas de Portugal e que são Vinhos da Adega Cooperativa de Vila Franca das Naves. À noite, participou-se num "Jantar Medieval" no âmbito da Feira Medieval de Trancoso;

Dia 1 de Agosto, foi dedicado a uma visita a Vila Franca da Serra (Gouveia) - onde foi apresentado outro produto - Queijo da Serra de um pastor/produtor local - "recomendado" pela Associação das Vilas Francas de Portugal, e a uma visita a Vila Franca do Deão (Guarda). O dia culminou com um jantar-convívio com a População de Vila Franca das Naves.

Portanto programa diversificado. Vila Franca de Xira e Vila Franca do Rosário (Mafra) digamos que ficaram de fora das visitas, dada a distância a que estão de Vila Franca das Naves (Trancoso) e também porque, em anos anteriores, já lá tinham sido realizados outros Encontros no âmbito da Associação das Vilas Francas da Europa.

Para além das visitas e dos convívios -- aliás muito legítimos -- que este tipo de Encontros sempre proporciona a quem neles participa, a Associação das Vilas Francas de Portugal, e cada uma das Vilas Francas Portuguesas, também lhes pretendem dar outros conteúdos e perspectivar outros desenvolvimentos. Por exemplo, a promoção de contactos e intercâmbios entre Escolas, entre Associações e Colectividades locais, entre agentes económicos, entre cidadãos. E sem que, uns ou outros, estejam "à espera" que as Associações das Vilas Francas os "levem ao colo" ou lhes "façam a papinha toda"... As modernas comunicações electrónicas vão facilitar tais contactos e de forma até informal.

O programa deste IX Encontro teve permanentemente presente esse objectivo muito específico que, aliás, é apanágio da "presidência portuguesa" da Associação das Vilas Francas da Europa.
Neste "IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa" participaram representantes de 31 Vilas Francas (portuguesas incluídas) o que se pode considerar razoável.

A Assembleia Geral reunida dia 31 de Julho, em Vila Francas das Naves, entre outras decisões, aprovou a criação, para Vila Franca de Xira, da "Casa das Vilas Francas da Europa" !

O próximo encontro, o "X Encontro", vai ser em Vila Franca Lunigiana, em Itália, no próximo ano e em data a confirmar. Para 2006, já se sabe também, o " XI Encontro" vai ser em Vilafranca de los Barros, em Espanha , região de Badajoz . Se alguma Vilafranquense se dispuser a ir a qualquer destes Encontros, é só começar a preparar-se...

Como quase sempre acontece, também há problemas internos a resolver e outras dificuldades a enfrentar. Desde logo, para se conseguir capacidade de ter na devida conta, e respeitar, as óbvias diferenças que há entre as várias Vilas Francas, seja em Portugal seja na Europa toda. Entretanto, há que caminhar, caminhando ! Trata-se, agora, de consolidar os projectos comuns já lançados e de definir outros mais.

Com natural satisfação, as Vilas Francas de Portugal podem afirmar ter conseguido promover o "IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa" de forma muito digna e agradável também.

Pel' A Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira
João Dinis, Jano


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"Rambóia do Javali"

Assim, foi o Comunicado, à População sobre a realização da "Rambóia do Javali", realizada em 21 de Agosto de 2004, em Vila Franca da Beira

Comunicado
Aos Mui Nobres, Leais e Arrojados Cidadãos, que deram brado pela superfície da Terra, do Mar e do Ar, desde os Tempos idos e longínquos até aos actuais, da Real República Livre, Soberana e Independente, do Concelho e da Cidade de Vila Franca da Beira, Capital da Península Ibérica, da Europa, do Mundo e do Universo, anunciamos que a
Rambóia do Javali
no Estádio das Carvalhas

no Sábado, 21 de Agosto de 2004 Iniciar-se-á

Às 19 H 30
Gratos pela pontualidade, SFF !!!
Para os Cidadãos e Cidadãs, já previamente inscritos, cuja participação às Despesas Gerais será de 10 €.
Os lucros revertem para o Tesouro do Clube.
A Comissão Parlamentar Organizadora do Evento.

Com a devida vénia, transcrevemos uma notícia publicada no "Diário de Coimbra", sobre a "Rambóia do Javali" em Vila Franca da Beira

A expressão é típica da zona. Os foliões juntam-se, ao ritmo dos mais folgazões, e a "rambóia" acontece. Ingredientes obrigatórios são, naturalmente, uma mesa recheada. A animação vem se seguida, sem se fazer rogada. E foi isso mesmo que aconteceu, no último fim-de-semana, em Vila Franca da Beira, concelho de Oliveira do Hospital. Com um número significativo de "filhos" de regresso, pois é tempo de férias eles vêm, dos mais variados locais, dentro e fora do país, fez-se a festa, no "Estádio das Carvalhas". Chanfana, torresmos e febras, acompanhados pelas imprescindíveis batatas, salada e vinho da terra, sem esquecer o pão e a broa, cozidos a preceito por quem sabe, encheram a mesa e o apetite dos cerca de cem comensais, «mui nobres, leais e arrojados cidadãos, livres e de bons costumes». Depois da fruta e da sobremesa, tempo para um "pezinho" de dança e para "pôr a conversa em dia". O lucro da "rambóia", num total de 470 euros vai ser entregue, como donativo, ao Clube da terra

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Agosto de 2004


agosto 13, 2004


Falecimento de António dos Santos Ramos



Manifestação de pesar pelo falecimento de
António dos Santos Ramos

A Direcção da UDV, União Desportiva e Tuna Vilafranquense, e o Rancho Rosas de Vila Franca da Beira exprimem sentido voto de pesar pela trágica morte do seu Dirigente e impulsionador, António dos Santos Ramos.

Ao mesmo tempo, aqui se manifesta o reconhecimento pela coragem e dedicação com que os Familiares enlutados prosseguem a actividade associativa no âmbito da UDV e do Rancho Rosas de Vila Franca da Beira.

Julho de 2004
Pel' A Direcção da UDV
O Vice-Presidente
João Dinis

Julho de 2004

julho 23, 2004

IX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA - Programa
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PROGRAMA PARA SEXTA-FEIRA, DIA 30 DE JULHO em

Vila Franca da Beira e Concelho de Oliveira do Hospital

DURANTE A MANHÃ - Visitas:


“Metalúrgica da Beira” (Catraia de S. Paio - Cobres )
INFINITUM (Oliveira do Hospital - Confecções – Homem)
13.00 HORAS - Almoço no Restaurante “Quinta de Vila Franca” próximo a Avô e visita à Praia Fluvial.

15,30 HORAS - Recepção na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

16.00 HORAS - Visita ao Museu da Fundação Cabral Metello

18.00 HORAS - Visita ao Solar do Visconde de Ervedal da Beira com “Porto de Honra”

19.00 HORAS - Visita a Vila Franca da Beira e JANTAR – CONVÍVIO com a População, no Campo de Futebol.

“Programa” do IX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA”

Quinta-Feira, 29 Julho -- Visita a Ponte do Lima e passagem por Vila Franca do Lima ( Viana do Castelo)

Sábado, 31 de Julho - Em Vila Franca das Naves e Trancoso Manhã: -- Assembleia Geral da Associação das Vilas Francas da Europa ( Vila Franca das Naves)


14.00 Horas – Almoço
15.30 Horas – Visita à Adega Cooperativa Beira Serra e prova de Vinhos. ( Vila Franca das Naves )
18.00 Horas – Recepção na Câmara Municipal de Trancoso
20.00 Horas – Visita à “Feira Medieval” e “Jantar Medieval” em Trancoso
Domingo, 1 de Agosto -- Visita a Vila Franca da Serra (Gouveia) Jogos Tradicionais e ofertas aos Visitantes -- Recepção na Câmara Municipal de Gouveia -- Almoço


Visita a Vila Franca do Deão ( Guarda ) -- “Lanche-Ajantarado” em Vila Franca do Deão (Guarda)
Noite Popular Em Vila Franca das Naves
O “ IX ENCONTRO DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA” é organizado pela Associação das Vilas Francas de Portugal. A Organização pretende alargar o âmbito desta iniciativa de forma a proporcionar o contacto entre os agentes económicos, culturais e escolas. Para que, depois, estes estabeleçam enre si as relações que bem entendam.

A Associação das Vilas Francas de Portugal vai apresentar (entre outras) uma proposta à “Assembleia Geral da Associação das Vilas Francas da Europa” para que seja criada a “Casa das Vilas Francas da Europa” e que esta venha a ficar em Vila Francas de Xira.

Tendo especialmente em conta o “programa” para Sexta-Feira, 30 de Julho, em Vila Franca da Beira e concelho de Oliveira do Hospital, aqui se agradece os apoios e a colaboração de:


ADIBER, Associação de Desenvolvimento de Góis e Beira Serra ( que subsidia a iniciativa através do programa Leader );
Câmara Municipal de Oliveira do Hospital;
Governo Civil de Coimbra;
Caixa de Crédito Agrícola Mútuo de Oliveira do Hospital;
Grupo de empresas AHL ( de António dos Santos Lopes e Esposa);
Solar do Visconde de Ervedal da Beira;
Fundação Cabral Metello (Oliveira do Hospital);
Adega Cooperativa de Nogueira do Cravo;
Adega Cooperativa de Ervedal da Beira;
União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV;
Rancho Rosas de Vila Franca da Beira;
ARCAF – Associação Recreativa e Cultural de Aldeia Formosa;
“Metalúrgica da Beira” ( Cobres);
INFINITUM ( confecções);
Artesãos, Artífices e População em geral.
Julho de 2004

A Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira

julho 20, 2004IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa
Dia 30 de Julho – Sexta-Feira - a visita dos participantes no IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa – esta Associação tem 52 Vilas Francas -- a Vila Franca da Beira e ao concelho de Oliveira do Hospital.


Do programa já previsto destaca-se:
Um almoço, provavelmente no Vale do Alva;
Uma recepção na Câmara Municipal, em Oliveira do Hospital;
Visita a uma unidade de produção (ainda) artesanal dos Cobres, na Catraia; --
Visita a uma fábrica de confecções, em Oliveira do Hospital;
Visita ao Museu da Bobadela;
“Lanche-Ajantarado” e convívio com a População, em Vila Franca da Beira – no Campo das Carvalhas.
Entretanto, considerem-se todos convidados para o “Lanche-Ajantarado” e para o convívio em Vila Franca da Beira, para dia 30 de Julho.

João Dinis, Jano

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julho 10, 2004IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa
Afinal, segundo as últimas decisões, será dia 30 de Julho – Sexta-Feira - a visita dos participantes no IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa – esta Associação tem 52 Vilas Francas -- a Vila Franca da Beira e ao concelho de Oliveira do Hospital.

Do programa já previsto destaca-se:


Um almoço, provavelmente no Vale do Alva;
Uma recepção na Câmara Municipal, em Oliveira do Hospital;
Visita a uma unidade de produção (ainda) artesanal dos Cobres, na Catraia; --
Visita a uma fábrica de confecções, em Oliveira do Hospital;
Visita ao Museu da Bobadela;
“Lanche-Ajantarado” e convívio com a População, em Vila Franca da Beira – no Campo das Carvalhas.
Portanto, um dia inteiro no nosso Concelho com um programa variado. Com o objectivo de pôr em contacto os Visitantes – “Vilafranquenses” de vários países da Europa - com algumas das realidades mais marcantes do ponto de vista, económico, paisagístico, patrimonial, cultural e, até, institucional. A gastronomia e o artesanato locais também vão ter a devida projecção. E para que assim seja, a Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira teve que arranjar recursos financeiros para custear o programa local, para cerca de 100 pessoas, tantas quantas se prevê que cá venham no dia 30 de Julho. Neste aspecto, a Junta de Freguesia deseja desde já realçar a colaboração da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e da ADIBER, Associação de Desenvolvimento de Góis e da Beira Serra que, para o efeito, deliberaram comparticipar com verbas apreciáveis.


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Entretanto, também há um programa aliciante para Vila Franca das Naves (Trancoso) - Vila Franca do Lima - Vila Franca do Deão -- Vila Franca da Serra. Em Vila Franca das Naves terá lugar a “Assembleia Geral” da Associação das Vilas Francas da Europa. Por exemplo, em Trancoso, os Visitantes vão poder integrar-se na Feira Medieval que aí se estará a realizar no fim-de-semana ( 31 de Julho). E, ainda aí, a nossa Freguesia prevê lá ter uma “tenda” com animação a protagonizar pelo grupo (informal) de jovens da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV. E com bons produtos, do queijo da serra, à aguardente de pêra, passando pela chouriça caseira…

Entretanto, considerem-se todos convidados para o “Lanche-Ajantarado” e para o convívio em Vila Franca da Beira, para dia 30 de Julho.

João Dinis, Jano

Junho de 2004

junho 07, 2004

VILAS FRANCAS DE PORTUGAL E DA EUROPA

Dia 2 de Junho - Vila Franca de Xira

A APRESENTAÇÃO PÚBLICA DA ASSOCIAÇÃO DAS VILAS FRANCAS DE PORTUGAL E DO IX ENCONTRO DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA ( a realizar em Portugal )

O programa do dia iniciou-se, a partir das 15 horas, com a “amostragem” do que foi uma “Feira Medieval”, montada no largo em frente da (nova) Sede da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Coube aos alunos da Escola Secundária Prof. Reinaldo dos Santos a encenação. Trajes ao estilo medieval, personagens alusivas à época ( não faltaram o bobo e o saltimbanco), música a condizer e danças em ritmos e coreografias medievas embora de clara inspiração céltica. Pena foi não haver a gaita-de-foles, “ao vivo”…


Antes, as sete freguesias “Vilas Francas”: – Vila Franca da Beira – Vila Franca do Deão (concelho da Guarda) – Vila Franca do Lima ( Viana do Castelo) -- Vila Franca das Naves (Trancoso) – Vila Franca da Serra ( Gouveia) – Vila Franca do Rosário ( Mafra) – Vila Franca de Xira -- que actualmente constituem a Associação das Vilas Francas de Portugal -- tinham decorado e fornecido, com produtos típicos de cada uma delas, a respectiva “tenda” montada no largo, para o efeito. Com alguns representantes em trajes, também estes regionais / tradicionais, a animarem o espaço, na apresentação e a servir generosas “provas” dos produtos comestíveis / bebíveis que cada uma das Vilas Francas lá disponibilizava.


Cabe aqui dizer que a “tenda” de Vila Franca da Beira foi muito visitada e que, depressa, se foram esgotando as provas que tínhamos levado. E não foi pouco:- bagaço; aguardente de pêra; licor de café e licor de tangerina; broa; broinhas; azeitonas; queijo da serra; chouriça caseira. Por pouco que, quando chegou a vez das entidades, ditas “oficiais”, passarem pela “tenda”, por pouco que já não havia produtos para serem degustados nesse momento… De alguma forma, contribuiu para o desbaste prematuro da “despensa”, a simpatia intrínseca do grupo de quatro jovens Vilafranquenses ( duas jovens e dois jovens), que envergavam trajes tradicionais postos à disposição pelo Rancho Rosas de Vila Franca da Beira e que, por regra, foram de grande generosidade, sobretudo para outros jovens visitantes que lá se concentraram, junto à nossa “tenda”, durante quase toda a tarde… Também assim, oportunidade para se conviver.


Portanto, com a “Feira Medieval” – as Vilas Francas têm origem na Idade Média – e com as mostras e degustações de produtos tradicionais e mais característicos de cada Vila Franca, a organização pretendeu, e conseguiu, fazer uma apresentação vistosa e diversificada, lá, na “rua”, da Associação das Vilas Francas de Portugal.


Entretanto, o programa também enquadrou a “Conferência de Lançamento da Associação das Vilas Francas de Portugal”, no Salão polivalente da Sede da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, a partir das 16 horas. Tratou-se de uma “sessão de lançamento” institucional. Na presença de numerosos convidados, desde autarcas concelhios, a representantes de algumas Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, a representantes das Associações regionais no âmbito do “Leader +”, a especialistas em questões da Comunicação Social e de “marketing”, até representantes das forças políticas que concorrem às Eleições para o Parlamento Europeu. O objectivo era o de informar e sensibilizar todas estas entidades, e a opinião pública, para os objectivos da Associação das Vilas Francas de Portugal. E para dar notícia da realização do IX Encontro da Associação das Vilas Francas da Europa ( incluindo a Assembleia Geral – e são já 52 Vilas Francas ao todo ) -- que se vai efectuar com base em Vila Franca das Naves, a 30 e 31 de Julho próximo.

A 2 DE AGOSTO OS REPRESENTANTES DAS VILAS FRANCAS DA EUROPA VAO PASSAR EM VILA FRANCA DA BEIRA E NO CONCELHO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL.

De salientar que se prevê a passagem (demorada) por Vila Franca da Beira, no dia 2 de Agosto, dos participantes neste IX Encontro das Vilas Francas da Europa. Daí acrescidas responsabilidades para a Freguesia de Vila Franca da Beira! Vamos estar à altura da tarefa, ou seja, vamos receber os nossos visitantes com toda uma franca dignidade! Solicitada que foi, a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital já garantiu apreciável apoio para este dia “especial”.

5 de Junho de 2004

João Dinis, Jano


Junho 03, 2004

"Abaixo-Assinado" - Recolha de assinaturas para a prevenção de acidentes na estrada 230-231

ABAIXO - ASSINADO ­

PARA PREVENIR ACIDENTES NA ESTRADA 230 e 231 -2 ENTRE - SEIXO DA BEIRA - ALDEIA FORMOSA -- VILA FRANCA DA BEIRA -- ERVEDAL DA BEIRA ( Oliveira do Hospital)


Ao senhor Primeiro-Ministro;-
Ao Senhor Ministro das -Qbras Públicas, Transportes e Habitação;
Ao Senhor Governador Civil de Coimbra;
Ao Senhor Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital;
Ao Senhor Presidente do Instituto de Estradas de Portugal;
À Opinião Pública:
Diz-se e com razão: - "Mais vale prevenir que remediar"... Perante as sucessivas tragédias - em resultado dos acidentes - Os "abaixo-assinados" vêm reclamar a urgente introdução das correcções necessárias ao traçado e à sinalização do curto troço da estrada em causa. Por exemplo, a instalação de Rotundas com boa visibilidade. Para fazer reduzir a velocidade do trânsito e mobilizar a atenção dos condutores.

É uma questão de vida ou morte!

Por isso mesmo, não são de admitir mais hesitações e demoras por parte de quem tem responsabilidade e autoridade na matéria.

(segue-se as assinaturas)

Notícias várias - agrupadas até Maio de 2004

Notícias - Várias - Agrupadas

25.5.04

Convívio das Comemorações dos 16 Anos da Freguesia

Por vontade de várias encarregadas de educação das crianças, o convívio passou para Domingo, dia 23 de Maio, à tarde, e para a Mata por detrás da Escola. Por “vontade” do S. Pedro que fez chover, e muito, houve que transferir o evento, à última da hora, para a Sede da União D. T. Vilafranquense, UDV. Por fim, aqui se concentraram as atenções e o movimento. Em primeiro lugar, com a muita garotada a fazer uma barulheira dos diabos. Com jovens e adultos a procurarem acompanhar.

Realizaram-se, então, vários jogos mais ou menos tradicionais. Destaque para o “andamento” com arcos em “verguinha” ou ferro chato. Com a “forrencha” ou“ferrencha” – antigamente soava-nos das duas maneiras – a empurrar o arco, guiada por mão (antes) hábil, para exemplificar. Dentro da Sede da União, os arcos escorregavam muito no cimento. Esta modalidade, digamos que “em pista coberta”, com os seis arcos a “atropelarem-se”, cedo deixou a desejar. Por iniciativa de alguns adultos – alguns dos quais já não “andavam de arco” há mais de 40 anos – as “corridas” transferiram-se para a rua exterior, embora ainda caíssem umas beirolas de chuva. E estes “maduros” não deixaram os créditos por mãos alheias:- fizeram mesmo uma corrida, com partida e tudo, até ao cruzamento das Casas Novas, com regresso até à frente da União. Serão para aí uns 200 metros, ao todo. O suficiente para chegarem a rebentar do esforço e a culparem os arcos que, diziam a custo enquanto arfavam, “saltavam muito no asfalto”. E, de facto, há 40 anos atrás, não havia nem asfalto nem calçada… nas ruas da Terra. Claro que vários dos garotos – os mais novos nunca tinham andado com este tipo de arcos – não mais os largaram, experimentando, insistindo, até conseguirem uns metros com o arco direito…depois novamente.. assim, até as mães ou os irmãos mais velhos os virem “rebocar” para dentro da Sede, para o “lanche”.

Entretanto, e sempre dentro da Sede, tinham lugar as corridas em sacos e outros jogos mais. A animação era muita e a algazarra ainda mais!

Já a tarde ia adiantada quando se avançou para as mesas, para o “lanche-partilhado” ( fora feito apelo para as pessoas levarem alguns “comes-e-bebes”). As febras assadas na brasa (mesmo debaixo de chuva), o tinto e algum branco, vasta doçaria fizeram então as honras da festa. Com crianças, jovens e adultos ou à volta das mesas (de pé) ou sentados, a comer, pois claro !

E já a noite caía, enevoada, quase fria, quando as gentes debandaram. Algumas delas ainda foram comer uma sopinha, em casa. Não porque estivessem com fome mas porque a sopa é a “tranca da barriga”. E já sem se ver bem mas ainda soava, descida abaixo, um dos arcos em metal. De certo empurrado por mão quase hábil, com duas ou três horas de treino, nessa tarde em que se comemoraram os 16 Anos das criação da nossa Freguesia.

Jano - 25 Maio 2004


16.5.04
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Comemorações dos 70 Anos da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV

A 8 de Julho a União completa 70 anos.

Para assinalar a efeméride, a actual Direcção prepara algumas iniciativas. Dia 8 ( Quinta-Feira) com uma “evocação” e um convívio na Sede. No fim-de-semana, 10 e 11 de Julho, com futebol, no Campo das Carvalhas. O Rancho Rosas de Vila Franca actuará nesse Domingo. Vai ser feito um emblema especial da União para ser oferecido aos Sócios com mais de cinquenta anos como associados. E também para ser vendido.

Entretanto, a Direcção pensa promover esforços com o objectivo de se pintar as paredes exteriores e interiores da Sede. O que também significa mais despesas…

A 7, 8 e 9 de Agosto são os tradicionais Festejos de Verão no recinto de jogos e festejos – o Campo das Carvalhas.

De Sócios e Amigos da UDV se espera a maior colaboração.

Para manter a União “ Viva e Sempre Jovem ! ”

Maio 2004 - Jano

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Comemorações dos 16 Anos da Freguesia

A 23 de Maio faz 16 anos que foi criada a nossa Freguesia.

Desta vez, a Junta de Freguesia promove um convívio aberto mas em especial destinado a encarregados de educação e alunos das Escolas. Este convívio é no Sábado, dia 22. No Domingo, 23, haverá uma “salva” com morteiros.
Maio 2004 - Jano

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“Abaixo-assinado”A reclamar correcções ao traçado e à sinalização da “Estrada da Morte”

Está a correr, durante o mês de Maio, um “abaixo-assinado” entre a População a reclamar correcções ao traçado e à sinalização da “Estrada da Morte” que atravessa Vila Franca, Ervedal e Aldeia. O objectivo é alertar, mais uma vez, as entidades com responsabilidades em matéria de segurança e prevenção rodoviárias, para a necessidade de prevenir, através de intervenções físicas, os acidentes graves que se sucedem neste curto mas muito perigoso troço de estrada.

Também está criada uma “comissão de utentes-residentes” - com pessoas de Ervedal, Vila Franca e Aldeia – para acompanhar a situação e manter “apertados” contactos com essas entidades, e que são a Câmara Municipal, o Governo Civil de Coimbra, o Instituto de Estradas de Portugal e o Ministério dos Transportes. Caso não se obtenha garantias concretas de que em breve vão ser feitas as indispensáveis correcções ao traçado e à sinalização da estrada, então o protesto vai subir de tom !... Porque mais vale prevenir que remediar e desastres há que, depois, não têm remédio !...

Maio 2004 - Jano

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“Grupo de Jovens” assinalou o 25 de Abril, em Vila Franca

O “Grupo de Jovens” promoveu uma iniciativa de convívio na Sede da UDV a que chamou de “Quiosque da Juventude”. Com música, lanche e uma “rifa” para angariar alguns fundos. Com o convívio “informal” que os jovens gostam de usufruir.

Maio 2004 - Jano

4.5.04
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Notícias da Argentina

A nossa amiga, Ana Maria Borges Diniz, enviou notícias da Argentina. Poderão ver, "clicando"
em "Vila Franca da Beira e o Mundo", na página principal deste "site".

25.4.04

\RECORTE\ -Jornal "DIÁRIO DE NOTÍCIAS" - (País) - 25.04.2004
OLIVEIRA DO HOSPITAL - Cidadãos exigem melhorias na EN231-2

Um grupo de ciddãos de Oliveira de Hospital vai exigir, em abaixo-assinado, que seja melhorado um troço da estrada nacional 231-2, onde ocorreram vários acidentes mortais, anunciou ontem um dos promotores da iniciativa.
21.4.04


A T E N Ç Ã O !

Reunião com a População
Sexta-Feira, 23 Abril, 2004 -- 21 horas
No edifício da Junta
…Pelas correcções necessárias ao traçado e à sinalização desta parte da Estrada.
É preciso “matar” a “estrada da morte”!
E antes que ela mate mais alguém……Vamos decidir o que mais fazer e reclamar.
Compareça !
…Vila Franca da Beira, 20 de Abril de 2004
A Junta e a Assembleia de Freguesia

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20.4.04-- O último acidente na "estrada da morte" --

dois quilómetros de Ervedal - Vila Franca da Beira - Aldeia Formosa - Seixo da Beira -- deu-se cerca das 10 horas de 19 de Abril. Foi no cruzamento, perto da Balas, da estrada que vem de dentro do Ervedal com a nova estrada de ou para Oliveira do Hospital, a EN 231-2 . Um automóvel ligeiro entrou inadevertidamente na estrada principal e provocou um choque com uma carrinha de transporte dos idosos que iam para o Centro de Dia, no Ervedal. Resultou num morto -- Armando Fontes Frade - o condutor do automóvel, e em dois feridos a inspirar cuidados:- Adélia Ribeiro Fontes Frade e Alexandrina de Jesus Carvalho. Mais uma tragédia !

Da Junta de Freguesia sai mais uma tomada de posição pública:
Para:
Sr. Ministro da Administração Interna;
Sr. Governador Civil de Coimbra;
Sr. Presidente do Instituto de Estradas de Portugal;
Sr. Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital;
À Opinião Pública:

A “ ESTRADA DA MORTE ” CONTINUA A MATAR NO CONCELHO DE OLIVEIRA DO HOSPITAL

Dia 19 de Abril, mais uma vez a tragédia ! Um morto e dois feridos (hospitalizados) em mais um grave acidente (choque entre veículos) no fatídico troço da EN 231-2, entre Ervedal da Beira e Vila Franca da Beira, no concelho de Oliveira do Hospital.

Assim, nos últimos doze anos sobe para doze o número de acidentes mortais neste curto troço – 2 Km - da já tristemente célebre “Estrada da Morte”.

A Junta de Freguesia e Vila Franca da Beira exprime o seu pesar perante o acontecido, em especial junto dos familiares dos sinistrados. Mas, ao mesmo tempo, também exprime a sua mal contida revolta perante a negligência das entidades com responsabilidades directas em matéria de segurança e prevenção rodoviárias. No caso, o Ministério da Administração Interna, o Governo Civil de Coimbra e a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

De facto, depois de tantas e tão frequentes tragédias, depois de tantas chamadas de atenção e de tantas recomendações, depois de insistentes contactos – acontece que essas entidades continuam sem tomar todas as medidas objectivas que as condições da estrada em causa há muito exigem.

SIM, JÁ HÁ NEGLIGÊNCIA
APESAR DAS MELHORIAS E DE CERTOS PLANOS

Sobretudo por parte da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital tem havido progressos: - primeiro, foi a instalação de Semáforos para controlo de velocidade dentro de Vila Franca da Beira (em 2002) e, agora, há planos para arranjo de uma via alternativa ao troço “assassino”, com a rectificação (em 2005) da estrada municipal que vai de Aldeia Formosa – Ponte do Moinho do Buraco – Ramal de Travancinha – Estrada principal (EN 231-2 ) para Oliveira do Hospital. A concretizar-se, bem e depressa, esta alternativa será fundamental.

Porém, também é verdade que, entretanto, ainda não foram feitas certas correcções “cirúrgicas” ao troço em causa e, repete-se, apesar das múltiplas recomendações e dos trágicos acidentes. Uma dessas correcções, que aliás recolhe acordo generalizado, é a construção de uma rotunda no preciso local onde se deu este último acidente.

Mas também é necessário um (grande) reforço da sinalização vertical- nas bermas - e horizontal – sobre o asfalto. A intenção é, sempre, a de fazer reduzir a velocidade do trânsito e mobilizar a atenção dos condutores. Com o objectivo de se diminuir bastante o perigo e evitar a tragédia!
Portanto, é mais que tempo da Câmara Municipal ou seja lá quem for introduzirem tais melhorias. É isso mesmo que esta Junta de Freguesia e a População não desistem de reclamar.

Não sem experimentarem já uma certa e mal contida revolta...

Sexta-Feira, 23 de Abril ( 21 h.), Junta e Assembleia de Freguesia vão reunir com a População para se decidir o que mais fazer e reclamar, a curto e a médio prazos.

Vila Franca da Beira, 20 de Abril de 2004
Pel´ A Junta de Freguesia
O Presidente
(João Dinis)

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25 de Abril - 30 Anos Depois...


Quase 50 anos de obscurantismo e opressão “ uma eternidade”, deixaram Portugal mais pobre, na ignorância do desenvolvimento económico e científico que ia pelo Mundo. Enquanto outros cresciam colaborantes nós ficávamos “…orgulhosamente sós!...”.

Na chamada primavera marcelista, o governo pós – mas ainda – Salazar quis dar um certo ar de abertura e auto-denominou-se de “ evolução na continuidade “, mas o certo é que a guerra colonial continuou matando ou estropiando os jovens que a ela eram obrigados. Quem ousasse discordar dos preceitos da ditadura ou era preso ou exilado. As prisões políticas estavam cheias. Aos mais capazes, àqueles que se atreviam a falar de direitos humanos, era coarctado o acesso ao ensino ou outros cargos onde pudessem “mexer” na mente do povo. Era o evoluir na continuidade da não evolução.

Foi então que há 30 anos, (tão pouco tempo), um punhado de bravos acabou com este estado de coisas e a Revolução de Abril escancarou as portas da liberdade e da democracia e o povo, finalmente, gritou liberdade e clamou pelo direito à paz, ao trabalho, ao pão, à saúde, à habitação, e, através do voto, foi escolhendo os seus representantes que democraticamente conduziriam ao desenvolvimento da pessoa e do todo português. Acreditou e foi conquistando lugares, direitos e benefícios sociais que antes lhe eram negados.

Infelizmente, hoje, alguns saudosistas do “ primaveril estado “, que à palavra revolução querem opor a sua evolução na continuidade, que é a do voltar para trás, e por isso tentam anular algumas das conquistas ganhas com a Revolução. Torna-se necessário mudar, ir aos ideais de Abril e, manter bem vivo o espírito da nossa Revolução dos Cravos.

Não podemos permitir que políticas neo-liberais nos tirem de quase todos para dar a meia dúzia. Saibamos ser dignos de Abril não permitindo regressos ao passado, que seriam passos atrás no nosso futuro.

25 de Abril sempre !

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28.3.04- ENTRUDO 2004 -
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A directa iniciativa de um grupo de Sócios, com o apoio da nova Direcção da UDV e da Junta de Freguesia local, realizou-se animado "Baile de Entrudo", no dia 23 de Fevereiro.

O Baile foi "abrilhantado" por um duo musical da região e enquadrou um "concurso" de disfarces com prémios pecuniários instituídos.

Corresponderam muitos foliões (e não só) que encheram o Salão Grande. E assim se bailou e conviveu durante toda a noite. Também houve quem optasse mais pelo serviço do (novo) Bar... Mas todas e todos se divertiram... e a bom preço!.

João Dinis, Jano

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20-02-2004 - MASCARADA DAS CRIANÇAS DAS ESCOLAS

As crianças das Escolas também saíram à rua, mascaradas. Foi na Sexta-Feira "Gorda", dia 20 de Fevereiro. Uma brincadeira que antecede as férias "do Carnaval". Agrada muito às crianças mas, também a professores e auxiliares da acção educativa. E, claro, enche de satisfação, pais, avós e demais pessoal.



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21-02-2004 TOMADA DE POSSE DOS ÓRGÃOS SOCIAIS DA UDV

"Tomada de posse" dos titulares dos Órgãos Sociais da União Desportiva e Tuna Vilafranquense - UDV, para o biénio de 2004 / 2005.



Votos de bom trabalho !...

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Na sessão da Assembleia Geral ELEITORAL da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV,

realizada em 30 de Janeiro de 2004, foram eleitos os seguintes Órgãos Sociais para os próximos dois anos de mandato:
Mesa da Assembleia Geral
Presidente Joaquim José Pinheiro da Fonseca
1º Secretário António Augusto Tavares Simões
2º Secretário Amadeu António Monteiro
Direcção
Presidente José da Silva Pereira
Vice-Presidente João Manuel Fontes Dinis
Tesoureiro Fernando Marques Dinis
1ª Secretária Sílvia Ramos
2ª Secretária Nancy Garcia
1º Vogal Paulo Coelho
2º Vogal Vítor Pais
3º Vogal Jorge Pereira Marques 4º Vogal Luís Carlos Garcia
Conselho Fiscal
Presidente António dos Santos Ramos
1º Relator João Brás
2º Relator Amadeu Roque

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Assembleia “Comensal” Do Núcleo de Veteranos (futebol e não só) da União – 24 de Janeiro – 2004

Sábado, 24 de Janeiro, à noite. Casa do António Simões e da esposa, Dª Iolanda. Fica no “prado”, ao fundo do Povo. Está-se lá bem e à vontade. Como já é de tradição.
Os convivas começam a chegar a meio da tarde. Pelo menos alguns deles. Há que preparar as iguarias. É preciso “assessorar” o “grão-mestre-de-cozinha”, o António Simões. Tenta-se evitar demasiada sobrecarga sobre “os mesmos”.

António Simões e Dª Iolanda no controlo das operações culinárias.
As duas filhas do casal anfitrião – a Carla e a Sandra – também dão uma (boa) ajuda. E até os “convidados especiais” da festança, o Eurico “Algarvio” e o Zé Daniel Abrunheiro têm o privilégio de poder entrar na cozinha e de partilhar os preparativos. Desta vez, tivemos dez perdizes e meia dúzia de coelhos. Sim, dessas peças que a equipa de caçadores do António Simões trouxe das caçadas (em Espanha).

Os “grão-mestres-de-cozinha” Debatem a magna questão dos temperos para as iguarias…
As perdizes são preparadas conjuntamente com arroz. Os coelhos guisados em muito molho. Ervas aromáticas…outros condimentos… alguns segredos que os especialistas não divulgam. Batatas para acompanhar. Azeitonas e, como sempre, o vinho-Dão caseiro... A coroar, doçaria também ela caseira, feita nessa tarde. Fruta da época (laranjas), dos quintais do Simões e do Américo “Rofia”. Aguardente de Pêra, autóctones (uma e outra).

Tudo isto e mais ainda. Ao calor do fogão a lenha e das duas lareiras da casa.
E “naquele” ambiente de calor humano, de amizade, de franco convívio! Eurico “Algarvio” – que sempre gosta de exibir a sua (alegada…) craveira gastronómica - acabará por atribuir um pequeno “defeito” ao arroz das perdizes. Segundo ele, o arroz “ferveu mais 32 segundos do que devia” (…).

Momento cultural da noite Com o famoso trio (ou quadra…) que “abrilhantou” o convívio
Depois do repasto, “de reis” - segundo uns – “de abades” – segundo outros – seguiu-se a parte eminentemente cultural. À viola e nas baladas, o Zé Daniel Abrunheiro que, com o nível reconhecido, reatou a sua participação nestes convívios. E, claro, o Murça, “cantautor” de fados, cantigas e poemas. O Zé Manel Costa e o Nelson Galante arriscaram uns avanços, mais trauteados que cantados ( as letras das músicas são um problema…). O Sérgio Juca não levou a viola e foi pena. O serão decorria descontraído. As pessoas usufruíam-no. É o prazer de viver a conviver.

Passava da uma da madrugada quando se entendeu falar (apesar do “ruído”…) sobre os projectos do Núcleo, durante 2004. Claro, vamos realizar uns “joguitos” de futebol/veteranos com as correspondentes “terceiras e quartas partes”. E para o encerramento da época “futebolístico-gastronómico-cultural”, a 25 de Setembro, em Vila Franca, vamos já encomendar o (futuro) porco “biológico” que terá a subida honra de vir a ser degustado na festança. E o Pinto, desta vez, vai contactar os Veteranos do Sporting (enfim…) para ver se eles podem cá vir nesse dia. Para realizarmos mais um triangular, o “XIV Torneio Ibérico em Futebol – Veteranos” para o qual também vamos (re) convidar os “velhos” amigos espanhóis da região de Salamanca e Ciudad Rodrigo. O Américo mantém-se como o “mister” / destreinador principal e o Nelson acumula o cargo de “bruxo” com o de “parapsicólogo” da equipa e, assim, consegue a síntese entre a superstição e a ciência (…).

Neste 2004 em que a União perfaz setenta anos de vida. De vidas.
No final, mesmo mesmo a acabar, o Abrunheiro tocou e cantou a última da noite e bebeu mais um copo de tinto, no que foi seguido por outros. Comentou o “doc” Nando:- “ porra, como é que aquela viola ainda toca (…) e como hei-de eu ir agora para Coimbra?!...”.

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No momento em que se escreve este texto está um frio de rachar !
-Vila Franca da Beira -20-01-2004-


“Ele” aí está. Sobretudo de noite. Temperaturas a rondar os zero graus, e a descer… É tempo “dele”, mas lá que “dói” isso “dói”… A Serra tem neve ( gelo) lá em cima. O vento passa por lá e quando cá chega, “corta”… A geada e o caramelo vidram pela manhãzinha. Sucedem-se os ciclos da natureza, e da vida também.

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Janeirinhas

Vários elementos do Rancho Rosas de Vila Franca saíram à rua, a 1 de Janeiro, a cantar as “Janeirinhas”.

Iniciativa sempre do agrado popular. Além do mais, com bom “proveito” para o próprio Rancho e para os cantadores e tocadores, no acto. Para o Rancho, foi recolhida apreciável quantia em dinheiro, por donativos. Cantadores e tocadores, casa a casa, esses foram apreciando outras e genuínas Janeirinhas: - licor, jeropiga, doçarias, queijo, chouriça… Uma festa !

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Leilão de oferendas para a Capela ( na quadra dos Reis)

Foi no primeiro Domingo do ano, portanto a 4 de Janeiro. No Largo da Capela. Quase vésperas de Reis. Tradição que se mantém. Oferendas ( sobretudo de bens comestíveis) que o Povo faz à Santa Margarida ou à Senhora da Conceição e que, depois, a “Comissão da Capela” se encarrega de fazer leiloar por esta altura. Muita gente se junta no Largo da Capela a fazer os seus “lances” para o leilão ou simplesmente a assistir. É animado. Os fundos obtidos revertem para a Capela.


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Assembleia Geral ELEITORAL da União D. T. Vilafranquense, UDV;

Assembleia Geral para aprovação de Relatório e Contas, 2003” e para aprovação de “Plano de Actividades e Orçamento para 2004”, estes últimos já para a nova “gerência”.
Vão ser ( ambas ) na Sexta-Feira, dia 23 de Janeiro. A partir das 21 horas, na Sede da União.
A Assembleia Geral Eleitoral como primeira tentativa de eleição dos novos Órgãos Sociais para um mandato de dois anos, já ao abrigo dos novos Estatutos. E noutra Assembleia Geral prevê-se aprovar o “Relatório e as Contas” do exercício findo em 2003, bem como a provar o “Plano de Actividades e o Orçamento para 2004”. Ano de 2004 durante o qual a União perfaz 70 anos de vida ( 8 de Julho). Enfim, sempre a andar… Haja vontade e disponibilidade !

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Assembleia Geral “Comensal” do Núcleo de Veteranos (futebol) da UDV

Vai ser a 24 de Janeiro. Provavelmente na casa do António Simões ( para variar…). É o primeiro convívio do Núcleo, este ano de 2004. Para definir as condições gerais da época “futebolístico-gastronómico-cultural”. Para a primeira tainada do ano. Esperam-se “prodígios” culinários, entre outros !

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Baile de ENTRUDO e concurso de disfarces de “entrudos”

Na Segunda-Feira de Entrudo ( 23 de Fevereiro), à noite. Na Sede da União. A iniciativa já está em marcha através de uma “comissão de Sócios”. O baile é “abrilhantado” ( como era costume dizer-se) por um trio musical contratado. A meio da noite, terá lugar um concurso ( com prémios) para os fantasiados de “entrudos”. Afinal, dentro da velha tradição das nossas gentes ( antes da “poluição” cultural provocada pelas importações carnavaleiras…). Esta iniciativa conta com o apoio da Junta de Freguesia ( pelo menos).

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Tradições: CEPO DO NATAL - 2003

Bem, lá se pôs o Cepo de Natal a arder, no Largo da Capela. Três dias antes do Dia de Natal. Desta vez, e para já, foram mesmo cepos de pinheiro. Um montão que se consome rápido. Entretanto, começou a chover. Vão durar mais…

Enfim, lá houve uns “voluntários” para os ir buscar, com tractor e atrelado. Antes, era com carro de bois… Depois, também houve quem apresentasse umas chouriças, à noite, para assar no braseiro. E onde aparecem chouriças também aparece o garrafão do tinto! É aquele conjunto !
Natal em público. Comunitário. Ainda e sempre as reminiscências de outros e longínquos tempos. Num ritual hoje difuso mas, ainda assim, com traços de verdadeira reencarnação. Amanhã, será preciso ir por mais cepos. Onde os houver. Senão, algum pinheiro taludo vai encontrar o caminho da glória. Com ou sem a bênção do respectivo “dono”. Até ao Dia de Reis, se a tradição (ainda) for como antes.

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S. MARTINHO

Tradições do São Martinho - MAGUSTO - Na sede da União Desportiva e Tuna Vilafranquense - UDV - 2003

Domingo, 9 de Novembro - a partir das 15.00 horas -
Muitos convivas. Criançada em correria. Idosos, sentados, vão conversando em três ou quatro grupos. Duas mesas postas no centro do Salão. Lá fora a chuva ameaça. Faz algum frio...

Ei-las que chegam, “quentes e boas”. As Castanhas vêm em dois grandes baldes. Agasalhadas dentro de sacos de papel grosso. Tapadas com panos. Momentos antes ainda estavam a ser assadas em dois fornos a lenha, daqueles largos, em tijolo, onde ainda se cozem fornadas de pão. Enfim, nos magustos mais tradicionais, as castanhas eram (são) assadas ao fogo da fogueira de caruma ou de palha. Ficam mais negras. Casca enfarruscada. Pretexto para brincadeiras sem fim. Enfarruscadas, por mexer nas castanhas, as mãos enfarruscam, sorrateiras, a cara dos rapazes e das raparigas, dos namorados. A criançada delira! Lembram-se ?...

Estas, as castanhas do nosso Magusto, fumegam ao abrir-se os sacos. Estão muito quentes ainda. Mas há mãos com pressa, que se sujeitam... Mergulha-se uma travessa. Aí estão! Já em cima das mesas há que avançar sobre elas... Sopra-se nos dedos que a castanha queima. “Porra !”. Mas a coisa vai. Agora, mais devagar. Logo, mais depressa.

Farinhuda, a castanha “enrola-se” na boca. Ora aí temos, a “água-pé” ou o Dão, estilo “pronto socorro”. A garotada emborca sumos. Mesmo os mais idosos não enjeitam o(s) seu(s) copito(s). A coisa vai... Daí a um nadita, as vozes sobem de tom. Há faces que vão ganhando mais cor. Os dichotes tornam-se mais afoitos, mais atrevidos... Ouvem-se as gargalhadas. Dos homens e das mulheres. Em comum se convive !

É o apelo do solstício de Inverno. Esta quadra de S. Martinho ainda é a festa da abundância que antecede a dureza da invernia. Provação que nunca se sabia – e não se sabe - como cada um – primeiro pagão, depois cristão - seria capaz de suportar.

Cheira a castanha e a vinho!

Ah ! E aquela jeropiga ( ou “jorpiga” ) que lá apareceu ? P'ra “remoer” a castanha... Há quem confesse: - “foram só dois copitos, mas dá-se bem conta dela...”. O saudoso “Velhão” (de nome próprio, Fernando Fonseca) – personagem inesquecível da nossa Vila Franca – sempre chamava a (boa) jeropiga por “flanela”, dada a suavidade com que ela se insinuava pela garganta abaixo...
Cá fora, o ar arrefecido agride um pouco as faces aquecidas no Magusto...

“ AVISAR O S. MARTINHO “Pelas ruas, na noite de 10 para 11 de Novembro

O grupo “confidencial” – antigamente composto pelos mancebos em idade militar ou por mais velhos – sai a coberto da alta noite ( a partir da meia-noite ). Lá no seu altar, a Lua Cheia rebrilha. Algumas nuvens cobrem-lhe o rosto de névoas passageiras. De qualquer forma, a iluminação pública já não permite grandes veleidades quanto à não-identificação dos actuais componentes do grupo que saiu à rua... Não importa. Não se vai enxovalhar ninguém.
Começa-se pelo Fundo do Povo, na rua da Cruz. Dois ou três dos membros do grupo, voz arrastada, disfarçada e ampliada por largos funis em lata (ou “aparelho” similar), apregoam alternados:
- “Ó senhor António ................. ?!”
- “Não ´stá cá. Foi pró Bóquêdo...”
- “Fica avisado pra comparecer no Largo do Rossio, com um pipo de vinho, p'ra emborrachar o S. Martinho”.
- “Senão, paga quarenta e cinco prás cadeias do sino !”.
É rápido. Outros membros do grupo, chocalham imediatamente enormes e afinados chocalhos. Daqueles antigos, que os maiores carneiros e bodes ostentavam, ao pescoço, quando os rebanhos se exibiam. Belo chocalhar ! Depois, passa-se à frente, a outro que vai ser “avisado”. Não era costume “avisar-se” as mulheres. Para cada um há um “dito” apropriado. Também não é nosso costume entrar muito no achincalhe pessoal, pesem embora alguns atrevimentos...
Lembrando outra vez o “Velhão” ( faleceu há mais de 20 anos), ele gostava de se “avisar” a si próprio, sobretudo quando “atestava” com uns copos... Fazia-o com evidente gozo e na sua linguagem carregada de metáforas. “Velhão” era um verdadeiro filósofo rústico. Então, com o largo funil colado à boca, berrava da rua, frente à própria casa:
-“Ó Velhão – Senhor, Fernando Fonseca - Carrochinha ?” -- ( quer dizer, na mesma frase evocava-se pelo nome próprio e pelas alcunhas... ).
- “ No cá ´stá. ´Stá có cóia !” (tradução:- “Não está cá. Está com a borracheira”).
- “Atão, fica avisado p'rá parecer no Rossio, com a sua aranha pra carregar o Sã Martinho”. (tradução: - “então fica avisado para aparecer no Rossio, com a sua bicicleta para carregar o S. Martinho”).
- “Ó paga quarenta e dois e quinhentos p'rás cadeias do sino e vai-lhe mal... Côste, côste !” . (tradução:- “Ou paga quarenta e dois (escudos) e quinhentos , para as cadeias do sino e isso é mau para si...”. O “côste, côste” era uma interjeição que ele usava com muita frequência)...
Bom, desta vez, a volta ao Povo durou hora e meia. Sem problemas. Apenas uma “queixa” veio de um vulto que assomou à janela, provavelmente estremunhado. Levou mais umas “bocas”, cá de baixo...
E como as vozes dos “avisadores” acabaram a faina enrouquecidas, houve que as amaciar na adega de um dos companheiros daquela noite...
Não sei qual seja a origem desta nossa tradição. O facto de se “intimarem” as pessoas para irem para o Rossio e levarem alguma coisa para “o S.Martinho”, talvez remonte às primitivas festanças comunitárias em que se fazia colecta de bens alimentares para consumo em comum. Talvez. Ou talvez fosse oportunidade para alguma crítica social, a coberto da noite... Talvez.

“ENTERRO DO S. MARTINHO”
Dia 11 de Novembro, a partir das 21 horas

Este ano, o “pessoal” apurou a preparação. Para além do enorme boneco que simboliza o corpo do S. Martinho, e da padiola para o transportar (com velas e castiçais “implantados”), preveniu-se um grupo (homens e rapazes) para agarrarem nos vinte archotes disponíveis ( destes, dos de agora, de jardim). Resolveram meter um bocado de pano branco pela cabeça, até à cintura. É a “ Irmandade do S. Martinho ”, auto-designaram-se.

Uma improvisada aparelhagem sonora, carregada num carro-de-mão, ressoava em música expressamente seleccionada para o acontecimento. Coros em cânticos litúrgicos, música sacra. “Alguém” conhecedor providenciara...

Entretanto, a pedido, apagava-se a iluminação pública para nos transportar melhor até ao ambiente nocturno de antanho.

E o cortejo “fúnebre”, arrancou do Largo do Rossio, “tocado” por meia dúzia de foguetes...
À frente, em duas filas, uma de cada lado da rua, a “Irmandade do S. Martinho”, archotes ao alto. Logo a seguir, o “cadáver do S. Martinho” deitado na padiola transportada por quatro homens e rapazes, que se vão revezando.

O Carlos Sacristão – a fazer de padre de arremedo – vertendo copiosas citações, nas sucessivas paragens, num latinórium arrevesado, entremeadas por ditos à sua maneira, estes sempre em português bem explícito, com versalhadas jocosas, piadas brejeiras... Ajuda-o o António “Zangarilho”. Figura “castiça” esta. Dá as suas “bocas” e faz rir. O Ernesto também se abalança... Uma das “viúvas” do S. Martinho consegue um dos momentos da noite: - coloca um ramo de flores entre as pernas do boneco, lá em cima. O ramo mantém-se erecto. Grande S. Martinho !...
Primeira paragem frente ao café “da Joaquina”. Os ditos. O carpir em coro das “viúvas”. O Povo faz roda. Os archotes alumiam. Risos e gargalhadas.

O cortejo engrossou já. Crianças e jovens. Adultos. Idosos. Até “turistas” de povoações vizinhas. Mais de cem pessoas. Prossegue-se em “procissão”.

Novas paragens. Largo da Capela; Cimo do Povo; Largo do Cruzeiro; Largo da Marisqueira. Repetem-se as cenas. Mais gente se vai juntando. São umas cento e cinquenta pessoas. De todos os “credos” e condições. Ou seja, a maioria dos funerais “a sério” não tem tanto acompanhamento. Aliás, o “Enterro do S. Martinho” , mesmo sendo nesta época do ano, reuniu mais Povo que a procissão da Padroeira, esta em Agosto e com muitos emigrantes !

De novo no Largo do Rossio. Uma hora e pouco depois do início da volta.

O Carlos “Sacristão” – o que faz de padre de arremedo – empolga-se todo na última “encomenda” ao S. Martinho. A “oração” principal é o conhecido “Pai-nosso dos Bêbados” – aqui adaptado a “Pai Nosso do S. Martinho” – assim:

“ Ó Santa Uva que estais na parreira
Glorificado seja o Vosso líquido
Venha a nós o Vosso sumo
Para ser bebido à nossa vontade
Assim nas tabernas, como nas adegas
Bem como em nossas casas
Três litros, cada hora, nos dai hoje
Perdoai-nos as vezes em que nos tem feito mal
E em que gritamos pelo S. Gregório
Não nos deixeis cair atordoados
E livrai-nos da polícia em horas mortas
Nas tascas, nas estradas, nos bordeis !
Amen
...
O Amadeu “Jordão” – elemento importante na organização – pega fogo ao boneco do S. Martinho que já está suspenso numa vara, na vertical. É a velha - e trágica - simbologia da “purificação pelo fogo” !

O Povo mantém-se a assistir. Assobiam e estralejam foguetes. Reacende-se a iluminação pública. Cala-se o Carlos “Sacristão”, e a aparelhagem sonora também. Encerra-se mais um “Enterro do S. Martinho”, em Vila Franca da Beira.

Tal como já se disse, teve um enorme, enorme “acompanhamento”. O Povo gostou ! Para o ano há mais, ficou prometido.
...
Há semelhanças notórias com o “Enterro do Entrudo” que se faz noutras regiões. Aliás, aqui bem perto, em Lagares.

Em Vila Franca não se entra no achincalhe pessoalizado.

Este nosso “Enterro do S. Martinho” vive muito, é certo, da habilidade do Carlos “Sacristão”.
Mas, quanto a mim, a nota dominante - para além da grande adesão popular – traduz-se na “reciclagem histórica” dos ritos e rituais. Como se sabe, primeiro foram os ritos pagãos, aos medos e necessidades, aos deuses, à natureza. Depois, vieram os romanos e a religião. Com isto, os primitivos ritos e rituais foram “reciclados” e adaptados, entre nós, às necessidades da Igreja Católica. Agora, nesta nossa expressão “tradicional” do Enterro do S. Martinho, os ritos e rituais (enterros; procissões) da Igreja Católica, estão a ser “reciclados” e adaptados, de novo, a um certo “paganismo”.

A organização e as “ideias” saíram espontâneas. Sem grandes reflexões intelectuais. Apenas a música veio dessas paragens... Não há “perigo”... Ninguém quer “ofender” os sentimentos religiosos ou outras susceptibilidades pessoais.

O próprio facto de se arremedar um enterro, até que é salutar. O “exorcismo”, desses medos e tabus, ajuda a pessoa e ajuda a comunidade. As brejeirices puxam mais para as tradições do Entrudo - a que deixámos de brincar na devida quadra, intoxicados que andamos com as porcarias que nos impingem como “carnaval”.

Em síntese:- entre nós, o “Enterro do S. Martinho” faz o pleno:- junta, na mesma onda, os crentes, os ateus e os “pagãos-novos”. Eu cá, sinceramente, nesta(s) noite(s) sinto-me um desses “pagãos-novos”...

Novembro, 2003

João Dinis, Jano