13 de julho de 2006

Rota das Fontes, Lavadouros e Espaços Verdes Tradicionais

- Inauguração - 2 Julho, 2006 –

“Rota das Fontes, Lavadouros e Espaços Verdes Tradicionais”
em Vila Franca da Beira

Decorreu no Domingo, 2 de Julho, 2006, a inauguração desta obra de recuperação, alindamento e promoção de parte importante do património arquitectónico de Vila Franca da Beira. No caso, do conjunto das quatro Fontes, -- Fonte da Capela – Fonte do Cimo – Fonte da Carreira – Fonte do Rossio - dos dois Lavadouros – do Rossio e da Carreira – do agora chamado “Carreirão” que liga a Fonte do Cimo à Carreira, e do Largo e Jardim do Rossio.

Este património foi construído entre 1920 e 1953 e marca o ciclo da recolha e oferta da água pública, à época. Porém, o Jardim do Rossio – enfim, a “sala de visitas” da Povoação – foi construído e dedicado ( 1953) à boa memória do Dr. Agostinho Sebastião Marques Antunes, médico, filantropo e grande amigo dos Vilafranquenses a quem também esteve ligado por laços familiares.

Em 2004/05 fez-se avançar o projecto de recuperação em cujo desenho-base esteve a Engª Alzira Frade e que a Junta de Freguesia candidatou ao programa europeu Leader +, na região gerido pela associação ADIBER ( Sede em Góis). A candidatura veio, aí, a ser aprovada para receber comparticipação a 35% das despesas elegíveis ou seja, para vir a receber cerca de 14 mil Euros num total, elegível no Leader +, de cerca de 41 mil Euros.

A designação oficial do projecto e da obra – aliás mediante sugestão de Técnicos da própria ADIBER – a quem publicamente se agradece – é “Rota das Fontes, Lavadouros e Espaços Verdes Tradicionais”, pois também se pretende promover e oferecer o usufruto das actuais condições a Amigos e Visitantes.

A obra maior iniciou-se em Setembro de 2005 e terminou a 30 de Junho de 2006. Entretanto, pouco antes, já havia sido calcetado o Largo do Rossio que tem o “nome” Dr. Agostinho Antunes por designação toponímica.

São na ordem dos 55 mil Euros, os custos totais das obras, incluindo os calcetamentos do Largo do Rossio, dos logradouros da Fonte da Carreira, da Fonte do Cimo e do Carreirão. Ora, para além dos 14 mil Euros do programa Leader +, vai-se conseguir pagar o total das despesas. com verbas da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, do Benemérito António Lopes e das receitas próprias da Freguesia. Todavia, é de salientar que muitos Vilafranquenses contribuíram, de variadas formas, para possibilitar a obra tal como está. Desde aqueles que cederam algum pedaço de terreno para alargamentos, àqueles que, embora com remuneração, trabalharam nas obras. No fundo, no fundo, o maior mérito que a Junta de Freguesia teve, foi o de fazer convergir vontades e meios para o planeamento, evolução e execução das obras. E valeu a pena!

Inauguração – 2 de Julho, 2006
Uma Festa no Povo e para o Povo

O Programa previsto para a “Inauguração”, foi cumprido com rigor e boa disposição.

Às 17 h. 30, juntaram-se os Convidados e muita População, no Largo da Capela, onde houve oportunidade para agradecer as presenças e informar acerca dos “passos” seguintes a dar dentro da Povoação.

Depois, toda a gente se dirigiu até à Fonte do Cimo onde, na presença de familiares, se deu “nome” - Praceta Manuel Monteiro - ao redesenhado logradouro da Fonte do Cimo, em sinal de evocação e reconhecida homenagem àquele Vilafranquense que, na década de 1920 – 30, foi vereador na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital e que, mais tarde, foi membro da Comissão de Melhoramentos da época e, nesta, responsável directo por várias das obras que hoje marcam Vila Franca da Beira, desde a Fonte do Cimo ao bonito edifício da “Escola Primária”.

Da Fonte do Cimo, curta viagem, até à Rua da Carreira, pelo novo “Carreirão” que, até aqui, fora um “simples” carreiro em terra batida a tentar aguentar-se entre alguns muros laterais... Agora, foi alargado, calcetado e bem suportado por novos muros em granito. Daí, ter sido (re)baptizado de “Carreirão”. Aliás, individualmente considerada, esta foi a parte da obra que acabou por custar bastante mais dinheiro do que aquele que se previa...

Então, aí se apresentaram a Fonte, os Lavadouros da Carreira e os Logradouros, com “cara lavada” e espaços envolventes alargados e calcetados. No global, aqui se processou uma grande recuperação e aos vários níveis.

Daqui, da Carreira, se foi em alongado desfile até ao Largo do Rossio.

Então, oportunidade para os discursos das Entidades e Convidados, com o Povo à volta. E assim falaram o Presidente da Assembleia Municipal, Dr. Simões Saraiva; o Presidente da Junta de Freguesia, João Dinis; o Presidente da Assembleia de Freguesia, António Lopes; o Representante da ADIBER, Dr. Francisco Rolo; o Filho do Dr. Agostinho Antunes, Dr. Sebastião Antunes; o Padre Luís Costa; o Vice-Presidente da Câmara, Dr. Paulo Rocha. Nesta altura também foi evocado o Dr. Agostinho Antunes. As várias intervenções foram sendo sublinhadas com palmas pela numerosa assistência que não arredou pé.

No final da cerimónia, foi descerrada uma lápide comemorativa do momento e da obra “Rota das Fontes, Lavadouros e Espaços Verdes Tradicionais”.


Porém, não deixando de salientar a grande e comum satisfação perante o concluir da obra em causa, a Junta de Freguesia também entendeu chamar a atenção dos presentes, e de certas Entidades em especial, para algumas das obras mais necessárias ainda por fazer. E falou-se, entre outras, de um novo edifício polivalente ( com refeitório...) anexo às Escolas na Freguesia; do calcetamento da Rua Dr. António Marques Antunes ( sai do Rossio até ao início da Estrada Velha); da rua Dr. Francisco Antunes e da Rua Manuel da Silva (anexas ao Largo do Rossio); da pavimentação da Estrada Velha. As boas notícias, por assim dizer logo ali recebidas em resposta, vieram do Benemérito António Lopes que se comprometeu em comparticipar nas despesas com o novo edifício anexo às Escolas na Freguesia, e do Vice-Presidente da Câmara que propôs uma nova iluminação para algumas das “partes” desta “Rota”.


Convívio Popular ( a partir das 20 horas)

A “Inauguração” terminou cerca das 19 horas. Mesmo antes já chegara a “Tuna e Cantares da Associação dos Amigos de Meruge” para abrilhantar o Convívio que se seguiu. Posição tomada que foi junto à Fonte do Rossio, com o Povo a juntar-se ao redor e, às 19 h. 30, soaram os primeiros acordes e cantares desta Tuna de Meruge que é um bom agrupamento musical. Agrado geral e uma certa nostalgia em muita gente, da mais antiga, que em Vila Franca da Beira se recorda as Tunas locais que bem o foram... Uma hora de boas interpretações de música tradicional. Obrigado e parabéns, “Tuna e Cantares da Associação dos Amigos de Meruge” !

Entretanto, já a Sardinha era assada na brasa ( em cima das grelhas) ali mesmo ao lado o que ia provocando algumas sortidas dos mais impacientes...

Mesas postas, sai a Sardinha e o Caldo Verde, primeiro para os componentes da Tuna. Logo a seguir para toda a gente... O Vinho chegou pela mão ( e nos garrafões) de quem quis trazê-lo. E mais um bom Convívio Popular se ali desenvolveu. Com “invasão” do renovado Jardim do Rossio...

Caía a noite e, na Torre da Capela, badalavam as 22 horas, agora “electrónicas”... Chegavam, ao Largo do Rossio, as “Marchas Populares” de Vila Franca da Beira, em desfile colorido. Cantigas e danças ao estilo dos Santos Populares ( S. João; S. Pedro). Boa iniciativa esta, a partir dos elementos do Rancho Rosas de Vila Franca da Beira. O Povo por ali continuava !

E, até as 23 h. 30, muitos continuaram, enquanto se esgotavam a Sardinha, o Pão, o Caldo Verde e o Vinho... Preciosa a colaboração, na preparação de todo o Convívio, de elementos do “Clube dos Barrigudos” e da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV.


Em síntese...

Em síntese, foi com visível agrado que os participantes se envolveram no trajecto inaugural ao longo da “Rota das Fontes, Lavadouros e Espaços Verdes Tradicionais” dentro de Vila Franca da Beira. Foi com atenção que seguiram as várias intervenções. Foi com prazer que viram e ouviram a Tuna de Meruge e as Marchas de Vila Franca. Gostaram da Sardinhada, do Pão Caseiro, do Caldo Verde e dos Vinhos ofertados. Usufruíram do renovado Jardim do Rossio.

Também por isso, ganhou mais sentido o destaque dado pela Junta de Freguesia a um dos objectivos daquela iniciativa de “Inauguração” e que é “a valorização do património humano Vilafranquense – passado, presente e já futuro – para além do património arquitectónico e urbanístico”.

Ao fim e ao cabo, tratou-se de celebrar a vida dos Homens, Mulheres, Jovens e Crianças, como início, centro e finalidade daquelas obras.

Obrigado a todas e a todos os Vilafranquenses e Amigos!

João Dinis, Jano

(circunstancialmente Presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira)

1 de junho de 2006

"Carta aberta" da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, sobre a falta de prevenção de incêndios florestais

Carta Aberta para :

Exmº Senhor, Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

Exmº Senhor, Comandante do Posto da GNR em Oliveira do Hospital

Exmº Senhor, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira.


Assunto:- a prevenção ( e não só) de Incêndios Florestais.


Não tendo obtido respostas satisfatórias, venho de novo a questionar sobre aspectos práticos do supra citado assunto:


1 – Acaba de ser publicado em Diário da República – I Série – B - nº 102 – 26 de Maio, 2006 ( a partir da pág. 3511) o “Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios”. Como já se sabia, comporta obrigações e outras responsabilidades de especial relevo na matéria, para as Comissões Municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios...

2 – Ao longo do tempo, esta Junta de Freguesia tem enviado opiniões e propostas, e apresentado “perguntas”, a que a CMDFCI do município de Oliveira do Hospital não tem dado respostas à excepção, enfim, de uma muito parcelar resposta enviada pelas duas Corporações de Bombeiros (Programa Voluntariado Jovem para a Floresta).

2.1 – Como é compreensível, não estamos satisfeitos com tal comportamento e apelamos para que o mesmo seja correctamente alterado e pelas várias entidades públicas com especial responsabilidade a nível da Comissão Municipal.

3 – Tal como já se expôs, nesta Freguesia se concentra, hoje, a maior mancha contínua de floresta ( e matos) ainda por arder em toda a Cordinha (freguesias de Ervedal da Beira – Vila Franca da Beira -- Seixo da Beira ) !

3.1- No contexto, será conveniente que a mesma mancha florestal ( e envolventes) seja considerada como prioritária e alvo de um participado, bem elaborado e operacionalizado “Plano de Prevenção”.

3.2 - Não se actuar com sabedoria e prontidão, no terreno, poderá ser considerado como mais numa grave negligência e, por assim dizer, uma certa forma de “brincar com o fogo” e com a própria segurança de pessoas e bens.

3.2.1 – Apela-se para que estas afirmações não sejam interpretadas como tentativas de “pregar sermão ao vigário” mas, isso sim, que o sejam como mais um alerta para uma situação muito preocupante, e a todos os níveis.


4 – Também por isso, aqui se reiteram todas as questões já enunciadas em anteriores ofícios, das quais agora se destaca:

4.1 – Qual é, exactamente, o “plano de prevenção” já elaborado para a Cordinha e em especial para a área da Freguesia de Vila Franca da Beira e envolventes, uma vez que a floresta e os incêndios “não conhecem” os limites administrativos do território??

4.2 - Vai ou não a Câmara Municipal proceder ao arranjo e alargamento da rede de caminhos (agro)florestais ? E se não vai a Câmara, quem o deverá fazer e com que meios?? E a limpeza das faixas legais em torno dos núcleos urbanos e de estradas e caminhos florestais ??

4.3 – E quanto aos “pontos-de-água” já previstos ou outros ??

4.4 – E postos de vigia ou vigilância ? E Equipas de Sapadores Florestais ?

4.5 – E que apoios para a mobilização/adaptação dos meios locais de combate e de rescaldo?


5 – Voltamos a salientar que o violento incêndio do ano passado ( 3 de Outubro) foi sustido a alta ( e fria...) noite, junto a alguns caminhos florestais, com o apoio directo de maquinaria e pessoal municipal para além de numerosos populares. Por que razão não mais houve a disponibilização - planificada e consequente - desses meios públicos, os quais até já deveriam ter sido reforçados desde há meses ??


6 – Pelo menos perante certos factos, e pela ausência de informação, seja-nos permitido dizer, e repetir, que estamos muito longe de actuar como a situação exige – a nível municipal e governamental – no âmbito da prevenção e defesa da nossa floresta contra incêndios!


Com os melhores cumprimentos.


Vila Franca da Beira, 26 de Maio de 2006

O Presidente da Junta de Freguesia

João Dinis

(telemóvel 91 998 52 52 )

23 de maio de 2006

3 º PASSEIO PEDESTRE - “Na rota do Vieiro, do Castro e da Penha”


- Domingo, 7 de Maio de 2006 -

Organizado pela Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, realizou-se no Domingo, 7 de Maio, 2006, o “3º Passeio Pedestre” ( e primeiro de 2006 ), integrado nas comemorações dos dezoito anos da criação da nossa Freguesia..

A partir das 9 horas, no Largo da Capela, juntaram-se os caminheiros… Contaram-se 63, à partida, quase às 10 horas. Maioritariamente jovens e criançada. Com alguns adultos à mistura. Desta vez, praticamente só com Vilafranquenses.


E lá arrancaram com a garotada mais atrevida a querer tomar a dianteira. No sentido inverso àquele em que antes se pensara ir…

Rumo às Fontes Laceiras, depois, fundo da Boiça, matas e matagais,


Extrema da Cerca, Ribeira d´Arca ( aqui pela poça do “grelo”, assim baptizada por conhecida madamme…) – ali perto está um dos marcos de delimitação da nossa Freguesia, com a freguesia de Ervedal.


Mais matas e outra vez a Ribeira d´Arca, pequeno curso de água atravessado a vau, a meio da Quinta da Cerca.


Depois, subida até Póvoa de S. Cosme. Nesta Povoação, primeira paragem para retemperar energias, junto à antiga Escola Primária, há alguns anos encerrada e devassada. Por sinal, duas jovens caminheiras, residentes na Póvoa, fizeram questão em explicar que um grupo local de jovens pretende organizar-se e dar utilidade ao edifício. Fazemos votos para que o consigam.



Depois, mais um quilómetro e já chegámos à zona da Penha do Vieiro ou Penha da Póvoa.


É um notável afloramento de granitos e quartzos que sobem e descem ao redor. A Penha é altaneira, pontiaguda e abrupta. De lá do alto se avista uma vasta região. Desde o vale do Mondego, preguiçoso lá muito ao fundo, até ao Caramulo distante.
É lindo de ver e excitante de sentir !


Mesmo apesar da devastação e da desmatação causadas pelos sucessivos incêndios florestais. Aliás, o último incêndio correu por ali mesmo, pela Penha do Vieiro, o Verão passado, e deixou vestígios ainda bem visíveis, a vestir de negro e de cinzas aqueles belos locais. Todavia, ainda mais lamentável é o abandono a que esta zona tem sido votada pelas entidades oficiais a quem mais compete preservar e promover as potencialidades paisagísticas e rurais desta extrema Noroeste do nosso Concelho que faz “fronteira”, ao longo do Mondego, com os vizinhos concelhos do Carregal do Sal e de Nelas ! Curiosamente, ali e acolá, anichadas nos socalcos mais fundeiros da paisagem, vislumbram-se algumas moradias que sabemos terem sido recuperadas ( ou construídas de raíz) por estrangeiros a quem a região encanta, mesmo apesar da incúria das nossas entidades públicas… Enfim, no cume da Penha - que não raro cai a pique dezenas de metros - nem aí ainda foi instalado um miradouro com alguma protecção para quem for ver a bela paisagem… É uma pena, a Penha estar assim tão desprezada quer pela Câmara Municipal quer pelo Governo !


Entretanto, com redobradas cautelas, o grupo de caminheiros “conquistou” a Penha e mergulhou os olhos no vale do Mondego para os alongar, a seguir, até ao distante Caramulo. Ooh! Ooh! Que bonito! Assim exclamou sobretudo quem ali estava pela primeira vez, na Penha, e que era a larga maioria. Alguns dos jovens ainda se abalançaram a pequenas escaladas pelas rochas mais próximas até retomarem a marcha, a partir daqui a descer até ao estradão rural que serpenteia ( em mau estado de conservação) lá ao fundo da Penha.


Daí, nova subida (curta) até a um morro onde se situa o Castro do Vieiro, ou Crasto como pronunciam as gentes da Póvoa. À volta e no coruto, há algumas árvores ressequidas, queimadas pelo incêndio… Enquanto se caminha, salta aos pés areia fina ainda entranhada pelas cinzas do incêndio. O Mondego corre, largo, lá em baixo. Por ali se lhe entrega, saltitante, a Ribeira d´Arca… Cá em cima, as vetustas pedras do Castro “gritam” aos ventos o abandono a que também estão votadas, ainda e sempre, pelas entidades oficiais.


Há tempos, houve escavações arqueológicas, depressa abandonadas…Sabe-se, pelos livros do estilo, que se trata de um castro românico – pequena povoação “fortificada”-, e mesmo pré-românico, que vem desde até uns três mil anos atrás! De lá se dominou o vale próximo do Mondego ( a água…as pastagens ) e as estreitas vias de passagem de tribos e de “tropas”. Aliás, do outro lado do Mondego, acima dos seus socalcos, há “rotas” com bons vestígios pré-históricos. Deste “nosso” lado, é o abandono e o desleixo oficiais… Lamentável ! Ao que se sabe, em breve por ali vai ser construída uma mini-hídrica (pequena barragem) no Mondego e, cá por cima, nos morros mais altaneiros, parece que vão surgir as baterias de “heólicas”- que por mais energias renováveis e “limpas” que produzam, também agridem a paisagem natural…

Bom, agora, a boa “notícia” é que já se avista a Capelinha da Nossa Senhora das Necessidades, no alto do Vale de Ferro. E também já se avista a coluna de fumo que aí sobe… Sinal que o grupo de apoio ao Passeio já lá prepara o “almoço-volante”…

A descida do morro do Castro é feita a “corta-mato”. Com saltos ( dos mais novos) e escorregões sem consequências. Apenas ficam as “pinturas”, a cinza e carvão, nas roupas e no corpo dos caminheiros.


Retoma-se a marcha mais regular, estradão acima. Algumas curvas depois, vêem-se as velhas casas do Vieiro. Serão menos que uma dezena delas, todas destelhadas e abandonadas. O Vieiro foi comprado por particular, ao que se disse para um projecto de recuperação virado para turismo rural. Só que, até hoje, nada…Que se passa ao certo? Ainda segundo alguns livros, o Vieiro assim ficou chamado por para lá ter sido desterrado, em tempos, um “tal” Conde do Vieiro. O último morador saíu de lá há uns trinta anos…

O estradão continua a empinar e custa mais a caminhada… A Capelinha do Vale de Ferro aparece e desaparece consoante as curvas e os obstáculos visuais. Mas sabemos que está cada vez mais perto, quem sabe se já ao dobrar da próxima curva ?... Limpa-se o suor do rosto e lá vamos com a ajuda dos “bordões”. Enfim, por sorte, o Sol está encoberto e, assim, a temperatura é boa. A garotada mantém a “pedalada”, não dá mostras de grande cansaço na subida, e já saímos de Vila Franca há mais de três horas… Mas também há quem gema bem alto e faça sorrir os outros. - “Anda lá, abate essa barriga” – ouvem-se comentários…

Ah! Aí está ele, o Vale de Ferro e a sua Capelinha branca. Outra Povoação (pertence à freguesia de Ervedal) já abandonada pelos seus “filhos” e onde apenas alguns estrangeiros permanecem em duas ou três casas que recuperaram. Uma destas ardeu no violento incêndio florestal do Verão passado. Incêndio que passou pelo Vale de Ferro e que “lambeu” as paredes brancas da Capelinha. E por ali passámos, por entre as poucas casas arruinadas, em granitos envelhecidos e tristonhos, até ao adro da Capelinha. Ouve-se algumas badaladas da sineta do modesto campanário. Alguém trouxe a chave da porta e muitos foram aqueles que entraram na Capelinha, sempre com respeito porque a Nossa Senhora das Necessidades continua a ser muito venerada. Aliás, neste mês de Maio, ali mesmo se faz a sua Festa-Romaria anual e sempre concorrida, sobretudo devido às “promessas” que o bom Povo lhe faz.

Ora muito bem:- a mesa (improvisada) já está posta! O grupo de apoio – constituído por membros do “Clube dos Barrigudos” - foi eficiente nesta parte sempre crucial em qualquer convívio.


Temos sardinha assada no grelhador…e febras…e peixe do rio frito e em escabeche…e bebidas frescas… e pão de broa e de trigo… e queijo e requeijão da Serra … e fruta e doçaria! Viv’ó Passeio!


O grupo descansa e vai comendo e bebendo. Com calma e descontracção. Hora e meia depois, há quem pressione para se retomar a marcha “que se arrefece muito e custa mais…”. Bom, seja como for, dali até Vila Franca é praticamente “um salto”, embora ainda haja o que trepar e o que descer. Lá vamos nós outra vez…

Bordeja-se os limites da nossa Freguesia com as freguesias de Ervedal e Seixo da Beira, onde foi sustido o violento incêndio florestal de 3 de Outubro passado. Passamos junto de:- Cofeinos; Estaleiro; Madroas; Laje Grande – ali perto está o “penedo do Inácio” onde se diz ter aparecido morto, há muitos anos, um “tal” Inácio. Logo a seguir, atravessa-se o “novo” estradão florestal alcatroado. Desce-se um pouco até ao Penedo do Algar ou Penedo da Moira. É um penedão alto e arredondado por onde se pode trepar por um dos lados. Há quem logo se sente na laje em frente. Mas os mais novos “disparam” penedo acima agarrados uns aos outros e às saliências da rocha. Rapidamente “conquistam” o topo.


Mas é perigoso, tem que haver muita cautela, que uma queda seria grave pela certa, se não trágica… Mas tudo corre bem. Satisfeitos, os “trepadores” posam para as fotos lá no alto. Cá em baixo, a maioria assistiu sentada na laje.


Alguém contou a “lenda” do Penedo do Algar ou do Penedo da Moira:- “ Foi uma moira que trouxe aquele penedo à cabeça, com um filho ao colo e a fiar numa roca”… Foi obra, mesmo para uma moira “encantada”! Entretanto, um Vilafranquense “castiço”, e ainda vivo, resolveu juntar-lhe mais uma “lenda”…Segundo ele, já lá viu um rancho “de bruxas” a dançar à roda, na laje, frente ao Penedo do Algar !... Bem, se nós ali passássemos alguma vez de noite, também poderíamos ser tomados por um bando de avantesmas tanta é a agitação que sempre se lá faz ! Bem, e lá teríamos mais outra “lenda” para contar…Hum, vamos pensar nisso…



Dali, foi um último estirão pela Porta Presa, caminho do Pinheiro, até ao Oiteiro de Santa Margarida, já dentro de Vila Franca. Paragem final na Sede da U D V, passava das 16 horas e com doze quilómetros marcados após o início do 3º Passeio. De novo já com a mesa pronta que, como programado, o grupo de apoio providenciara para a “merenda”. Enfim, mais comezaina que o “desgaste” com a caminhada afinal tinha continuado desde o Vale de Ferro até ali… E o convívio terminou com os mais “resistentes” a tratar de comer uns requeijões com café…

É a vida posta em comum !

E Vocês, já experimentaram? Pois experimentem e poderão constatar que a vida, apesar de difícil, ainda pode ter coisas (muito) boas !

E até ao próximo “Passeio Pedestre” !

Maio, 2006

O “cronista” e fotógrafo oficial do
“3º Passeio Pedestre”

João Dinis, Jano

15 de maio de 2006

NOTÍCIAS DA MINHA TERRA - por Sérgio "Abelhão"

No passado dia 17 de Fevereiro, a nossa freguesia esteve representada, através de um elemento da sua Assembleia, no 10º Congresso Nacional de Freguesias promovido pela ANAFRE – Associação Nacional de Freguesias. Durante dois dias foram debatidos os principais problemas com que se deparam estas autarquias.




A 11 de Março, promovida pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, realizou-se a XV Feira do Queijo da Serra da Estrela, Mel e Enchidos, que como habitualmente, não poderia deixar de contar a presença de alguns produtores Vilafranquenses deste manjar serrano. Como é reconhecido, Vila Franca da Beira foi e será terra de bom queijo e portanto aqui deixo os parabéns ao António (Família Venâncio) e ao João e Paula (Família Canhoto) que lá estiveram presentes e continuam a honrar os pergaminhos de Vila Franca.



No sábado, 15 de Abril, um grupo de Vilafranquenses (o número variou entre 10 e 15) percorreu as principais calçadas da nossa terra anunciando alegremente as Aleluias até cerca das 04 horas da madrugada. Como a noite ainda estava um pouco fria, foi necessário aqui e ali ir aquecendo as cordas vocais com líquidos mais ou menos espirituosos e, já que disso faziam questão alguns visitados, empurrando os ditos espirituosos com algumas iguarias que foram postas à disposição.




No Domingo de Páscoa, respeitando a tradição houve a Visita Pascal.



Quando vierem a Vila Franca da Beira, disponham de algum tempo para percorrer a Rota das Fontes, Lavadouros e Espaços Verdes Tradicionais e assim verem as obras de recuperação inerentes que, embora ainda não completamente finalizadas, já dão uma imagem daquilo que pode ser feito noutros cantos do nosso querido torrão natal.




Para terminar, deixo aqui mais três belos pormenores de Vila Franca com a certeza de que muitos outros ainda estão cá, prontos a serem descobertos.




Antes ainda de terminar, de referir que a 29 de Abril, promovido pela Escola Básica Integrada da Cordinha e organizado pela Comissão de Alunos, realizou-se no salão de festas da União, o Baile de Alunos Finalistas da referida escola, aonde preparam o seu futuro jovens Vilafranquenses. Três notas muito breves sobre este evento. Primeira para o nível de empenhamento dos alunos e da sua orientadora Prof.ª Anabela Costa, Parabéns. Segunda para a presença elevada de ex-alunos, que assim conviveram com antigos colegas de carteira. Terceira e última para referir que os lucros servirão para financiar um Acampamento de Alunos Finalistas que decorrerá durante uma semana na Zona de Serpins.





2006-04-30

Sérgio Correia "Abelhão"

29 de abril de 2006

Passeio pedestre - "Na rota do Vieiro, do Castro e da Penha"


Passeio pedestre *

“Na rota do Vieiro, do Castro e da Penha”

Domingo, 7 de Maio, 2006 - (saída-11horas)
-Largo da Capela-

Vila Franca da Beira


Itinerário: Largo da Capela → Oiteiro de Santa Margarida → Penedo da Moura → Capelinha do Vale de Ferro (paragem para almoço volante) → Vieiro → Castro do Vieiro → Penha → Póvoa de S. Cosme → Cerca - Boiça →
Regresso a Vila Franca da Beira (cercas das 16 horas).


No final, Merenda para os Participantes, com produtos tradicionais, na Sede da UDV (16 horas).

*Esta iniciativa integra-se nas comemorações dos 18 Anos da Criação da Freguesia

Organização: Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira
Apoios: -UDV
-Algumas pessoas individualmente.


Inscrições (1 passo ) na Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira
ou pelos telemóveis 919985252 ou 912216007

Nota: a Organização não se responsabiliza por acidentes pessoais (ou outros) durante o Passeio.

Pel´ A Organização
O Presidente da Junta
João Dinis , Jano

17 de abril de 2006

“ROTA DAS FONTES, LAVADOUROS E ESPAÇOS VERDES TRADICIONAIS"

QUASE CONCLUÍDO O PROJECTO “ROTA DAS FONTES,
LAVADOUROS E ESPAÇOS VERDES TRADICIONAIS”.

Fundamentalmente é um projecto de recuperação e alindamento da Fonte do Cimo do Povo - da Fonte e dos Lavadouros da Carreira – do “Carreirão” entre a Fonte do Cimo do Povo e a Carreira -- da Fonte e do Lavadouro do Rossio – do Jardim do Rossio. Para também promover e divulgar este conjunto importante do património urbanístico tradicional de Vila Franca da Beira.

Este projecto é promovido pela Junta de Freguesia a partir de concepção arquitectónica da Engenheira Alzira Frade. As obras iniciaram-se já em finais de Setembro passado e foram alvo de alargamento de prazo de execução devido a imponderáveis. Prevê-se um investimento total na ordem de 41 mil Euros, co-financiado (a 35%) pelo programa Leader + / ADIBER ( 14 500 Euros). Da Câmara Municipal também chegou apoio financeiro ( 12 500 Euros). A verba restante (14 000 Euros) tem que ser conseguida através dos recursos próprios da Freguesia. Entretanto, surgiu a necessidade de fazer algumas obras complementares não previstas inicialmente no projecto tal como foi apresentado em candidatura ( 2005). O empreiteiro que adjudicou as obras é de Vila Franca. Para a recuperação do Jardim do Rossio houve que recorrer a empresa especializada com gabinete em Oliveira do Hospital.

A construção das quatro Fontes e dos dois Lavadouros tradicionais, em Vila Franca da Beira, remonta ao período entre os finais da década de 1920 e o final da de 1930. As obras foram em grande parte custeadas pela Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em que, à época, houve um Presidente muito ligado, familiarmente, a Vila Franca – o Dr. António Antunes – e um Vereador Vilafranquense, o Sr. Manuel Monteiro. O Largo, o Fontanário e o Jardim do Rossio foram muito impulsionados pela(s) Comissão(ões) de Melhoramentos que houve, em Vila Franca da Beira, entre finais de 1930 e o início de 1950. O Jardim do Rossio foi mesmo dedicado (1953) à boa memória do Dr. Agostinho Antunes, médico e filantropo local, com fortes ligações familiares, profissionais e de amizade a Vila Franca e aos Vilafranquenses.

Enfim, impunham-se as actuais obras de recuperação e alindamento, particularmente nos casos das Fontes e dos Lavadouros construídos há mais de setenta anos. O Jardim do Rossio também estava muito desgastado. Nas diferentes intervenções, procurou-se respeitar a traça e as características originais dos vários elementos, onde o granito é preponderante.

Como já se disse, falta ainda realizar algumas obras complementares. Prevê-se que tudo esteja pronto até meados do próximo mês, até para permitir, vamos lá, a inauguração destas obras provavelmente a 21 de Maio, por ocasião do 18º Aniversário da criação da Freguesia de Vila Franca da Beira. E, aliás como é nosso apanágio, oportunidade para mais uma festa popular enquanto celebração colectiva do acontecimento e da vida comunitária.

12 de Abril de 2006
O Presidente da Junta de Freguesia
João Dinis, Jano

" Cantar as Aleluias" em Vila Franca da Beira

Na noite de Sábado para Domingo de Páscoa - 2006.

Como é tradição, vamos "Cantar as Aleluias", na noite de Sábado para Domingo de Páscoa.

O grupo informal junta-se cerca da meia-noite no Largo da Capela, e sai à volta ao Povo. Com paragens nos locais principais e nas casas onde, por tradição dos últimos anos, também é sabido que os respectivos proprietários já estão à espera. Então, segue-se e prossegue-se em cada uma das paragens, ao som da cantoria das "Aleluias" em ritmo lento, letra apropriada. Não se cuida exactamente da afinação, mais se procura a comunhão dos momentos. Entretanto, há ritos e rituais no ambiente e nos membros do grupo. Quem abre a porta e apresenta mesa com petiscos e algumas bebidas, também procura alguma partilha e, quiçá, a benção íntima das suas crenças. Como sempre, sinais de antanho transportados até ao presente. Talvez se continuem a projectar no futuro. Nesta e noutras Aldeias onde a vida comunitária ainda faz muito sentido para as gentes.


LETRA DA CANTILENA D’ “ AS ALELUIAS “


Aleluia já apareceu

Quem seria que a achou
Foi o padre sacerdote
Que do Sacrário A tirou

Levantei-me de madrugada
Vim varrer o meu balcão.
Encontrei Nossa Senhora
Com um ramo d’ oiro na mão

Eu pedi-lhe um’ arranquinha
Ela disse-me que não
Eu voltei a repetir-lhe
Ela deu-me o seu cordão

Ò Belinha tecedeira
Teça-me este cordão
Que mo deu Nossa Senhora
Domingo da Ressurreição.

(fotos de 2005 em:

17 de março de 2006

“abaixo-assinado” - Contra o encerramento do ‘Posto Médico’ em Vila Franca da Beira

JUNTA DE FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA

_________________________________


À Comunicação Social:

DELEGAÇÃO DE AUTARCAS
DA FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA ( Oliveira do Hospital )
ENTREGA “ABAIXO - ASSINADO” NA SUB - REGIÃO DE SAÚDE DE COIMBRA, SEXTA-FEIRA, 17 DE MARÇO, 15 H. 30.

População reclama manutenção em funcionamento do “Posto Médico” local.

Apesar de ainda não estar oficialmente confirmado, corre sérios riscos de ser encerrado o “Posto Médico” ou, com mais rigor, o “Posto Avançado de Acompanhamento a Idosos” que funciona nesta Freguesia desde 1989, no âmbito da Extensão de Saúde de Ervedal da Beira e do Centro de Saúde de Oliveira do Hospital.

Para esclarecer melhor o caso e, até, perante a possibilidade de vir a ser confrontada, de repente, com o “facto consumado”, a Autarquia Local está a solicitar, desde há cerca de um mês, uma reunião à Sr.ª Coordenadora da Sub-Região de Saúde de Coimbra, reunião que esta responsável regional do Ministério da Saúde ainda não se dignou a marcar alegando falta de disponibilidade.

É nesta situação de preocupação e expectativa, que Autarquia e População promoveram um “abaixo-assinado” ( 236 assinaturas ) onde se pronunciam :

“ Contra o encerramento do ‘Posto Médico’ em Vila Franca da Beira
Por Serviços de Saúde acessíveis e de qualidade ”.

Este “abaixo-assinado” vai ser enviado ao Presidente da República; ao Presidente da Assembleia da República; ao Primeiro-Ministro; ao Ministro da Saúde; aos Grupos Parlamentares; ao Presidente da Câmara de Oliveira do Hospital.

E também com o objectivo de reforçar o pedido de reunião, a delegação de Autarcas da Freguesia vai fazer entrega, em mão, de um exemplar do “abaixo-assinado” na Sub-Região de Saúde, em Coimbra, na data e à hora supra citadas.

Ou seja, ninguém vai poder dizer que não foi informado acerca da vontade da Autarquia e da População de Vila Franca da Beira – uma População ainda numerosa (400 residentes) mas com elevada percentagem de idosos – em manter em funcionamento o seu “Posto Avançado de Acompanhamento (médico) a Idosos”.

Entretanto, espera-se que a Srª Coordenadora da Sub-Região de Saúde de Coimbra, em primeiro lugar, respeite a vontade e os direitos da Autarquia e da População e que também não protele por mais tempo a reunião solicitada.

Vila Franca da Beira, 16 de Março de 2006
O Presidente da Junta de Freguesia
João Dinis
( telemóvel 91 998 52 52 )

Nota:- em princípio, uma delegação de Autarcas da freguesia de MERUGE também vai à Sub-Região de Saúde de Coimbra, à mesma hora e com idêntica finalidade.

20 de fevereiro de 2006

-BAILE DE ENTRUDO - 2006



NA SEDE DA U D V

SEGUNDA-FEIRA, 27 DE FEVEREIRO, 2006

E tal como já é tradição, a União Desportiva e Tuna Vilafranquense, U D V, organiza, na Sede, mais um “Baile de Entrudo”, no caso com apoio da Junta de Freguesia. Vai ser na Segunda-Feira, 27 de Fevereiro, a partir das 22 horas, abrilhantado pelo também habitual conjunto musical “Brinco´ Baile”.

Com prémios para os melhores disfarces “de Entrudo”. Com entrada franca pois já houve uma colecta de donativos – dinamizada pelo Amadeu Monteiro, Jordão - para ajudar a pagar as despesas.



Ao fim e ao cabo, uma tradição recente – este tipo de baile na UDV – dentro de uma tradição muito mais antiga e em vias de se perder, o “nosso” Entrudo que tem sido parasitado e exaurido pelas imitações “baratas” ( e sem mulatas…) dos carnavais importados…



Apareçam “os entrudos” que lá estaremos à espera deles e de outros foliões, no “Baile de Entrudo” na Sede da União.

A Direcção da UDV