8 de abril de 2009

Benvinda Ascenção - comemora 100 anos


Centenária comemora aniversário no lar de Ervedal da Beira


No dia 11 de Abril, há festa no Lar de Idosos de Ervedal da Beira. A vilafranquense Benvinda Ascenção comemora o centésimo aniversário.

Em plena posse das suas capacidades intelectuais e ainda fisicamente capaz, a idosa natural de Vila Franca da Beira é motivo de orgulho no Centro Social e Paroquial de Ervedal da Beira.

A sua longevidade vai ser assinalada com uma festa simbólica e calorosa, à qual se associam a direcção da instituição, os funcionários, os utentes do lar e familiares de Benvinda Ascenção.

Notícia publicada na edição online do CORREIO DA BEIRA-SERRA , Quarta-Feira, 8 de Abril de 2009

6 de março de 2009

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Comemora-se, no dia 8 de Março, mais um aniversário do Dia Internacional da Mulher.

Por isso e pelo 3º ano consecutivo o Núcleo de Mulheres de Vila Franca da Beira, celebra esta data.

O evento, um jantar convívio, vai ter lugar na sede da UDV, no dia 7, com uma adesão muito significativa, prevendo-se a participação de cerca de uma centena de celebrantes, com a particularidade deste acontecimento ser levado a efeito exclusivamente por mulheres.

Cabe aqui um pouco de História: O Dia Internacional da Mulher é celebrado anualmente a 8 de Março e procura lembrar a luta que as mulheres travaram ao longo de décadas, por direitos sociais e políticos, que vão do igual acesso, com o homem, ao divórcio, ao direito de voto, à igualdade de remuneração para trabalho igual ao masculino ou até ao reconhecimento da sua particular vulnerabilidade em acções de violência doméstica.

1 de março de 2009

OBRAS NA ESTRADA NOVA

POSIÇÃO DA JUNTA DE FREGUESIA

SOBRE AS OBRAS NA ESTRADA NOVA


A Junta e a Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira, sempre em conjunto com a População, desde há anos que reclamam a realização de algumas obras para reduzir o perigo da circulação na Estrada Nova.

No nosso entender, é necessária a Rotunda que agora está a ser construída e também é importante acautelar a confluência da Estrada Velha.

Porém, sobretudo neste caso da confluência da Estrada Velha, a obra apareceu de uma forma que não se esperava. Por causa disso mesmo, a Junta de Freguesia de imediato comunicou à Câmara a sua posição, tal como segue:

1- Reiteramos que nos parecem excessivos, e desnecessários mesmo, os “implantes” no pavimento, quer o triângulo quer a “caixa de desvio” na zona da confluência da Estrada Velha.
É caso para dizer: - “ou oito ou oitenta”…

2- Impõe-se, agora, uma sinalização cuidada, especialmente para de noite, pelo que também deve ser implantada, no pavimento, uma sequência de luzes intermitentes.

3- Pensamos que já estará prevista a iluminação com candeeiros, quer na zona da Rotunda e dentro desta, quer também na zona da confluência da Estrada Velha e dentro do triângulo aí situado.

3.1- Sem essa forte e contínua iluminação nocturna, a zona da Rotunda e da confluência da Estrada Velha fica ainda mais perigosa do que era antes porque a aproximação de veículos é veloz e surgem esses novos “obstáculos” pela frente, tanto mais que há curvas nas proximidades.

Entretanto, espera-se que a Câmara mande pôr o tapete de alcatrão na Estrada Velha. E que dê continuidade a esse tipo de melhoria pela rua das Urgueiras, pelas ruas do Rossio e pela Rua da União (pelo menos).


Vila Franca da Beira, 16 de Fevereiro de 2009

A Junta de Freguesia

17 de fevereiro de 2009

Vila Franca da Beira - internet - gratuita


Vila Franca da Beira dispõe do serviço Internet "sem fios" ("wire-less"). Este serviço público está disponível deste o início do ano  e permite aos utilizadores navegarem "à borla" na Net. Trata-se de uma iniciativa municipal a que a Junta de Freguesia naturalmente aderiu.

Em todo o caso, mantém-se a Internet pública (gratuita) dentro doedifício onde funciona a Secretaria da Junta de Freguesia. - Jano -

Consultar: 

http://www.cm-oliveiradohospital.pt/site/noticias/noticia.php?id=2519&tipo=d

4 de fevereiro de 2009

Entrudo em Vila Franca


No próximo dia 23 de Fevereiro, a UDV promove o seu já tradicional

Baile de Entrudo

Após as 22 horas, este evento abrilhantado pelo conjunto musical 

" Brin Baile"

irá de certeza proporcionar algumas horas de divertimento a todos
aderentes. De destacar o tambem já tradicional 

Concurso de Mascarados,

 patrocinado pela Junta de Freguesia, 
que premiará os três melhores da noite.

5 de dezembro de 2008

VI PASSEIO PEDESTRE - “À VOLTA DO S. MARTINHO”


Domingo, 16 Novembro – 2008 - 
Freguesia de Vila Franca da Beira -

Desta vez começou mais cedo o Passeio Pedestre, às 9 h. 30. Juntados que foram, no Largo da Capela, 65 Caminheiros/ /Passeantes, lá arrancaram eles de rosto voltado a Norte, enfrentado um vento frio, um “Soãozinho” matinal. Mas, estugado o passo, os corpos foram aquecendo e aquecendo foram as muitas conversas que se estabelecem à medida que o tempo passa e as distâncias se vencem.




fotos: Engª. Alzira Frade

Passando o rato por cima da foto, obtém a legenda

Trajecto inicial por trás das Escolas, pelo caminho velho até Aldeia Formosa que se atravessa, seguindo pela Quinta da Florência até apanhar a estradão florestal alcatroado até Seixas da Beira. Aqui, pequena paragem frente à Capela de Santa Luzia que está em obras. Calca-se uma calçada à antiga portuguesa e assim se experimenta o enrugado forte deste tipo de piso. Sobe-se ao “Estádio Luso Brasileiro” que não tem sido usado ultimamente. Mais lá, apanha-se o estradão em terra batida que nos leva até ao Vale de Ferro e à Capela da Nossa Senhora das Necessidades. 

Aqui se faz a paragem para algum descanso e para comer de farnel. Alguém toca a Sineta da Capela que repica, afinada, por montes e vales... A Nossa Senhora das Necessidades ( em Maio), ali em Vale de Ferro, já foi uma das mais abrangentes e concorridas romarias religiosas de toda a zona. Hoje, Vale de Ferro tem três ou quatro habitantes todos eles estrangeiros que por ali habitam normalmente parte do ano. As outras casas estão abandonadas, destelhadas, invadidas por silvados... Em 2005, lavrou por ali um incêndio florestal que deixou marcas visíveis. Mais abaixo, bem camuflada na paisagem, pode vislumbrar-se a aldeia (abandonada) do Vieiro, outro dos nossos objectivos para a jornada.

Entretanto, no estradão fundeiro, passam motas e “quatro-rodas” que por ali andam a fazer muito ruído. E dizem que os combustíveis estão caros... 

Um rebanho de “bordaleiras” apascenta-se indiferente ao que se passa à sua volta.

O nosso grupo de caminheiros prossegue após uma “visita” ao Vale de Ferro “velho”. São pequenas casas em ruínas, com as paredes remanescentes construídas com pequenas pedras, “bugalhos”, encaixadas umas nas outras em prodigiosa harmonia que ainda hoje, sem cimento ou similar, as mantém de pé. Um enternecedor (e quase triste) testemunho de outros tempos. Bebe-se água fresca na Fonte local revestida a granito. Ali mesmo, apanha-se e come-se maçãs que, natural e saborosamente, duas macieiras nos oferecem, sem custos e sem substâncias químicas entranhadas.

Retoma-se a marcha estradão abaixo, com cautelas que as motos ainda roncam...

Atinge-se o nível mais baixo da jornada, quase à cota do Mondego que se sabe correr ali por perto, do outro lado do monte onde, para quem (ainda) conhece, se situa o Castro do Vieiro ou Monte Castro ou Crasto, vestígio lamentavelmente esquecido de aldeia fortificada que remonta à idade do ferro. 

Agora, o estradão empina-se e serpenteia por uma encosta arruinada, hoje entregue aos caprichos da natureza depois de devassada por incêndios florestais.
O grupo, sobe a compasso, com os menos preparados a arquejar. Até há quem berre alto... Mandam-no calar para se ouvir melhor o som do vento e os silêncios do vale.

De repente, encontramo-nos aos pés da abandonada aldeia do Vieiro que já foi Póvoa do Vieiro. À medida que nos aproximamos ganham formas mais nítidas os contornos das velhas paredes, em granito sólido, de um conjunto aconchegado de casas. Todas juntas e pegadas umas às outras, todas sem telhado, com os buracos das janelas desorbitados, com os restos de chaminés a apontar o céu para elas tão ingrato. 

No cruzamento, junto ao caminho principal, emerge uma “alminha” que já foi magnífica de trabalhada e com pinturas. E mesmo tal como está, esquecida, desbotada, ainda é a mais bonita e a mais solene das “alminhas” que existem nas redondezas.

A aldeia do Vieiro tem duas ruas curtas e estreitas, por onde “circulam” as silvas que transbordam para fora das paredes. É uma aldeia abandonada de todo. Os últimos habitantes já de lá saíram há uns cinquenta anos. Vê-se que foi construída por gente de posses, de teres e haveres, pois as casas ( umas quinze) são grandes, de rés-do-chão e primeiro andar, com traça digna e semelhante. Enfim, daquilo que se pode aqui dizer, ressalta que, em tempos idos, para lá terá sido degradado um nobre que ficou sendo conhecido por Conde do Vieiro. Terão sido ele e o seu séquito os promotores das construções que permanecem juntas e contíguas, como se se protegessem mutuamente. E era caso para isso, pois, há cem anos atrás, ainda os lobos ( e os homens...) por ali andavam à caça, no Inverno...

O grupo demora-se a apreciar e a comentar aquilo que vê. Há quem produza explicações e especulações acerca daquilo que já se não vê. Certo, certo é por ali ter vivido Gente que nasceu, sobreviveu, amou, trabalhou e morreu. Hoje, morta está toda a aldeia do Vieiro. É a conhecida desertificação humana. Mas é também o desleixo oficial de governos e autarquias que mantêm toda a zona do Vale do Mondego em estado de quase abandono. Sabe-se que um particular é hoje dono desta aldeia e que persegue a concretização de um projecto para a recuperar para turismo. Pois seja, e quanto mais depressa melhor, pois a aldeia só terá sentido outra vez com homens, com mulheres, com jovens e crianças.

Volta-se a caminhar estradão acima que não se compadece e continua a empinar por entre resquícios de pinhal. Uns quinhentos metros depois, estamos ao fundo da Póvoa de S. Cosme, uma aldeia felizmente ainda habitada. Poderemos dizer que estando o grupo ao fundo da Póvoa ainda assim já está bem alto. De lá, já se enxerga bem Vila Franca da Beira, toda a Este e tendo por trás o maciço da Serra de Estrela. 

Sem chegar a entrar na Póvoa, o grupo guina por outro estradão e começa a descer para a extrema Norte da Quinta da Cerca. E desce - huf ! – até à Ribeira d’ Arca que se atravessa por um pontão. Daqui, nova guinada desta vez a noventa graus e virados a Este...à Ponte d´Arca e a Vila Franca.

Eis quando acontece o inesperado. Alguém resolve atiçar um ninho de vespas – abelhões – que se lança, numeroso e enfurecido, sobre o grupo. As vespas “vingam-se” e ferroam à ganância nas caminheiras e nos caminheiros mais próximos. Há gritos, correrias espavoridas, imprecações, grande agitação e quase se instala o pânico. O grupo reorganiza-se cem metros mais longe e analisam-se os “danos” sofridos. Há muita gente que foi “ferrada” pelas vespas e os hematomas já se notam vermelhos e em crescendo. Algumas das mulheres descobrem que ainda trazem vespas enfiadas nos cabelos e até nas roupas. Mais gritos e mais agitação... Por fim, mais calmo, o grupo retoma a marcha apoiando os mais atingidos. Felizmente, ninguém é alérgico à ferroada destas vespas. Os comentários são aqueles que se pode imaginar... O ensinamento é que ninguém deve atiçar ninhos de vespas, pelo menos durante estas caminhadas.
Ponte d´Arca afora e entra-se em Vila Franca pela extrema virada a Poente. Percorre-se a povoação, sob olhares curiosos, e chega-se à Sede da UDV, União Desportiva e Tuna Vilafranquense onde tem lugar o almoço-convívio. Foram dez quilómetros, ou quatro horas, de caminhada por montes e vales.

Ainda não estávamos dentro da Sede da UDV mas já o cheiro à comida nos dilatava as narinas e o apetite... Na cozinha, as cozinheiras de serviço aprontavam o prato do dia, o Arroz do Osso da Assuã (enfim, à base de costeletas de porco).

As compridas mesas também já estavam disponíveis. Quando assomou ao salão o Arroz ainda a ferver, o grupo e outros convivas agora presentes fizeram fila indiana para se irem servir junto aos tachos.

A seguir fomo-nos sentando e o repasto consumou-se... 

Com vinho, com água e sumos, com broa e trigamilho, com salada. Depois, com Queijo da Serra, com Requeijão de ovelha, com Fruta, com Castanhas assadas, com Jeropiga e, a coroar, com um “digestivo”, uma Aguardente de Pêra de S. Bartolomeu, esta uma bebida especial e genuína. Quem quis culminou com uma “bica” no Bar da UDV. Bela festança !

Terminou a jornada. A alguns e a algumas trouxe-lhes novas experiências, também estas “ardentes” e inesquecíveis:- o ataque e as ferroadas das vespas ! 

Ficar-nos-á a todos na lembrança, esta jornada, pelas coisas belas ( algumas tristes) que vimos e intuímos. Por aqui, a natureza ainda manda mas, francamente, também campeia muito desleixo das autoridades oficiais que devem ser chamadas a cuidar, mais e melhor, deste nobre e belo Vale do Mondego. A civilização futura agradecerá.

João Dinis, Jano

Nota:
- Este VI Passeio Pedestre –“À Volta do S. Martinho” - integra-se nas comemorações dos 20 Anos da Freguesia de Vila Franca da Beira e foi promovido pela Junta de Freguesia. Agradece-se todas as colaborações.

30 de novembro de 2008

Falecimento de Carlos "Abilhão" em VFB

Verdade, a gente fica até sem palavras. Inesperadamente o Amigão Carlos Abilhâo nos deixa.  
É mais um Amigão que se vai, deixando uma tremenda saudade. Mas que fazer, só nos resta rezar por ele, pois Deus quis assim. 
É um débito que todos nós teremos que pagar, seja mais cedo ou mais tarde, esta é a vida temos que nos conformar e confortar a Família e os Amigos. 
 
Manuel-Helena e Família. (Brasil)
____________________________________________________

À Família e Amigos,

ainda, não acredito, mais o Tio Carlos se foi, Deus assim o quis,... Agora é só rezarmos por ele, e tenho certeza, que ele está em bom lugar.Ele vai fazer muita falta... Ficamos com o coração triste e cheio de saudades,... Mais com a certeza que um dia todos nós nos encontraremos novamente,... aonde quer que seja.
 
DANIELA E MAIK.   (BRASIL)

( ler comentários na linha abaixo -comments )

20 de novembro de 2008

“Enterro do S. Martinho” voltou à rua

-Fotos de M me Diane Frade -


Dando seguimento à tradição, e tal como estava previsto, na noite de 11 de Novembro, Vila Franca da Beira voltou a “festejar” o “Enterro do S. Martinho”.

O cortejo “fúnebre” iniciou-se às 21 h. 30, no Largo do Rossio, com a iluminação pública apagada par dar mais ambiente à função.


À frente, formava a “Irmandade do S. Martinho”, a duas alas, com “opas” brancas e empunhando archotes acesos. Logo a seguir, entra a padiola com o boneco (tamanho natural) que simboliza o “cadáver” do S. Martinho. Carregam-no quatro membros da “Irmandade”. Como ultimamente tem acontecido, do boneco destaca-se vistosa genitália ( tamanho sobrenatural...), afinal um lustroso marsápio “das Caldas” implantado no entre-pernas do suposto “cadáver” do S. Martinho... É o elemento central de toda a cena e motiva muitas alusões, umas brejeiras outras vernáculas. O Sacristão arremeda um padre no elogio “fúnebre” e na “encomenda” do suposto morto – o S. Martinho – e produz a tradicional enxurrada de latinórios, ditos, versalhadas e mesmo impropérios. Com frequência, provoca risos e gargalhadas nos participantes...


Tudo isso ampliado por aparelhagem de som que, camuflada, integra o cortejo. Em fundo, ora alto ora em surdina, mantém-se o “Requiem” de Mozart, a música que se atira para as sombras da noite e para quem a ouve.


Prosseguem as “Viúvas do S. Martinho”, grupo de mulheres e de jovens, com xaile ou lenço preto sobre a cabeça, que a espaços “guincham” o mais alto que podem, lamentando a grande perda do suposto “amante” que ali vai a enterrar. Fecham o séquito muitos Populares, incluindo alguns visitantes de povoações vizinhas.


E assim se dá a volta à Povoação. Regresso ao Largo do Rossio, uma hora após o arranque. Ali, suspende-se ao alto o boneco do S. Martinho e bota-se-lhe fogo. As labaredas lambem-lhe os contornos e, céleres, avançam para as entranhas. O Povo mantém-se à volta, com as chamas do cadáver-tocha do S. Martinho a reflectirem-se-lhe nos olhos e a provocarem-lhe muitas reminiscências nebulosas de tempos antanhos.


O Fogo, porventura o elemento selvagem// domesticado// deusificado mais importante de sempre, ainda hoje nos transporta para evasões e sensações por assim dizer endócrinas.


Desmorona-se o boneco e acaba consumido no chão. Fim da função. Pacificados, os séculos se encontram ali connosco, naqueles momentos.


Esta tradição é, originalmente, muito primitiva, senão primária. Hoje, juntaram-se-lhe novos elementos. Discutíveis. Principalmente a proeminente genitália do “cadáver” que não fazia parte dos acessórios habituais e que, por motivos óbvios, se está a transformar no centro das atenções, até ao exagero. Quanto a mim, está a desvirtuar esta tradição naquilo que ela tinha de mais genuíno. O “Enterro do S. Martinho” não era um ritual de fertilidade para exibir genitálias. Depois, está a inibir e mesmo a afastar pessoas de participar no cortejo. É uma questão a rever, entendo eu, mas...


E, todavia, a noite era bela. No céu, a Lua Cheia exibia-se, exuberante. Aliás, nos últimos anos, não me recordo de ela ( a Lua) aparecer assim, tão cheia e linda, na noite de S. Martinho, a 11 de Novembro. Obrigado, Lua-Nossa, que assim fizeste dispensar os candeeiros da iluminação pública que nos agridem, nocturnamente, com aquele seu amarelão-forte e estupidamente “tecnológico”.


Por fim, foi-se até à Sede da União onde esperava um Magusto. Com castanhas e, pois claro, com vinho e jeropiga (ou (jorpiga). No altifalante ( outra estupidez “tecnológica”) da Torre da Capela soava a meia-noite musicada e ainda o Povo degustava as castanhas.


É isso, o primórdio do “Enterro do S. Martinho” tinha mais a ver com colheitas, com a Lua e com comezaina colectiva (quando havia o que comer...) do que com outra coisa qualquer. Afinal, encenara-se um autêntico auto Vilafranquense, mas da “revisitação” a outros e longínquos tempos...

João Dinis, Jano

14 de outubro de 2008

E “Vilafrancou-se” muito bem!...

E “Vilafrancou-se” muito bem!...

No Torneio Triangular em Futebol – Veteranos
E no Convívio Gastronómico e Cultural



Decorrida mais uma “década” de actividades, o Núcleo de Veteranos da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV, assinalou o seu “150º” Aniversário no passado dia 20 de Setembro,2008. Esclarece-se que, entre nós, quando se entra nos Veteranos, cada ano de “competição” vale por dez ou seja, os quinze anos “temporais” do Núcleo equivalem já a 150 anos de franca resistência, daí…

Para esta festa, que decorreu sob o lema de “Vilafrancada”, foi preparado um vasto programa desportivo, gastronómico e cultural. Teve tal programa por especiais Convidados, para além dos Amigos já habituais, os Atletas Veteranos do Futebol Clube de Vila Franca do Lima (concelho e distrito de Viana do Castelo), da Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das Naves (concelho de Trancoso, distrito da Guarda) e da equipa “da casa” o Núcleo de Veteranos da União Desportiva e Tuna Vilafranquense, UDV.

Convidados estavam também os representantes autárquicos das respectivas Juntas de Freguesia que compareceram. Afinal, a “Vilafrancada” também se integrava nas comemorações dos 20 Anos da criação da Freguesia de Vila Franca da Beira.

Depois da conveniente recepção a todos os Vilafranquenses e Amigos, vestiram-se os equipamentos e disputou-se o Torneio Triangular em Futebol-Veteranos, no Estádio das Carvalhas. Como não podia deixar de ser, registou-se um comportamento exemplar dos atletas das três equipas de Veteranos, da arbitragem, do grupo dos apanha-bolas e da assistência. (Não foi possível conhecer a opinião das bolas que se recusaram a “falar” de tão francamente mal pontapeadas tinham elas sido…).

Vila Franca do Lima vence o Torneio Triangular
Fica o registo dos resultados:

U D V - 1 / V F Naves - 2
U D V - 3 / V F Lima - 3
V F Naves - 0 / V F Lima - 1

Esclareça-se que cada partida tem 45 minutos. Por isso, pelo resultado de 3 – 3, se poderá ajuizar da forma “intensa” como foi disputada a partida entre a UDV e V F Lima ou, mais propriamente, da forma “negligente” como os respectivos guarda-redes se comportaram…
Seja como for, no cômputo final, Vila Franca do Lima mereceu vencer o Torneio e arrecadar a maior Taça em disputa.

Convívio gastronómico e cultural na Sede da UDV

Cumprido o convívio desportivo, tempo de deslocação para a Sede da UDV, cujas instalações pareceram pequenas para acolher “tantos” Vilafranquenses e Amigos. (Mas que, francamente, outros tantos mais acolheria se tanto necessário fosse…).

Preparado o superior repasto, em que o “Grande–Mestre em Cozinha”, o António Simões, e seus “Colaboradores” continuam a surpreender pela mestria, mais não houve que sentar e desfrutar do jantar/convívio servido pelos Convivas que transbordaram do Salão grande da Sede para a sala do novo Bar até porque tinham sido abertas inscrições para todos os interessados. No repasto, “homenageava-se” a carne de Porco ( este fora matado na véspera em matança tradicional) procurando assim encurtar, à mistura com caldo-verde, arroz do osso da “assuã”, torresmos, febras assadas na brasa…., o tempo e as distâncias e reforçar os laços de amizade entre aqueles que são e se sentem Vilafranquenses. Destaque, ainda, para o Queijo da Serra, para o Vinho Dão, para o Pão caseiro e para um exuberante “Bolo de Aniversário” dos “150” Anos do Núcleo de Veteranos da UDV.

Homenagens e discursos em clima de franca amizade

Abundaram, depois, os discursos de franqueza na entrega dos troféus relativos ao Torneio Triangular em Futebol-Veteranos, na distribuição das medalhas “personalizadas” aos Participantes, na troca de recordações comemorativas da “Vilafrancada”, na lembrança de Amigos, nos agradecimentos aos Colaboradores desta festa, nas homenagens singelas ao nosso amigo Manolo, este enquanto o Salmantino – ele é de Salamanca - mais Vilafranquense, ao António Simões, ao Murça, à Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves, à Junta de Freguesia de Vila Franca do Lima e à própria UDV.

De entre os Convidados institucionais, destaque para o Vice-Presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, para os representantes das três Juntas e Assembleias de Freguesia envolvidas e para o representante do Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital.

Para finalizar, o nosso “poeta e veterano militante”, António Murça, na sua atitude e voz francas, cantou os feitos do dia, dedicando a todos os Convivas poemas da sua autoria e dois conhecidos Fados bem repenicados.

Fica já o desejo da comemoração do “160º” Aniversário do nosso Nnúcleo de Veteranos da UDV :
- É que, depois deste convívio, cada vez mais nos apetece “Vilafrancar”… “Vilafranquemos” pois !

O Núcleo de Veteranos da UDV agradece o apoio e colaboração de:

- Câmara Municipal de Oliveira do Hospital
- Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira
- Junta de Freguesia de Vila Franca do Lima
- Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves
- Direcção da U D V
- Futebol Clube de Vila Franca do Lima
- Associação Cultural e Desportiva de Vila Franca das Naves
- Crédito Agrícola de Oliveira do Hospital
- Empresas: “Deve e Haver”, “DIZIFAZ” e “pbx publicidades”
- Grupo empresarial “Cima”
- Grupo de Colaboradores e Amigos do Núcleo de Veteranos da UDV

A “equipa de reportagem”:
Néné
Jano

12 de setembro de 2008

“VILAFRANCADA”

TORNEIO TRIANGULAR EM FUTEBOL – VETERANOS

E CONVÍVIO GASTRONÓMICO E CULTURAL

“VILAFRANCADA” -

Sábado, 20 de Setembro, 2008


click sobre o cartaz

em VILA FRANCA DA BEIRA

O Núcleo de Veteranos da UDV, promove mais um evento desta natureza.

Desta vez, uma “VILAFRANCADA”, como se designa, pois vão participar equipas de Veteranos e outros Convivas de três Vilas Francas:


Vila Franca da Beira

Vila Franca do Lima ( Viana do Castelo)

Vila Franca das Naves ( Trancoso)


O Torneio Triangular em Futebol – Veteranos começa às 15 horas, no Campo das Carvalhas, e prevê-se que venha a ser francamente renhido...

A seguir à futebolada, a VILAFRANCADA prossegue com um Convívio gastronómico e cultural na Sede da UDV ( a partir das 19 horas).

Para além dos Troféus para as Três Equipas, cada “Atleta” vai receber uma Medalha alusiva e “personalizada” pois cada uma delas trará inscrito o nome de cada um dos Participantes.

Como é tradição, no Jantar – Convívio, vai ser degustado um Porco que, para o efeito, está a ser criado com produtos naturais, desde Novembro do ano passado. Assim, vamos ter o “Arroz do Osso da Suã”, os “Torresmos” cozidos com Batata, as “Febras” assadas na brasa.. tudo bem regado com o Dão da Adega local.

A liderar a preparação do repasto, concerteza, vai estar o António Simões assessorado pelos Colaboradores do costume.

Depois, como também é hábito nestes Convívios, o amigo Murça vai fazer questão em nos presentear com uns Fados típicos e uns Poemas, estes de sua autoria.

O Jantar e o Convívio são abertos a quem se quiser inscrever.

Prevê-se pois movimentada e efusiva VILAFRANCADA que também se enquadra nas comemorações dos 20 Anos da criação da Freguesia de Vila Franca da Beira....

O Núcleo de Veteranos da UDV agradece o apoio e a colaboração de:


Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira

Direcção da UDV

À Direcção dos Clubes de Vila Franca do Lima e de Vila Franca das Naves.

À Junta de Freguesia de Vila Franca do Lima e à Junta de Freguesia de Vila Franca das Naves.

À Caixa Agrícola de Oliveira do Hospital

Às empresas – “ DEVE E HAVER” e “DIZ E FAZ”

Ao Grupo de Amigos e Colaboradores do Núcleo



Pel’ O Grupo de Veteranos da UDV


Jano

A “21ª Prova de Cicloturismo”

A “21ª Prova de Cicloturismo”

dentro do Município de Oliveira do Hospital


Passou por Vila Franca da Beira onde fez uma paragem na Sede da UDV.


Domingo, 7 de Setembro de 2008


Esta Prova de Cicloturismo, dentro do nosso Concelho, é promovida anualmente pelo Clube de Caça e Pesca de Oliveira do Hospital.

Aliás, já o ano passado tinha passado por Vila Franca da Beira e tinha feito uma paragem na Sede da UDV.

Desta vez, e tendo também em conta que a nossa Freguesia está a comemorar 20 Anos, a Junta de Freguesia entendeu digamos que “patrocinar” esta “21ª Prova de Cicloturismo”, uma proposta que o Clube de Caça e Pesca de Oliveira do Hospital aceitou.


Assim, na Sede da UDV (11 horas) foi servida uma prova de Queijo da Serra, mais Chouriça, mais “Bôlas”, mais Vinho, tudo produtos caseiros e locais que os 250 Participantes degustaram com manifesto agrado. Saliente-se que as “Bôlas” tradicionais foram ofertadas pela Junta de Freguesia de Seixo da Beira.

Não consta que o bom vinho do Dão lá servido tenha interferido (demasiado...) no desempenho posterior dos Cicloturistas....


Já em Oliveira do Hospital, no encerramento, a Organização distribuiu aos Participantes uma Medalha alusiva à “21ª Prova de Cicloturismo” e que a Junta de Freguesia patrocinou (em conjunto com o Clube de Caça e Pesca de Oliveira do Hospital). Uma das faces dessa Medalha ostenta o Brasão e o nome da nossa Freguesia.



A Junta de Freguesia agradece:

Ao Clube de Caça e Pesca de Oliveira do Hospital
À Junta de Freguesia de Seixo da Beira
À Direcção da UDV
Ao Grupo de Colaboradores(as)

João Dinis