21 de setembro de 2009

Autárquicas 2009: “Mulheres do PSD” foram a convívio da CDU e João Dinis desafiou ao debate com todos os candidatos


SEGUNDA, 21 SETEMBRO 2009 13:39 LILIANA LOPES ÚLTIMA HORA  (in Correio da Beira Serra)

A sede da União D.T. Vilafranquense foi, ontem, palco de um convívio da CDU, onde não foi esquecido o nome de António Lopes, nem a lista de mulheres candidatas pelo PSD.

Destinada a dar conta da obra feita e dos projectos em carteira para a freguesia de Vila Franca da Beira, a acção dinamizada pela CDU contou com a mobilização de algumas dezenas de moradores, destacando-se também a presença da candidata com que o PSD concorre àquela freguesia.

Foi, de resto às mulheres vilafranquenses que João Dinis dirigiu uma saudação especial, por entender que “elas foram e serão sempre heroínas”. Não deixou, contudo, de se revelar surpreendido com o aparecimento de uma lista concorrente composta por elementos do sexo feminino...

Ver continuação da notícia em:

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2618:autarquicas-2009-mulheres-do-psd-foram-a-convivio-da-cdu-e-joao-dinis-desafiou-ao-debate-com-todos-os-candidatos&catid=53&Itemid=110

14 de setembro de 2009

7º Torneio de Ténis de Vila Franca da Beira - 2009


Para ver o quadro aumentado, click sobre o mesmo!

Decorreu no fim-de-semana de 12 e 13 Setembro de 2009 o 7º Torneio de Ténis de Vila Franca da Beira que contou com 11 participantes. O vencedor foi Luís Marques e como finalista, o Vilafranquense João Frade.

A chuva ainda ameaçou o adiamento do torneio mas felizmente o torneio decorreu como esperado e a final realizou-se na tarde de Domingo.A organização espera mais tenistas para o próximo ano de modo a divulgar e fomentar mais o ténis por Vila Franca da Beira.

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Os Finalistas

29 de agosto de 2009

Site da Candidatura do PS a VILA FRANCA DA BEIRA

Sobre a Candidatura do Partido Socialista em Vila Franca da Beira, saiba quem são os candidatos, quais as suas mensagens, qual o programa eleitoral e notícias, em (click sobre o endereço):


16 de agosto de 2009

Festas em honra de Santa Margarida – em Vila franca da Beira - 2009-08-15

A Igreja Católica dedica o dia 15 de Agosto à ASSUNÇÂO DE NOSSA SENHORA. Vila Franca da Beira dedica-o, em simultâneo e com grande relevância, a SANTA MARGARIDA, Padroeira da Freguesia.

para ver a fotografia em tamanho maior, click sobre a mesma!

A organização desta festividade exige tempo, disponibilidade e sobretudo muita vontade, não só da Comissão da Capela, mas também de grande parte dos residentes que muito se empenham para dar à festa o brilho que orgulha os Vilafranquenses e tanto agrada aos que aqui acorrem para visitar familiares e amigos.

Este ano foram feitas obras de manutenção e embelezamento no interior e exterior da Capela, sobretudo a nível dos sinos e da iluminação.

A azáfama é grande no período que antecede o acontecimento. Muitas tarefas passam praticamente despercebidas, mas todas elas contribuem para um todo harmonioso que dá vida à Terra neste dia. Da decoração do interior da Capela e do largo respectivo, o arranjo esmerado de todos os andores que saem na Procissão, a montagem da instalação sonora e da bancada e exposição para a quermesse, até à numeração e enrolamento das rifas, todas elas, por mais humildes que sejam, são indispensáveis e ocupam lugar próprio na cadeia organizativa.

Conforme o programa em devido tempo publicitado, foi celebrada MISSA SOLENE às 16 horas, pelo Sr. padre Pedro, tendo como co-celebrante o Diácono Sr. José Carvalho. Na Homilia o Oficiante exortou os presentes a uma vivência baseada no exemplo de vida deixado pelas duas Mulheres aqui veneradas – NOSSA SENHORA e SANTA MARGARIDA. O acto litúrgico foi abrilhantado, nos momentos próprios, pela Filarmónica de S. João de Areias.

Não obstante o grande calor que se fazia sentir àquela hora, o Povo compareceu em massa, e muitos dos presentes que não tiveram lugar no interior aguardaram, devota e estoicamente à torreira do Sol.

Foi depois organizada a PROCISSÃO, presidida pelo Snr. padre Pedro, integrada por muitos crentes em oração, e que, como é hábito, percorreu várias ruas da Freguesia.

Terminado o percurso e recolhidos os andores, a Filarmónica deliciou os presentes que se concentraram no Largo com um pequeno Concerto, executando belíssimos trechos musicais, alguns da época dourada do cinema português dos anos trinta.

Procedeu-se, em seguida, ao Leilão das Oferendas. Dos objectos a leilão, todos ofertados por Vilafranquenses, ressaltavam alguns bons produtos alimentares, produzidos ou confeccionados pelos próprios, o que lhes conferia a necessária garantia de qualidade.

A festa continuou à noite, com a actuação do Rancho "Rosas de Vila Franca da Beira”, que, apesar do piso (empedrado), não ser o adequado para danças mais esforçadas, nos brindou com uma actuação espectacular, muito ritmo, muita alegria, sobretudo com a graciosidade dos mais pequenos, que deram muito boa conta do seu recado. Muitos parabéns a Todos, com o reconhecimento especial para a sua mentora Sílvia.

Foi então a vez de começar o baile, e aí foi ver os pares de dançarinos dar azo à sua imaginação, e ao mexer de pés, aproveitando todos os momentos para exteriorizar a energia que lhes sobrava, no culminar deste dia de festa.

A Comissão da Capela, através do sistema sonoro instalado, agradeceu a todos os que, por qualquer forma, contribuíram para que este dia de encontro e de confraternização tivesse ajudado a manter a tradição de fé que nos foi legada pelos que nos precederam e cujo testemunho desejamos transmitir às gerações que nos seguirão.

Para o ano cá estaremos, se DEUS quiser e com a bênção de SANTA MARGARIDA também.
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António Borges Lopes “Guímaro”
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14 de agosto de 2009

João Dinis é o candidato da CDU à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital

in "Correio da Beira Serra" - Quinta, 13 Agosto 2009 20:58 Liliana Lopes

João Dinis acaba de entrar na corrida pela presidência da autarquia oliveirense. Em conferência de imprensa a CDU anunciou também o nome de Luís Almeida para a Assembleia Municipal.
Consumou-se esta tarde o que já se esperava há algum tempo. João Dinis não se esgotou na recandidatura à Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira e é oficialmente o cabeça de lista da CDU à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O objectivo “é o de obter o melhor resultado possível para a Câmara e Assembleia Municipal ”, mas aos jornalistas não deixou de considerar que a situação actual “é mais complicada do que a verificada há quatro anos atrás”.

Não escondeu que para a “situação complicada” com que a CDU se depara muito contribuíram as saídas de António Lopes e Nuno Oliveira em direcção ao Partido Socialista. “A saída de António Lopes mexe com o resultado da CDU, mas quem saiu foi ele e não fomos nós”, disse João Dinis, reservando maiores considerações para Nuno Oliveira – que inicialmente apelidou de Nuno Ribeiro – chegando a elogiar o empenho do eleito na Assembleia de Freguesia de Oliveira do Hospital. Fazendo questão de lembrar que Oliveira foi muito mal tratado pelo PS, Dinis referiu que aquele eleito depois de ter sido candidato pela CDU consegue regressar ao PS “pela porta grande”.

Parece, contudo, não existir qualquer dúvida quanto a um bom resultado nas freguesias de Vila Franca da Beira e Meruge, onde na primeira João Dinis se candidata com uma equipa da qual fazem parte 14 mulheres, sendo que para a segunda João Abreu passou o testemunho a Aníbal Correia.

“Vamos manter as maiorias no próximo mandato”, garantiu Dinis, tomando por base a obra feita e a “atitude democrática de ouvir as populações que é um traço distintivo da CDU em relação a outros partidos, cujos candidatos, depois de eleitos, assumem o papel de: eu quero, posso e mando”.

Ver notícia completa, com fotos, vídeos e comentários em:


http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2517:joao-dinis-e-o-candidato-da-cdu-a-camara-municipal-de-oliveira-do-hospital&catid=40&Itemid=92

7 de agosto de 2009

Os Sinos de Vila Franca - Verão de 2009

O Largo da Capela é, sem dúvida, o local mais emblemático de qualquer aldeia do nosso País. Vila Franca não foge a esta regra.



Das minhas recordações de infância, quando aqui passava as longas férias escolares, uma guardo com especial carinho. Os sinos da nossa Capela retiniam o seu som metálico/cristalino que se repetia, por ondas circulares, cada vez mais longínquas, até deixarmos de o ouvir. Além da função de alerta para as horas de faina dos Vilafranquenses, servia para avisos de ordem social, lembrando o horário de missas, Ave Marias e Trindades, lembrando as horas de medicação dos enfermos, e informando também o falecimento e o funeral de algum conterrâneo através do chamado “toque de sinais”. Hoje, banalizados os relógios, os computadores, os telemóveis, tudo isto parecerá muito estranho, mas então, quando não havia nenhum destes instrumentos, o sino da Capela prestava um serviço extremamente relevante.


Há alguns anos atrás Vila Franca submeteu-se à moda e passou a transmitir as suas informações não através de sinos mas através de altifalantes. Penso que todos os que conheceram o sistema antigo sentiam a agressividade dos novos sons, a que acrescia o facto de a sua difusão não ser uniforme mas direccionada. Há dias, quando aqui cheguei, tive a agradável surpresa de constatar que a situação havia mudado no sentido positivo.


A chamada “coroa” do sino grande, há muito que estava partida.

Por imperativo de continuidade, porque numa igreja os sinos são eternos, a Comissão da Capela decidiu proceder a uma interven
ção de fundo. Para isso foi necessário silenciar os sinos.


Restaurada a “coroa” partida, os dois sinos foram cobertos com uma camada de massa de bronze, o que lhes deu aparência de novos. Foi colocado um mecanismo com badalos tipo martelo, (clicar na seta - foto da esquerda) e um volante que os técnicos da "arte" dizem de “bambolar” (clicar na seta - foto da direita). Agora todo o funcionamento é gerido electronicamente, salvo no caso de acontecimentos não programáveis, mas também aqui se exige apenas o gesto simples do premir de um botão (lá se foi "a corda do sino”).

Foi, deste modo, reposta a tradição na nossa Capela. Agora, todos podemos, de novo, apreciar a sonoridade suave e cristalina dos nossos sinos, que lhes confere a sua verdadeira identidade.
O mecanismo electrónico do relógio foi adaptado ao toque físico dos sinos, e o mostrador passou a informar as horas correctamente.


Aproveitando as sinergias das obras, foi reforçada a iluminação do interior, instalando um lustre novo, com maior quantidade de lâmpadas, no local onde estava o antigo, e este passou a iluminar a zona do Coro.Estas melhorias, que tornaram a nossa Capela ainda mais bonita, e são para usufruto de todos nós, e especialmente para os que nos irão suceder, tiveram um orçamento bastante elevado, como é óbvio.

Os sempre bem-vindos contributos recebidos da Câmara Municipal, da Junta de Freguesia e de particulares, não foram ainda suficientes para cobrir todos os gastos. Aproxima-se a Festa de Santa Margarida, ocasião em que são feitos esforços suplementares para angariação de Fundos.




A CAPELA ESPERA AS AJUDAS DOS FILHOS DA TERRA E SEUS AMIGOS.



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António "Guímaro"

2 de agosto de 2009

Sabe sempre bem!

Carta recebida da Senhora D. Maria Ivete Fontes Borges Diniz

“Caro Senhor António A. Borges Lopes

Há largos anos que, gentilmente, contactou comigo, quando da criação do site dedicado a Vila Franca.


Recentemente, junto dos filhos e netos, revi o que tem sido feito e, de novo, me comovi. Têm sido bastante esporádicas as minhas idas à nossa querida aldeia e as saudades da terra nunca nos abandonam.

Quero, enquanto os estragos que a idade irá causando não sejam efectivos, dar-lhe o meu testemunho de apreço pelo que fez por Vila Franca. O Senhor Borges Lopes teve uma ideia luminosa, quando há já bastantes anos colocou Vila Franca na modernidade destes novos meios de comunicação, estamos assim actualizados e, graças a si, beneficiamos de intercâmbio e divulgação.

Reitero com veemência, os agradecimentos por este seu valioso contributo a Bem da nossa Terra.

Teve a bondade de trazer para a ribalta “modestos textos meus que, como compreende, tem apenas” o mérito do amor que se nutre pela terra onde nascemos.

Sei que o seu empenho em melhorar Vila Franca tem sido imenso.

Com fraterno abraço

Ivete Fontes”




Nota do António Borges Lopes:
Em resposta ao texto exposto acima, agradeci à senhora D. Ivete as amáveis palavras que me dirigiu e pedi-lhe permissão para o publicar, ao que a Senhora aquiesceu de imediato e, por esse motivo o publico agora.
Reitero os meus agradecimentos.

31 de julho de 2009

“Passeata ao Luar” - 2009

De Sábado, 4 de Julho, para Domingo, 5




Organizado pela Junta de Freguesia e pela UDV – União Desportiva e Tuna Vilafranquense, decorreu o VIII Passeio Pedestre, desta vez um passeio nocturno e com a sugestivo designação de “Passeata ao Luar”.

Sessenta e três caminheiros, de entre os quais o habitual grupo de Visitantes “capitaneado” pelo nosso amigo Pires, concentraram-se na Sede da UDV a partir das 22 horas.
O arranque deu-se pelas 22h 30.

O grupo, em geral bem prevenido com lanternas eléctricas e “bordões”, atravessou Vila Franca, com o Eng. Vasco Figueiras à frente a marcar o ritmo e o itinerário. E seguiu-se pela Feiteira, Vale dos Fiais, até ao Penedo dos Três Pezinhos e ao Penedo Sacralizado, tudo por caminhos agro-florestais.

Nesta parte, como apoio, seguia atrás uma viatura dos Bombeiros Voluntários de Lagares da Beira e a Ambulância desta corporação também seguia mas pela estrada principal que passa pela Ponte do Moinho do Buraco.

No Penedo Sacralizado houve oportunidade para uma curta explicação sobre o mesmo. Por momentos, tombada sobre o alto Sul, a Lua (quase) Cheia ia espreitando por entre algumas nuvens (indesejadas). Ali foi dito que retirando as iluminações eléctricas que ponteavam o horizonte até à Serra da Estrela e Monte Colcurinho, aquele era a paisagem nocturna que dali pôde ter sido avistada há três ou quatro mil, anos atrás.

A marcha seguiu, a descer, até à Ponte do Moinho do Buraco.

Um pouco depois, passado o Seia, o trajecto segue virado a Este por um estreito trilho, marcado “a corta-mato”, por entre giestas e penedias. É uma subida de “primeira categoria”, em fila indiana muitas vezes, rumo ao Penedo que, lá no alto, enquadra a paisagem e forma o tecto da Lapa Seixinha.

As numerosas lanternas dos caminheiros assinalam o trajecto e “varrem” as imediações.

– “Parecem luze-cus” – comenta alguém que entretanto já chegou ao Penedo da Lapa Seixinha.

- “Parece um comboio à noite” – comenta outro.

A subida empina a sério… Curiosamente, aqui e acolá, bordeja-se o traçado, ladeado por muro ainda bem visível, da antiga estrada que da Ponte Velha do Buraco seguia para Travancinha e povoações seguintes.

Um último esforço, e o “cume” é conquistado após vinte minutos de subida, onde apenas se registaram duas quedas ligeiras, por escorregão.

A equipa de apoio, à base do “Clube dos Barrigudos”, já lá tinha bem no cimo, pronta e ``a espera, a mesa com as costumadas especialidades da região: - “Queijo da Serra”; Presunto; Pão Caseiro; Chouriça; Vinho Dão da Adega Cooperativa da Cordinha.

Ou seja, à meia-noite o grupo estava onde devia estar, completo, e preparava-se para uma pausa supimpa, para retomar fôlego e energias.
A Lua aparecia agora, quase Cheia, limpa de nuvens. A paisagem era difusa, embrulhada em sombreados matizados e em reflexos vagos de caminhos e penedias, a descer e a subir, com uma mancha escura a delinear, em fundo, alguns trechos do Seia e da Quinta da Baleia.

O grupo avançou sobre a mesa posta, “alumiado” pelos holofotes de algumas viaturas “de apoio” que lá tinham chegado e estacionado. Ali mesmo ao lado, o dorso enrugado do Penedo da Lapa Seixinha servia de assento a um pequeno grupo que lá se concentrou. Os restantes movimentavam-se em redor da mesa, debicando aqui e acolá. Só meia-dúzia baixou pelo carreiro de acesso a (re)visitar a Lapa Seixinha reluzente nos focos das pilhas eléctricas.

É então que três mulheres - vindas de Trás-os-Montes - preparam a “Queimada”, a surpresa da noite. Vestidas (e pintadas) de negro, despejam aguardente bagaceira, mel, açúcar, depois pedaços de maçã numa larga “caçoila” em cobre.

Bota-se fogo à aguardente. As chamas hesitam no início mas logo saltam e aumentam enquanto sobe a temperatura dentro da vasilha. Uma das mulheres vai mexendo e remexendo, fazendo saltar as labaredas. Passam mais de dez minutos. Finalmente as chamas apagam-se. A “Queimada” está pronta....

Cada pessoa deve ainda atirar, lá para dentro, um grão de café. Muitas fazem isso. Ah! Mas, a seguir, é altura de se ler, alto, o “responso” privativo da “Queimada”, assim ao jeito de um esconjuro de bruxas e feitiços – ou será antes uma “convocatória” ? – com quase todo o grupo, atento, a seguir o ritual.

Acabada esta função, reparte-se a “calda” da caçoila pelos copos dos caminheiros. Dá um “saborzão” quente onde ainda se destaca, forte, o cheiro a bagaço. Mas também é adocicado. Cai bem, até porque a noite está fresca. Há quem repita…

Concluído este “exorcismo”, é tempo de retomar a caminhada. Ordena-se o grupo e lá se vai de novo.

Agora, pela estrada que leva a Travancinha, (embora se vá em sentido oposto), e desce-se outra vez até à Ponte do Moinho do Buraco.

Logo depois, apanha-se um outro estradão em terra batida que segue paralelo ao Seia, até bem perto das “ruínas” do Moinho das Figueiras, saudosa referência para quem tenha mais de cinquenta anos…e vão lá vários caminheiros nessa faixa etária.

Daqui, o estradão empina-se, bravo.

É subir e resfolegar… Vêm à lembrança os tempos em que a garotada maranhava por ali, para se banhar no Seia, quando este tinha águas límpidas. Subia-se aquelas rampas no final da tarde, quase à noitinha, depois de vastas horas a chapinhar na água.

Para muitos de nós, há quase cinquenta anos atrás, esse regresso à Povoação e à nossa casa, antecedia mais uns açoites do pai ou da mãe que sempre nos “proibiam” de ir “para a Ribeira”, como se designa por aqui o rio Seia. Mas qual quê? Quanto mais nos “proibiam “ mais nós, garotada nos dez, onze, doze anos, mais nós para lá corríamos... Por isso, nessa época, em tantos dias de Verão, o regresso a casa, depois do banho, era retardado o mais possível…

Desta vez, em 2009, são quase duas da manhã, em plena e “dura” caminhada. A Lua (quase) Cheia mantém-se limpa e “alumia-nos” o caminho. É bonito passear, assim, ao Luar ! O problema é que as pernitas já doem e o pulmão já “transpira”…

Agora, queremos é chegar o mais depressa possível a Vila Franca e `a Sede da União…
A distância vai sendo vencida. Um pequeno grupo de acompanhantes “marginais” ensaia “pregar um susto” aos caminheiros produzindo ruídos estridentes dentro da mata escura, mas não impressiona grandemente…

Mais um pouco e alcança-se o Campo de Futebol, onde já há iluminação eléctrica.

Estamos dentro de Vila Franca, de novo.

É só mais um instante e entra-se na Sede da UDV. São duas horas da manhã, aliás tal como estava previsto e também não houve problemas de maior.

Entretanto, o inefável “Clube dos Barrigudos” já lá tinha pronta a mesa e pronta estava a panela com café bem quente. Quem quis, pôde então encher uma “malga” e deitar lá dentro uns pedaços de requeijão (e pão).

Disponível estava também um doce de abóbora que, ao que muitos dizem, condiz bem com requeijão.

Lá se degustou a especialidade, apesar do cansaço visível em muitos rostos. Tinha sido uma caminhada na ordem dos oito quilómetros, com duas subidas de “primeira categoria”… e com um intervalo grande para a “merenda da meia-noite”, lá no alto do Penedo da Lapa Seixinha.

E passava já das três da manhã quando os últimos convivas saíram da Sede da UDV, encerrando-se, assim, esta “Passeata ao Luar” na noite de quatro para cinco de Julho, em Vila Franca da Beira e “arredores” para os lados do Rio Seia.

Jano

19 de julho de 2009

CDU ainda sem candidatos para as autárquicas

QUINTA, 16 JULHO 2009 17:03 LILIANA LOPES - ÚLTIMA HORA -
in CORREIO DA BEIRA SERRA


A um mês do fim do prazo para a entrega das listas para as eleições autárquicas marcadas para 11 de Outubro, a CDU continua sem candidatos em Oliveira do Hospital.

Contactado há instantes pelo
correiodabeiraserra.com , o representante do PCP no concelho disse “ainda não estar nada previsto” em matéria de candidatos para as próximas autárquicas. Confrontado com o aproximar da data limite para a entrega das listas – 17 de Agosto – João Dinis garantiu que é intenção do partido cumprir os prazos, mas que por enquanto ainda é cedo para adiantar nomes.

“Há muito mais vida e luta para lá das eleições”, referiu a este diário digital, explicando o silêncio da CDU numa altura em que outros partidos e movimentos independentes se começam a posicionar.

Pese embora a indefinição em torno da constituição das listas, João Dinis não excluiu a possibilidade de ele próprio encabeçar uma candidatura à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “Sempre disse que poderia vir a ser”, afirmou a este diário digital, sublinhando que “o que tem de ser, será”.

A concluir o segundo mandato na presidência da junta de freguesia de Vila Franca da Beira, o representante do PCP em Oliveira do Hospital foi, já este ano, afectado por uma baixa no partido.
Eleito em 2005 presidente da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira e deputado na Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, António Lopes arredou-se do PCP e integra agora, como independente, o projecto do PS para as próximas autárquicas, encabeçando a lista à Assembleia Municipal.

As baixas na CDU sentem-se também ao nível da freguesia de Oliveira do Hospital, com Nuno Oliveira – eleito em 2005 membro daquela Assembleia de Freguesia – a posicionar-se do lado dos socialistas.

Ver notícia e comentários em:

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2421:cdu-ainda-sem-candidatos-para-as-autarquicas&catid=53&Itemid=110

20 de junho de 2009

Passeata ao Luar

Para ver o cartaz aumentado, click sobre o mesmo!

Um passeio pedestre nocturno na noite de 4 para 5 de Julho - Lua (quase) Cheia. A hora prevista para a chegada a Vila Franca da Beira, no final, será para as duas horas já de Domingo, 5 de Julho.

É uma iniciativa co-organizada pela Junta de Freguesia e pela UDV. Inscrições até 2 de Julho (inclusivé) para a Junta de Freguesia ( ou na UDV).

1º. Concurso "Vila Franca em Flor" e Marchas



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16 de junho de 2009

Candidato do PS promete acabar com os presidentes de junta de "chapéu na mão"

Candidato do PS promete acabar com os presidentes de junta de "chapéu na mão"
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in "Correio da Beira-Serra" -SEGUNDA, 15 JUNHO 2009 17:32 HENRIQUE BARRETO- ÚLTIMA HORA
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O candidato do PS às eleições autárquicas do próximo dia 11 de Outubro voltou a insistir na necessidade da criação de um modelo de desenvolvimento empresarial para o concelho.

Num convívio realizado esta sexta-feira – dia de Sto. António – em Vila Franca da Beira, José Carlos Alexandrino produziu um dos discursos mais críticos desde que anunciou a sua candidatura, e prometeu ser “um presidente diferente se ganhar a câmara”.“Não me venham cá com histórias. Podem fazer caminhos, pôr luzes – e são importantes, assim como o saneamento –, mas para mim, mais importante do que isso é criar um modelo de desenvolvimento empresarial com pequenas e médias empresas, para que dêem trabalho aos nossos jovens e a quem está desempregado, porque é do trabalho que vem a riqueza”, afirmou o candidato socialista, sublinhando também que “um presidente da câmara, quando é eleito, é eleito para todos os seus munícipes, independentemente de serem do CDS, do PSD, do PS ou da CDU".

Alexandrino destacou ainda a importância que “dois pesos pesados” – Fernando Tavares Pereira e António Lopes – tiveram ao nível do aparecimento da sua candidatura, e sublinhou o facto de se tratarem de pessoas de quadrantes políticos diferentes. Pois – conforme afirmou –Tavares Pereira, que já foi mandatário de Cavaco Silva, “sempre foi um homem ligado ao PSD” e António Lopes “nunca deixará de ser comunista”.

O candidato socialista abordou depois o relacionamento da câmara municipal com as juntas de freguesia, e sem se referir directamente a Mário Alves, acusou, implicitamente, o autarca do PSD de transformar bons presidentes em maus presidentes, e vice-versa.

“Para isto eu não sirvo. Vou dar dignidade aos presidentes de junta, independentemente da sua cor política, afirmou Alexandrino, garantindo que consigo os presidentes de junta não só “não vão ter que andar de chapéu na mão”, como também “não precisam de irem para as escadas da câmara”.

Salientando que as eleições que se avizinham não são “um combate entre PS e o PSD”, mas antes “um combate entre as pessoas e a visão que essas pessoas têm sobre o futuro e sobre a forma como o concelho se há-de desenvolver”, Alexandrino deixou ainda um recado político aos que – de acordo com o que o próprio referiu – entendem que a sua candidatura “tem de ser penalizada por estar debaixo da bandeira do PS”.

“Acham que eu tenho responsabilidades no que o senhor ministro da Agricultura ou a senhora ministra da Educação fazem? Eu aqui, em Ervedal da Beira, é que tenho a culpa das asneiras que estas pessoas fazem, perguntou o candidato do PS, assegurando que, como candidato independente – e se for caso disso –, nada o impedirá de criticar a ministra da Educação, como aliás já o fez através das manifestações em que participou.

"A Vila Franca e ao concelho nunca virei nem nunca virarei o casaco"

“Diz-se aí que eu virei o casaco. É uma opinião que eu respeito, pois como já aqui foi dito todos somos livres e, portanto, podemos pensar como quisermos.

Há uma coisa que eu vos garanto: a Vila Franca e ao concelho nunca virei nem nunca virarei o casaco”, afirmou, por sua vez, o candidato socialista, como independente, à Assembleia Municipal (AM), dando conta de que tem “uma dívida de gratidão” para com a aldeia onde viveu grande parte da sua vida.

“Andando aqui descalço como eu andei, e passando as dificuldades que passei, se calhar, muitos, no meu lugar, passavam ali pela auto-estrada, lembravam-se que tinham andado por aí e seguiam”, frisou.

Mas insistindo em “esclarecer essa coisa do virar do casaco” – “sempre fui um homem de cara levantada, e é assim que quero continuar a andar, sublinhou –, Lopes explicou que foi eleito para a AM para fazer “uma oposição consequente” e que ainda hoje não acredita como é que depois de ter sido “mandatado” pelo partido – e por sugestão de João Dinis – para apresentar um pedido de auditoria à câmara municipal, aparece um camarada seu – João Abreu – a afirmar que o presidente da câmara “não merecia passar pelo vexame de uma auditoria”.

Alegando não perceber a posição do seu partido, quando há pessoas que foram eleitas que “não respeitam o voto, não respeitam o resultado das votações e tudo é legítimo para se estar como uma lapa agarrada ao poder”, Lopes esclareceu que não podia continuar em funções políticas quando o seu partido “não estava à altura das suas responsabilidades”.

O antigo deputado municipal da CDU, argumentou também que virou o casaco por ter sido ele próprio a entusiasmar José Carlos Alexandrino para avançar. “Andei três anos a chatear o homem para ele ser candidato, e no dia em que ele se decidiu eu não ia dar o meu apoio? Andava a empurrá-lo para a frente e eu depois ficava para trás?, perguntou Lopes, manifestando-se convicto de que se o candidato do PS for eleito presidente da câmara “o concelho tem muito a ganhar com isso”.

O cabeça-de-lista do PS à AM, adiantou também que vai voltar a concorrer ao lugar de presidente da assembleia de freguesia de Vila Franca da Beira, e especificou que chegou a desafiar o actual presidente da junta local a encontrar uma solução. Só que como João Dinis lhe terá dito que “a CDU não se desviava um milímetro”, Lopes perguntou: “ E isso é bom para Vila Franca da Beira?”

12 de junho de 2009

Autárquicas 2009: José Carlos Alexandrino e António Lopes fazem, hoje, intervenção política em Vila Franca da Beira

Autárquicas 2009: José Carlos Alexandrino e António Lopes fazem, hoje, intervenção política em Vila Franca da Beira

in: "Correio da Beira Serra"- SEXTA, 12 JUNHO 2009 11:14 ÚLTIMA HORA

O PS tem hoje uma iniciativa política, em Vila Franca da Beira, com José Carlos Alexandrino e António Lopes.
Aproveitando o dia de Santo António, os candidatos do Partido Socialista à Câmara e Assembleia Municipal, participam, hoje, a partir das 19h00, num convívio com a população vilafranquense e militantes socialistas.Na freguesia governada pela CDU, António Lopes oferece uma sardinhada à população local e, no final, está agendada uma intervenção política dos candidatos às eleições autárquicas de 11 de Outubro.

12 de maio de 2009

Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira - Relatório Actividades...

Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira
Relatório de Actividades e da Execução Orçamental - 2008

Click sobre o texto para o ver aumentado !


8 de maio de 2009

Um exemplo a seguir - António Lopes -

Sobre um dos grandes beneméritos, de Vila Franca da Beira, snr. António Lopes,  com a devida vénia, transcrevemos uma notícia do “JN-OnLine” de hoje:

“O empresário António Lopes decidiu não dispensar os 29 trabalhadores que, hoje, terminavam os seus contratos na Fiper, no Teixoso, apesar de “registar prejuízos”.

"Sei o que estes dramas representam dentro de casa. Já fui trabalhador, dirigente sindical e já os vivi. Agora, em tempo de vacas magras, também devo empobrecer um pouco", disse à agência Lusa o conhecido empresário, justificando a decisão de manter as quase três dezenas de trabalhadores na unidade têxtil de que é proprietário no Teixoso e, que no total assegura meia centena de postos de trabalho. 

O também candidato pelo PS à Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital (AMOH), já conhecido pelos seus gestos de benemerência, justifica a tomada de decisão com melhores proveitos obtidos noutras áreas de negócio.
"Ainda ontem [quarta-feira] vendi terrenos e tive uma margem razoável de lucro, que nos deu alguma liquidez e contribuiu para a decisão de passar toda a gente a efectivos", adiantou António Lopes que, anteriormente esteve no ramo das obras públicas e abriu parte dos túneis da ilha da Madeira com a sua empresa Tecnorocha, que vendeu em 2000 por 35 milhões de euros.

Segundo informação adiantada pelo ex-deputado da AMOH, eleito pelo PCP, a Fiper acumula um prejuízo de um milhão de euros. Assegurou, contudo que na Fiper, os pagamentos "estão em dia".

"Devemos 100 mil euros às Finanças, que vamos pagar quando pudermos. Até porque também temos dinheiros a receber", disse, garantindo “aguentar” a empresa “tanto quanto possível”. “Os despedimentos serão a última coisa possível", afiançou.”

1 de maio de 2009

25 de Abril, Sempre! Fascismo nunca mais!

Com o título acima indicado, João Dinis-Jano, Autarca da CDU – Oliveira do Hospital, Presidente da Freguesia de Vila Franca da Beira, escreveu um artigo, no "Correio da Beira-Serra", cujo link, indicamos a segir:
http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=2113:25-de-abril-sempre-fascismo-nunca-mais&catid=56:joao-dinis&Itemid=61

8 de abril de 2009

Benvinda Ascenção - comemora 100 anos


Centenária comemora aniversário no lar de Ervedal da Beira


No dia 11 de Abril, há festa no Lar de Idosos de Ervedal da Beira. A vilafranquense Benvinda Ascenção comemora o centésimo aniversário.

Em plena posse das suas capacidades intelectuais e ainda fisicamente capaz, a idosa natural de Vila Franca da Beira é motivo de orgulho no Centro Social e Paroquial de Ervedal da Beira.

A sua longevidade vai ser assinalada com uma festa simbólica e calorosa, à qual se associam a direcção da instituição, os funcionários, os utentes do lar e familiares de Benvinda Ascenção.

Notícia publicada na edição online do CORREIO DA BEIRA-SERRA , Quarta-Feira, 8 de Abril de 2009

6 de março de 2009

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Comemora-se, no dia 8 de Março, mais um aniversário do Dia Internacional da Mulher.

Por isso e pelo 3º ano consecutivo o Núcleo de Mulheres de Vila Franca da Beira, celebra esta data.

O evento, um jantar convívio, vai ter lugar na sede da UDV, no dia 7, com uma adesão muito significativa, prevendo-se a participação de cerca de uma centena de celebrantes, com a particularidade deste acontecimento ser levado a efeito exclusivamente por mulheres.

Cabe aqui um pouco de História: O Dia Internacional da Mulher é celebrado anualmente a 8 de Março e procura lembrar a luta que as mulheres travaram ao longo de décadas, por direitos sociais e políticos, que vão do igual acesso, com o homem, ao divórcio, ao direito de voto, à igualdade de remuneração para trabalho igual ao masculino ou até ao reconhecimento da sua particular vulnerabilidade em acções de violência doméstica.

1 de março de 2009

OBRAS NA ESTRADA NOVA

POSIÇÃO DA JUNTA DE FREGUESIA

SOBRE AS OBRAS NA ESTRADA NOVA


A Junta e a Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira, sempre em conjunto com a População, desde há anos que reclamam a realização de algumas obras para reduzir o perigo da circulação na Estrada Nova.

No nosso entender, é necessária a Rotunda que agora está a ser construída e também é importante acautelar a confluência da Estrada Velha.

Porém, sobretudo neste caso da confluência da Estrada Velha, a obra apareceu de uma forma que não se esperava. Por causa disso mesmo, a Junta de Freguesia de imediato comunicou à Câmara a sua posição, tal como segue:

1- Reiteramos que nos parecem excessivos, e desnecessários mesmo, os “implantes” no pavimento, quer o triângulo quer a “caixa de desvio” na zona da confluência da Estrada Velha.
É caso para dizer: - “ou oito ou oitenta”…

2- Impõe-se, agora, uma sinalização cuidada, especialmente para de noite, pelo que também deve ser implantada, no pavimento, uma sequência de luzes intermitentes.

3- Pensamos que já estará prevista a iluminação com candeeiros, quer na zona da Rotunda e dentro desta, quer também na zona da confluência da Estrada Velha e dentro do triângulo aí situado.

3.1- Sem essa forte e contínua iluminação nocturna, a zona da Rotunda e da confluência da Estrada Velha fica ainda mais perigosa do que era antes porque a aproximação de veículos é veloz e surgem esses novos “obstáculos” pela frente, tanto mais que há curvas nas proximidades.

Entretanto, espera-se que a Câmara mande pôr o tapete de alcatrão na Estrada Velha. E que dê continuidade a esse tipo de melhoria pela rua das Urgueiras, pelas ruas do Rossio e pela Rua da União (pelo menos).


Vila Franca da Beira, 16 de Fevereiro de 2009

A Junta de Freguesia

17 de fevereiro de 2009

Vila Franca da Beira - internet - gratuita


Vila Franca da Beira dispõe do serviço Internet "sem fios" ("wire-less"). Este serviço público está disponível deste o início do ano  e permite aos utilizadores navegarem "à borla" na Net. Trata-se de uma iniciativa municipal a que a Junta de Freguesia naturalmente aderiu.

Em todo o caso, mantém-se a Internet pública (gratuita) dentro doedifício onde funciona a Secretaria da Junta de Freguesia. - Jano -

Consultar: 

http://www.cm-oliveiradohospital.pt/site/noticias/noticia.php?id=2519&tipo=d

4 de fevereiro de 2009

Entrudo em Vila Franca


No próximo dia 23 de Fevereiro, a UDV promove o seu já tradicional

Baile de Entrudo

Após as 22 horas, este evento abrilhantado pelo conjunto musical 

" Brin Baile"

irá de certeza proporcionar algumas horas de divertimento a todos
aderentes. De destacar o tambem já tradicional 

Concurso de Mascarados,

 patrocinado pela Junta de Freguesia, 
que premiará os três melhores da noite.

5 de dezembro de 2008

VI PASSEIO PEDESTRE - “À VOLTA DO S. MARTINHO”


Domingo, 16 Novembro – 2008 - 
Freguesia de Vila Franca da Beira -

Desta vez começou mais cedo o Passeio Pedestre, às 9 h. 30. Juntados que foram, no Largo da Capela, 65 Caminheiros/ /Passeantes, lá arrancaram eles de rosto voltado a Norte, enfrentado um vento frio, um “Soãozinho” matinal. Mas, estugado o passo, os corpos foram aquecendo e aquecendo foram as muitas conversas que se estabelecem à medida que o tempo passa e as distâncias se vencem.




fotos: Engª. Alzira Frade

Passando o rato por cima da foto, obtém a legenda

Trajecto inicial por trás das Escolas, pelo caminho velho até Aldeia Formosa que se atravessa, seguindo pela Quinta da Florência até apanhar a estradão florestal alcatroado até Seixas da Beira. Aqui, pequena paragem frente à Capela de Santa Luzia que está em obras. Calca-se uma calçada à antiga portuguesa e assim se experimenta o enrugado forte deste tipo de piso. Sobe-se ao “Estádio Luso Brasileiro” que não tem sido usado ultimamente. Mais lá, apanha-se o estradão em terra batida que nos leva até ao Vale de Ferro e à Capela da Nossa Senhora das Necessidades. 

Aqui se faz a paragem para algum descanso e para comer de farnel. Alguém toca a Sineta da Capela que repica, afinada, por montes e vales... A Nossa Senhora das Necessidades ( em Maio), ali em Vale de Ferro, já foi uma das mais abrangentes e concorridas romarias religiosas de toda a zona. Hoje, Vale de Ferro tem três ou quatro habitantes todos eles estrangeiros que por ali habitam normalmente parte do ano. As outras casas estão abandonadas, destelhadas, invadidas por silvados... Em 2005, lavrou por ali um incêndio florestal que deixou marcas visíveis. Mais abaixo, bem camuflada na paisagem, pode vislumbrar-se a aldeia (abandonada) do Vieiro, outro dos nossos objectivos para a jornada.

Entretanto, no estradão fundeiro, passam motas e “quatro-rodas” que por ali andam a fazer muito ruído. E dizem que os combustíveis estão caros... 

Um rebanho de “bordaleiras” apascenta-se indiferente ao que se passa à sua volta.

O nosso grupo de caminheiros prossegue após uma “visita” ao Vale de Ferro “velho”. São pequenas casas em ruínas, com as paredes remanescentes construídas com pequenas pedras, “bugalhos”, encaixadas umas nas outras em prodigiosa harmonia que ainda hoje, sem cimento ou similar, as mantém de pé. Um enternecedor (e quase triste) testemunho de outros tempos. Bebe-se água fresca na Fonte local revestida a granito. Ali mesmo, apanha-se e come-se maçãs que, natural e saborosamente, duas macieiras nos oferecem, sem custos e sem substâncias químicas entranhadas.

Retoma-se a marcha estradão abaixo, com cautelas que as motos ainda roncam...

Atinge-se o nível mais baixo da jornada, quase à cota do Mondego que se sabe correr ali por perto, do outro lado do monte onde, para quem (ainda) conhece, se situa o Castro do Vieiro ou Monte Castro ou Crasto, vestígio lamentavelmente esquecido de aldeia fortificada que remonta à idade do ferro. 

Agora, o estradão empina-se e serpenteia por uma encosta arruinada, hoje entregue aos caprichos da natureza depois de devassada por incêndios florestais.
O grupo, sobe a compasso, com os menos preparados a arquejar. Até há quem berre alto... Mandam-no calar para se ouvir melhor o som do vento e os silêncios do vale.

De repente, encontramo-nos aos pés da abandonada aldeia do Vieiro que já foi Póvoa do Vieiro. À medida que nos aproximamos ganham formas mais nítidas os contornos das velhas paredes, em granito sólido, de um conjunto aconchegado de casas. Todas juntas e pegadas umas às outras, todas sem telhado, com os buracos das janelas desorbitados, com os restos de chaminés a apontar o céu para elas tão ingrato. 

No cruzamento, junto ao caminho principal, emerge uma “alminha” que já foi magnífica de trabalhada e com pinturas. E mesmo tal como está, esquecida, desbotada, ainda é a mais bonita e a mais solene das “alminhas” que existem nas redondezas.

A aldeia do Vieiro tem duas ruas curtas e estreitas, por onde “circulam” as silvas que transbordam para fora das paredes. É uma aldeia abandonada de todo. Os últimos habitantes já de lá saíram há uns cinquenta anos. Vê-se que foi construída por gente de posses, de teres e haveres, pois as casas ( umas quinze) são grandes, de rés-do-chão e primeiro andar, com traça digna e semelhante. Enfim, daquilo que se pode aqui dizer, ressalta que, em tempos idos, para lá terá sido degradado um nobre que ficou sendo conhecido por Conde do Vieiro. Terão sido ele e o seu séquito os promotores das construções que permanecem juntas e contíguas, como se se protegessem mutuamente. E era caso para isso, pois, há cem anos atrás, ainda os lobos ( e os homens...) por ali andavam à caça, no Inverno...

O grupo demora-se a apreciar e a comentar aquilo que vê. Há quem produza explicações e especulações acerca daquilo que já se não vê. Certo, certo é por ali ter vivido Gente que nasceu, sobreviveu, amou, trabalhou e morreu. Hoje, morta está toda a aldeia do Vieiro. É a conhecida desertificação humana. Mas é também o desleixo oficial de governos e autarquias que mantêm toda a zona do Vale do Mondego em estado de quase abandono. Sabe-se que um particular é hoje dono desta aldeia e que persegue a concretização de um projecto para a recuperar para turismo. Pois seja, e quanto mais depressa melhor, pois a aldeia só terá sentido outra vez com homens, com mulheres, com jovens e crianças.

Volta-se a caminhar estradão acima que não se compadece e continua a empinar por entre resquícios de pinhal. Uns quinhentos metros depois, estamos ao fundo da Póvoa de S. Cosme, uma aldeia felizmente ainda habitada. Poderemos dizer que estando o grupo ao fundo da Póvoa ainda assim já está bem alto. De lá, já se enxerga bem Vila Franca da Beira, toda a Este e tendo por trás o maciço da Serra de Estrela. 

Sem chegar a entrar na Póvoa, o grupo guina por outro estradão e começa a descer para a extrema Norte da Quinta da Cerca. E desce - huf ! – até à Ribeira d’ Arca que se atravessa por um pontão. Daqui, nova guinada desta vez a noventa graus e virados a Este...à Ponte d´Arca e a Vila Franca.

Eis quando acontece o inesperado. Alguém resolve atiçar um ninho de vespas – abelhões – que se lança, numeroso e enfurecido, sobre o grupo. As vespas “vingam-se” e ferroam à ganância nas caminheiras e nos caminheiros mais próximos. Há gritos, correrias espavoridas, imprecações, grande agitação e quase se instala o pânico. O grupo reorganiza-se cem metros mais longe e analisam-se os “danos” sofridos. Há muita gente que foi “ferrada” pelas vespas e os hematomas já se notam vermelhos e em crescendo. Algumas das mulheres descobrem que ainda trazem vespas enfiadas nos cabelos e até nas roupas. Mais gritos e mais agitação... Por fim, mais calmo, o grupo retoma a marcha apoiando os mais atingidos. Felizmente, ninguém é alérgico à ferroada destas vespas. Os comentários são aqueles que se pode imaginar... O ensinamento é que ninguém deve atiçar ninhos de vespas, pelo menos durante estas caminhadas.
Ponte d´Arca afora e entra-se em Vila Franca pela extrema virada a Poente. Percorre-se a povoação, sob olhares curiosos, e chega-se à Sede da UDV, União Desportiva e Tuna Vilafranquense onde tem lugar o almoço-convívio. Foram dez quilómetros, ou quatro horas, de caminhada por montes e vales.

Ainda não estávamos dentro da Sede da UDV mas já o cheiro à comida nos dilatava as narinas e o apetite... Na cozinha, as cozinheiras de serviço aprontavam o prato do dia, o Arroz do Osso da Assuã (enfim, à base de costeletas de porco).

As compridas mesas também já estavam disponíveis. Quando assomou ao salão o Arroz ainda a ferver, o grupo e outros convivas agora presentes fizeram fila indiana para se irem servir junto aos tachos.

A seguir fomo-nos sentando e o repasto consumou-se... 

Com vinho, com água e sumos, com broa e trigamilho, com salada. Depois, com Queijo da Serra, com Requeijão de ovelha, com Fruta, com Castanhas assadas, com Jeropiga e, a coroar, com um “digestivo”, uma Aguardente de Pêra de S. Bartolomeu, esta uma bebida especial e genuína. Quem quis culminou com uma “bica” no Bar da UDV. Bela festança !

Terminou a jornada. A alguns e a algumas trouxe-lhes novas experiências, também estas “ardentes” e inesquecíveis:- o ataque e as ferroadas das vespas ! 

Ficar-nos-á a todos na lembrança, esta jornada, pelas coisas belas ( algumas tristes) que vimos e intuímos. Por aqui, a natureza ainda manda mas, francamente, também campeia muito desleixo das autoridades oficiais que devem ser chamadas a cuidar, mais e melhor, deste nobre e belo Vale do Mondego. A civilização futura agradecerá.

João Dinis, Jano

Nota:
- Este VI Passeio Pedestre –“À Volta do S. Martinho” - integra-se nas comemorações dos 20 Anos da Freguesia de Vila Franca da Beira e foi promovido pela Junta de Freguesia. Agradece-se todas as colaborações.