2 de novembro de 2011

Uma Avó de Lourosa - Lourosa comemora Jubileu

http://www.oliveiradigital.net/lourosa/
Enquanto, não surgem novas notícias, para alimentar este blogue, aqui vai uma pequena história, passada na minha infância. Lembrada por este tempo cinzento. Mas vamos então à história.

Estamos em tempo de chuva e este é também tempo de amoladores! Antigamente associava-se o som da “gaita” deles, ao sinal de chuva iminente. Hoje passou um amolador perto de minha casa o que me fez lembrar um caso verídico, passado aqui em Lisboa.

Estávamos em finais dos anos 40, início dos 50, do século passado. O amolador tinha como funções afiar tesouras e facas, consertar guarda-chuvas, rebitar panelas e tachos e consertar alguidares de barro partidos (por aplicação de gatos – pequenos ganchos de arame). Alguns destes homens tinham também uma ocupação deveras especializada que era capar gatos, estes sim de carne e osso. Na primeira metade do século XX, havia uma grande comunidade de galegos em Lisboa, dedicados nomeadamente às antigas profissões de aguadeiros, amoladores, carvoeiros, taberneiros, merceeiros e alguns ligados à indústria hoteleira, que mais tarde se tornaram grandes empresários.

Voltemos à história. A minha avó, ao ouvir a gaita acercou-se do amolador e perguntou-lhe: O snr. capa gatos ? Resposta do homem: Capo sim, minha senhora! A minha avó, então, começou a chamar o seu gato, (era lindo, grande, de pelo amarelo luzidio, e simultaneamente um “ganda” maluco pelas gatas das redondezas ). Romão…. Romão… bix… bix..bix… . Romão ?!

Romão ???! Exclamou espantado o amolador. Ramon é o meu nome ! Vou-me já daqui embora, não capo gato nenhum, não senhora !... e lá foi...

Final da história, o Romão daquela vez teve sorte.

27 de outubro de 2011

Autarcas da CDU querem participação das populações na luta contra a extinção de freguesias

"Para os eleitos da CDU no distrito de Coimbra o maior problema do poder local reside nas verbas que o Orçamento de Estado lhe reserva.

Os presidentes das juntas de freguesia, eleitos pela CDU, no distrito de Coimbra - Cernache, Castelo Viegas, Ameal, São João do Campo, Torres de Mondego, Vila Franca da Beira, Meruge, Oliveira do Mondego - estão unidos na luta contra a extinção e aglomeração de freguesias..."

Notícia publicada no " Correio da Beira_Serra ", em: 27.10.2011

Para ver notícia completa ---->   CLICK AQUI !

24 de outubro de 2011

Alexandrino opõe-se à extinção e defende “unidades de freguesias”

"Correio da Beira Serra " - SEGUNDA, 24 OUTUBRO 2011 11:09     LILIANA LOPES     ÚLTIMA HORA

O presidente da Câmara vai propor ao governo a criação de “unidades de freguesias” semelhantes às comunidades intermunicipais.

“Unidade de freguesias da Cordinha” e “Unidade de freguesias do Vale do Alva”, foram dois exemplos apresentados pelo presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital como forma de evitar a anunciada extinção de freguesias defendida pelo atual governo.

Conhecido opositor da extinção de freguesias, José Carlos Alexandrino anunciou, assim, a proposta que espera apresentar ao governo para que as freguesias continuem “a manter a sua identidade”, passando a estar envolvidas num “modelo semelhante às comunidades intermunicipais”...

Ver notícia completa no "Correio da Beira Serra " - click aqui !

22 de outubro de 2011

Posição da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira na defesa da continuação da existência da Freguesia - 22.10.2011


Ver texto abaixo, da posição hoje assumida  em sessão extraordinária da Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira.

Foi ainda aprovada a formação de uma Comissão de Vilafranquenses para defesa da Freguesia sendo que será constituída por representantes da Junta, da Assembleia de Freguesia e de outros Vilafranquenses.

O Presidente da Junta de Freguesia ficou mandatado para completar a composição dessa Comissão.


19 de outubro de 2011

António Lopes distinguido pela LBP


" O empresário e presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital, António Lopes, vai receber no próximo dia 18 de Dezembro, a segunda condecoração mais importante da Liga dos Bombeiros Portugueses. António Lopes recebe a Fénix de honra da Liga pela ajuda que tem dado aos bombeiros com a entrega de 11 viaturas a oito corporações de sete concelhos do país...." 

Ver notícia completa em "Rádio Boa Nova"  - click aqui ! 19/10/2011 - 14h15 -

16 de outubro de 2011

Uma Mensagem de Manuel D. Esteves “Cardoso"

Olá. Amigos Vilafranquenses,                                        

Visite a página de Vila Franca da Beira na Internet.
Você ou sua Família poderão estar numa das reportagens publicadas.
Nova publicação feita dia 16-10-2011.

Veja também as publicações dos meses e anos anteriores.
Dê a sua opinião, novas ideias ou até críticas, tudo irá engrandecer a nossa terra.
Clique na nossa página.
- Click sobre a imagem -


Com as últimas actualizações, poderá encontrar também no YOUTUBE, actuações do Vilafranquense Carlos Lameira "Sacristão". Veja em :

http://www.youtube.com/results?search_query=sacrist%C3%A3o+o+cantor&aq=f


Para outras informações e reportagens gerais sobre Vila Franca da Beira clique
Página 


Divulgue o site de Vila Franca da Beira no mundo,repasse aos seus amigos, desta forma estaremos engrandecendo nossa Terra.

Um abraço.

Manuel D. Esteves “Cardoso.”
Rio de Janeiro - Brasil

14 de outubro de 2011

Queijaria Lameiras - Medalha de Mérito Municipal

Paula Lameiras da Queijaria Lameiras de Vila Franca da Beira, a receber a "Medalha de Mérito Municipal",  nas Comemorações do Feriado Minicipal de Oliveira do Hospital 2011

Foto publicada na página on-line da "Rádio Boa Nova" 
http://www.radioboanova.com/

12 de outubro de 2011

Autarca de Vila Franca da Beira entregou à Câmara abaixo assinado contra extinção da freguesia


"O documento com mais de 250 assinaturas também foi subscrito pelo presidente da Câmara Municipal. O vereador do PSD criticou o “populismo”.

“Vila Franca da Beira é freguesia e assim quer continuar a ser” é o mote do abaixo assinado que, ontem, entrou na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital em jeito de protesto à anunciada extinção e aglomeração de freguesias..."

Ver notícia completa em "Correio da Beira Serra":

http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=4305:autarca-de-vila-franca-da-beira-entregou-a-camara-abaixo-assinado-contra-extincao-da-freguesia-&catid=53&Itemid=110

7 de outubro de 2011

Renato Nunes vence Concurso Literário “Manuel Cid Teles” - Outubro 2011

" No âmbito do programa das comemorações do centenário de Manuel Cid Teles, no qual, ao longo de 2011, o município de Oliveira do Hospital tem levando a cabo inúmeras atividades evocativas da sua obra, foi lançado o Concurso Literário “Manuel Cid Teles”, o qual encerrou hoje, dia 7 de outubro, com a divulgação do vencedor.

Num concurso cujo pressuposto principal era a produção de um texto dramático baseado na obra de Manuel Cid Teles, foram recebidos trabalhos oriundos dos concelhos de Oliveira do Hospital, Cascais e Seixal. O júri, constituído por um elemento representante da Câmara Municipal, dois docentes de Língua Portuguesa, um autor/escritor e um encenador, avaliou os textos dramáticos a concurso, tendo decidido atribuir apenas um prémio.

Considerada pelo júri como “excelente”, o primeiro prémio foi para “Cid Teles: memórias de uma viagem (quase) em discurso directo”, da autoria de Renato Nunes, jovem licenciado em História de 31 anos de idade, natural de Vila Franca da Beira, o qual concorreu sob o pseudónimo de Fernando Alva. A entrega do prémio, no valor de € 500.00, decorreu esta manhã durante a sessão solene que assinalou o Feriado Municipal de Oliveira do Hospital."

in:  "Rádio Boa Nova "  7.10.2011 -

Parabéns Renato Nunes - c/ Abraço do António "Guímaro"

12 de setembro de 2011

Vila Franca da Beira - também de Parabéns !

 Queijo Serra da Estrela, Maravilha da Gastronomia

"O Queijo Serra da Estrela ficou entre as 7 Maravilhas da Gastronomia, uma revelação feita num grandioso espectáculo, realizado no passado sábado em Santarém..."


Ver notícia completa em:   http://www.radioboanova.com/

18 de agosto de 2011

Passeata a Quatro Sentidos

PASSEATA A QUATRO SENTIDOS

(Passeata ao Luar - Vila Franca da Beira - 16 de Julho de 2011)

A caminhada era longa, longa de mais talvez, para umas pernas sexagenárias, já doridas, não habituadas a grandes esforços e assentes sobre tornozelos inchados.

No trajecto para o ponto de encontro ouvi vozes prudentes desaconselhar a minha participação. Quase voltei para casa, quase me resignei a passar um serão igual a tantos outros, como se tivesse de me esconder ou merecesse castigo por causa das minhas limitações. Quase. A renúncia era dolorosa. Lá se ia o contacto com a natureza que tanto aprecio, o movimento de que preciso, o convívio social que recreia o espírito! Ao contemplar tanta coisa que deixava fugir, uma parte de mim rebelou-se. Porque é que tudo há-de ser complicado comigo? Quem é que complica? Não! Perder, sem luta, aquela oportunidade que eu sabia não voltar a ter tão depressa, seria indigno de uma taurina que tem vivido a enfrentar desafios. Ora essa: Também sou um ser humano, também tenho direito a uns momentos de felicidade.

Quando cheguei disse ao meu primo que tinha medo de não aguentar, que só iria se tivesse transporte assegurado na hora da rendição. Não queria de modo algum ser um estorvo para os outros caminheiros.

“Que estorvo?””, replicou ele. “Agora vais. Vais a pé para lá, («lá», era a aldeia abandonada do Vieiro), e voltas de carro”.

Estava dito. Que força nos dá sentir que alguém acredita em nós! Obrigada, primo, pelo ânimo que me deste. Fizeste-me puxar pelos meus brios. A parceira que me arranjaste e eu fazíamos um par jeitoso, não fazíamos?
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Percebi que havia muita gente. 80 inscrições para a caminhada, informaram-me mais tarde. O luar, esse é que nos fez a desfeita de faltar. Caprichos lunares, paciência. Fomos com lanternas mesmo.

Pouco depois da partida passámos ao lado da minha casa. Mas nesse momento, desistir já estava fora de questão! 

“Vamos a passar na Madroa… No Valtinhoso”, iam dizendo os conhecedores daquelas pedras outrora palpitantes de seiva. Nomes que evocavam a minha infância, os donos que então cultivavam aquelas terras,… terras que nesse  instante deixaram de ser meros nomes sem vida, para se me revelarem no acidentado do terreno, no cheiro puro da noite estival que eu inspirava fundo e me deleitava a alma, no silêncio recatado da natureza adormecida, nos sons distantes de insectos notívagos que a quietude circundante nos deixava ouvir.

Aqui uma descida. “Cuidado! Ai que ainda vou parar ao carro dos bombeiros…”, pensei uma ou outra vez. E apoiava-me então  mais na bengala frágil. Verdade seja que levava a bengala por levar, como algo que faz parte de mim, sem pensar para que ela me serviria. Ali uma subida. “Ufa, isto cansa!”O meu rosto começava a ficar afogueado. Água! Se ao menos tivesse levado uma garrafita… E lembrar-me? A Cris! Que pena ela não estar ali para me avisar! De certa forma, aquilo também era uma aula de Educação Física. Bem puxada, por sinal.

De súbito ouvi o ronco de uma viatura próxima. Sobressaltei-me. Estava a ficar para trás! Na ânsia de sacudir o desconforto arranjei energia para dar uns passos de corrida. Depois, incitada pelo elogio rasgado de um
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observador, diverti-me a repetir a façanha de quando em vez, esquecida da sede e da idade. A minha parceira acompanhava e ria.

Mas ai! Um adversário sorrateiro, inesperado e impiedoso veio estragar-me a festa, mostrando-me implacavelmente que sempre tudo tem um fim: entraram-me grãos de terra nas sapatilhas duras. E  como me magoavam os pés! “Paramos para os tirar”, sugeriu a minha parceira, solidária.

Impossível. Iríamos atrasar-nos. Imaginei muita gente a olhar para mim com ar de enfado ou de comiseração. Que desagradável! A minha vitória era resistir até poder; queria ir até à meta traçada pelo meu primo, que diziam estar perto. Mas o perto fazia-se longe, infindavelmente longe para a resistência que me restava. As pernas fraquejavam, as faces ardiam.

Então, uma curta paragem na capela da Senhora das Necessidades a fim de juntar o grupo disperso ofereceu-se-me providencialmente como o momento certo de  reconhecer e aceitar os meus limites. A minha vitória era então desistir, saber sair de cena com dignidade. Continuasse quem pudesse. Eu não. Eu ia descansar para o automóvel, só uma leve tristeza por morrer quase na praia. Uma tristeza irracional, pois de facto tinha excedido as minhas próprias expectativas. Nem queria crer que tivesse andado quatro quilómetros.

No conforto do carro com o condutor e a esposa, que apesar de nos conhecermos  só nessa noite me receberam fraternalmente, julguei-me em total segurança. Por feliz coincidência, até uma garrafa de água lá tinham, metade da qual sorvi com avidez. Recostei-me. Dali em diante tudo rolaria sobre rodas, supus. Sobre rodas, sim; mas quanto a rolar… De solavanco
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em solavanco, desfazia-se nas respectivas sacudidelas  o meu doce e ledo engano. O veículo seguia penosamente aquele caminho humilhante de terra batida que nem o condutor conhecia.   Já cheirava a  queimado.   Depois  perdemo-nos. Estava iminente uma inversão de marcha, e a visibilidade era reduzida. A senhora teve de sair do carro para orientar a manobra. Comecei a recear secretamente que a brincadeira ainda acabasse mal., Felizmente tudo não passou de um breve susto.

Vieiro à vista. Respirei de alívio. Os caminheiros já lá estavam, em alegre convívio, degustando a merecida recompensa: frango de churrasco, chouriça assada, broa de milho, vinho e sumos.

Terminado o abastecimento, faltava atacar o regresso ao ponto de encontro inicial. O percurso escolhido era mais curto, contudo mais acidentado, ao que me dizem. A mim não me custou nada: tive enfim direito à a viagem tranquila por que ansiávamos.

Desta vez esperámos no Edifício da União Desportiva Vilafranquense pelos esforçados caminheiros. Apesar de a noite já ir longa e das horas em cima das pernas, ou talvez por isso mesmo, ainda sobrou a alguns deles vontade de comer queijo, requeijão ou bolo, regados com café ou chá. ainda houve energia para fazer o gosto à voz num coro improvisado que nem se saiu mal de todo, e até de dar um pé de dança para acabar em beleza. O único seriamente lesionado viria a ser o carro que me transportou. Ali sem se poder mexer, coxo de uma pata, fez-me lembrar um herói ferido mas feliz pela missão cumprida.
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O sino da torre da capela batia as três horas quando  entrei em casa. Para a minha história fica esta noite até agora única, marcada pela sensação revigorante de contentamento comigo mesma, e por três esfoladelas no tornozelo esquerdo que demoraram duas semanas a cicatrizar, mas que nem doeram realmente. Pois é. Quem corre por gosto, mesmo que se canse, não se queixa.

Texto da autoria de Ana Maria Almeida Fontes - 8/8/2011

12 de junho de 2011

Rallye OLIVEIRA HOSPITAL 2011

"...O barulho dos motores e as emoções fortes regressam logo no dia seguinte, 18 de Junho, com uma dupla passagem pelas classificativas da Anta da Arcaínha (11,61 km), Cordinha (10,29 km) e Lagos-Nogueirinha (8,43 km)..."


Click sobre a imagem para obter mais informações

6 de junho de 2011

ExpOH -2011 - 16 a 24 de Julho - 2011


ExpOH - 2011

A Câmara Municipal de Oliveira do Hospital vai levar a efeito mais uma edição da EXPOH. Este ano o evento decorrerá entre 16 e 24 de Julho.


23 de maio de 2011

Autarca de Vila Franca da Beira opõe-se à extinção de freguesias e reclama consideração ao poder central.

Correio da Beira-Serra - Segunda-Feira 23.05.2011 - Liliana Lopes (Jornalista) ÚLTIMA HORA

"...Para João Dinis, o problema não está no número de freguesias, mas antes na “desconsideração” por parte do poder central.

O anúncio da extinção de algumas juntas de freguesia do país não passou ao lado da comemoração do 23º aniversário da Junta de Freguesia de  Vila Franca da Beira... "


Ver artigo completo em: 


http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=4043:autarca-de-vila-franca-da-beira-opoe-se-a-extincao-de-freguesias-e-reclama-consideracao-ao-poder-central&catid=53&Itemid=110

10 de março de 2011

CENSOS 2011 - Apelo aos Jovens residentes na Freguesia de Vila Franca da Beira








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Iniciou-se no passado dia 7 de Março, 2ª feira, os CENSOS 2011, naquela que é maior operação estatística que se efectua em Portugal de 10 em 10 anos. Da responsabilidade do I.N.E. - Instituto Nacional de Estatística, a partir desta data e até 20 de Março todas as famílias irão ser visitadas por um recenseador devidamente identificado, o qual lhes explicará todo o processo. Receber e colaborar com este, é fundamental.





Na operação que este ano se realiza irá ser dada a possibilidade de os dados referentes à Habitação e Família serem introduzidos via internet, o que permitirá ao responsável familiar ao optar por este módulo, ter uma tarefa mais fácil, rápida e segura.

A resposta aos CENSOS é obrigatória e confidencial.

Apelo aos Jovens residentes na Freguesia

"Na maior operação estatística contamos contigo"
Ajuda a tua família a responder pela internet.
Neste grande acto de cidadania a Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira conta com:
  • o Teu conhecimento informático;
  • o Teu apoio familiar; e
  • a Tua responsabilidade enquanto cidadã(o) de Portugal.

Alice Lameiras

    28 de fevereiro de 2011

    BTL - Lisboa - 2011

    Presença de Oliveira do Hospital no stand da ADIBER
    Confraria do Queijo da Serra da Estrela - Oliveira do Hospital
    "Cantares de Avô"









    Para ver a foto ampliada, click sobre a mesma !

    Se a quiser ver ainda mais ampliada - click  em "Full Screen"  
    (à direita neste novo ecran)

    2 de fevereiro de 2011

    Pólo da Cordinha 'estreia-se' com duas empresas

    A freguesia de Seixo da Beira assistiu, no último sábado, ao lançamento de várias obras. A cerimónia marcou ainda o “arranque” do Pólo Industrial da Cordinha.


    Ver notícia completa no "Correio da Beira-Serra" em:

    http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=3789:polo-da-cordinha-estreia-se-com-duas-empresas&catid=43&Itemid=88

    25 de dezembro de 2010

    Natal Recuperado


    O Renato Nunes, brinda-nos uma vez mais, com um magnífico texto:

    Natal Recuperado

    "– Junto ao Penedo do Algar, à última badalada da meia-noite, as bruxas saem dos seus covis, agarram nas vassouras e esvoaçam pelas matas.

    Então, passando por cima de todas as árvores, chegam, num instante, à aldeia. O luar ilumina a penumbra da noite quando, subitamente, as vassouras estancam sobre o telhado da casa... "
     
    Ver texto completo no "Correio da Beira-Serra", em:
     
    http://www.correiodabeiraserra.com/index.php?option=com_content&view=article&id=3739:natal-recuperado&catid=53&Itemid=110

    12 de dezembro de 2010

    No Natal de 2009... Foi assim !...

    Texto e vídeo enviado por José Mendes, a trabalhar em Burscheid, na Alemanha:


    24 de Dezembro de 2009

    Mais uma vez se cumpriu uma tradição que já existe há muitos anos em Vila Franca da Beira. No largo da nossa igreja queima-se todos os anos um grande cepo que assinala a festa do Natal.

    O pessoal mais jovem encarrega-se de ir às matas buscar pinheiros e cepos.

    Os Vilafranquenses que o desejam juntam-se à noite à volta do fogo acolhedor, os que podem trazem chouriças acompanhadas da boa pinga da região e assim se passam os serões em alegre convívio.

    Neste dia, para não fugir à regra a tarde começou com uma feijoada bem picante. Depois, com o decorrer da noite, umas boas febras e chouriças assadas oferecidas pelo Sr. Presidente «JANO».

    Nem música faltou, pois o Jordão começou a tocar para a malta se animar ainda mais. Com todos estes ingredientes não há frio, nem fome, nem tristeza.

    É Natal.
    E o cepo lá vai durando até à passagem para o Ano Novo.

    Eu sou José Mendes, mas sou mais conhecido por" Zé Chouriço".
    Vivo na Alemanha e o meu endereço electrónico é: j.mendes03@hotmail.com

    11 de dezembro de 2010

    Votos de Bom Natal e um Bom Ano 2011

    Votos de Bom Natal e um Bom Ano 2011
    Vilafranquenses, Familiares e Amigos

    Gravura obtida no Boletim 4º trimestre 2010 de "Aldeia de Crianças - SOS"

    8 de dezembro de 2010

    Desenhar a consciência e salvar-se…

    Texto de ficção  - Enviado por Renato Nunes -

    Desenhar a consciência e salvar-se…

    Já perdeste a noção das horas em que procuraste salvar-te enquanto escreves. Os dedos escorrem-te pelo teclado. Lá fora chove desalmadamente; é a forma que a Natureza encontrou para se purificar; quanto a ti, este é o único verbo que aprendeste a conjugar para, ainda, te conseguires lavar.

    O local onde te encontras já serviu de abrigo a outros Homens, que partiram muito antes de chegares. À tua volta, as paredes estão prenhes de pinturas e mesmo em frente ao teu nariz jaz um enorme bisonte, eternizado naquele instante em que a lança o atravessa. Sentado, com o computador nas pernas, ligas a lanterna e vais inspeccionando detalhadamente cada pormenor da gruta, quiçá na esperança de reconstruir os esqueletos que trazes perdidos na memória.

    Quando o discípulo de Hipócrates te disse que apenas te restavam mais alguns meses de vida e ouviste aquela palavra, que ainda agora não consegues sequer pronunciar, fugiste o mais depressa possível. Correste, correste até chegar aqui, a esta húmida caverna.

    Agora, embrenhado na mais profunda solidão, remiras cada uma das pinturas rupestres e vêm-te à memória as centenas de livros que foste devorando sobre a arte da pré-história. Sim, tu sabes que numa gruta esparsamente iluminada seria quase impensável esgrimir uma função meramente estética para estes desenhos. Sim, os compêndios alertam-te para o significado mágico destes traços, factor indissociável da omnipresente luta pela sobrevivência. Mas tu procuras o Homem concreto para além destes magníficos desenhos, queres conhecê-lo de um modo tão intenso que, de tanto imaginá-lo, quase podes jurar pressenti-lo ali mesmo a escassos metros da tua presença.

    Sentes que está frio, está muito frio e este lugar parece ter feito um pacto com a escuridão. Agora mesmo, desejas estender a mão direita e tocar na pele desse antepassado que há vinte mil anos aqui esteve, a colorir com o próprio sangue as pedras que também lhe serviam de abrigo. Tu sabes que chegaste aqui irremediavelmente atrasado, mas as imagens que carregas dentro de ti são de tal modo vivas que, por breves instantes, chegas mesmo a perder-te nesse lapso que medeia o passado e o presente. Entretanto, nesse entretanto que é a vida, talvez tenhas deixado de existir ou talvez possas até ter-te transformado num outro eu – a minha única certeza é que deixaste de estar só.

    Deixei de conseguir reconhecer-te, mas, por entre a penumbra, consigo ver que tens agora a teu lado a rena que demoraste uma semana a caçar. Pareces acenar-me. Sim, estás agora a acenar-me. Queres dizer-me como esta caçada foi dura. Primeiro, ouviste os bramidos da besta ainda à distância de um lançamento com recurso ao magnífico propulsor, depois, construíste uma imagem da sua forma e esculpiste-a a ocre vermelho e com o teu próprio sangue. Apontas a parede mesmo à minha frente e eu sorrio. Continuas, então, a reconstituição, dizendo-me que ludibriaste o vento com a ajuda do deus-sol, atraíste o animal e desferiste-lhe o golpe fatal, no exacto momento em que recomeçou a nevar. Agora, sem que nada o fizesse prever, interrompeste o relato. Apontas desamparadamente para cima, mas o teu olhar parece ultrapassar a última pedra que te impede de tocar o firmamento. A gritar, a gesticular por todos os lados e em direcção a todos os lados, anuncias-me que o deus-sol te exigiu um sacrifício e, por isso, tiveste de regressar sozinho à gruta. Com toda a violência que consegues, atiras uma bolota contra a parede, para logo a seguir murmurares que arrastaste a presa e a depositaste na cavidade onde ainda agora se encontra. Depois, continuas, voltaste a desafiar o gelo exterior. Não sabes ao certo por que o fizeste, mas algo dentro de ti parecia anunciar-te que era assim que deverias actuar. Quando chegaste ao local da caçada, embalaste o cadáver de teu irmão no peito e avançaste até aqui, onde agora permaneces. Ele era o sacrifício que o deus-sol te exigiu.

    Tens as mãos inundadas de sangue. Do alto do meu pedestal, fiquei a observar-te enquanto sustinhas a lança para vasculhar as entranhas da carcaça do animal. Agora mesmo, vejo-te chafurdar a mão direita do teu irmão no interior da rena. O cheiro a sangue fresco inunda toda a lúgubre caverna. Mas tu não pareces incomodado com nada disso. Estás apenas preocupado em gravar lado a lado, na ala nascente do abrigo, as mãos direitas dos únicos irmãos que algum dia ali tinham vivido: tu e ele. Só depois poderás partir.

    Partirás até que exista um depois. Ritualmente, sempre que a lua se enche e os sentidos, já saciados, se apaziguam, regressas àquela gruta parada no tempo. Quando o fazes, sentes a tua existência prolongada naquela imagem; passou a ser a tua porta para as emoções. Diariamente, transporta-la contigo, ajuda-te a acreditar que não estás só, que lá longe a mão do teu único irmão continua presente, sempre pronta a agarrar-te, mesmo que não o tivesses ajudado quando ele mais necessitou. Aquela imagem é estranha: tu deste-lhe vida, mas ao mesmo tempo ela alimenta-te, adquiriu uma vida própria. Com ela, aprendeste lentamente a imaginar o que está para além do que podes apenas tocar e inventaste o futuro.

    Ao longo do tempo (ah! filogenia…) aprendeste a saber que sabes o que sentes, subiste a pulso o poço da existência: desde o proto-eu, passando pelo eu nuclear até ao eu autobiográfico, como muito mais tarde António Damásio haveria de chamar ao patamar mais sublime da consciência humana.

    Aqui, nesta gruta gélida e escura, há milhares de anos atrás, tu eras eu, eras nós… a casa da consciência, como Damásio lhe chama, começou a ser, verdadeiramente, aperfeiçoada naquele dia, naquela hora, por um nosso antepassado que se procurava para além do que tocava e desenhava…

    A arte construiu-nos, salvou-nos e poderá sempre voltar a erguer-nos, sobretudo nos momentos em que mais necessitarmos. Possam estes traços auxiliar-vos, tal como ainda agora me ajudaram, nestes instantes da vida em que andamos perdidos dentro de nós próprios, à procura de um sentido para o que enfrentamos, o que somos ou para onde vamos.
    Renato Nunes - Dezembro de 2010

    1 de dezembro de 2010

    "Novas Tecnologias"

    Ervedal da Beira - Feira de Santo André - 2010


    Muito frio... alguma chuva...  mas sempre agradável !