9 de novembro de 2017

"Morreu de pé ! " - Outubro de 2017


" Morreu de pé ! "

Um “post-requiem” por aquela velha e vetusta Carvalha, do “Campo das Carvalhas”!...

Passados estavam bem mais de 200 anos depois de uma pequena Bolota, meia enterrada, ter dado em pequena raiz…em tronco frágil…em folhinha verde…pela força da Natureza.

Naquela noite, de 15 para 16 de Outubro de 2017, veio do lado Sul outra força da Natureza, a enroscar-se-lhe no velho tronco carcomido e oco, varado que estava já por tantos e tantos ciclos da Natureza. Em que ela, árvore sempre generosa, também era cama e mesa para vermes e fungos parasitas.

Via-se e sentia-se que essa outra que bramava ventos e cuspia fogo era uma força má, a atacar com lume bravo, por todos os lados e ao mesmo tempo…
 

Sim, o Fogo daquela noite atirou-se à velha Carvalha do Campo, a dançar à roda! Acirrou-se por entre os poucos “nervos” dela e que subiam, ainda vivos, desde o solo… Infiltrou-se pelas raízes superficiais ainda vivas… Avançou o Fogo… Roeu e roeu por quase tudo o que ainda separava a velha Carvalha da sua morte anunciada.

Sim, todos o sabemos de ciência feita. Ela, a velha Carvalha, já fora nova…verde escuro…prolífera em ramos e ramagens, com as Bolotas em pendentes. Então, espaços fora, lançara grossas pernadas e mil e um ramos “cobertos de folhagem, na verdura”.

Subiu e alargou-se bastante. Transformou-se na mais alta, mais larga, mais frondosa e mais bonita Carvalha daquele Bosquete junto ao denominado “Campo das Carvalhas”. Ela cobria aqueles espaços próximos com sombras…e folhas secas…e bolotas… Era uma espontânea catedral da Natureza ! E para nós também era uma Carvalha de culto!

Atingiu e desenvolveu, sempre, profusas evidências de sua linhagem enquanto uma “Quercus Robur” - do género “fémea” que outras destas árvores assim designadas são do género “macho” – Carvalho - diferença que o saber popular sabe distinguir pela côr e recorte das folhas e pelo tamanho da Bolota de cada uma destas (sub) espécies. Mas também se assumiu, toda ela, na ainda mais genuína linhagem, esta Celta, do “QuerKuez” ou “árvore nobre”.

Durante para aí os últimos 80 anos, entre curiosa ou alheada, ela observou tantos daqueles jogos estranhos em que homens, rapazes, algumas vezes até mulheres e raparigas, e crianças, andam equipados a rigor ou não, a correr uns atrás dos outros, aos pontapés a bolas e a suar. Enquanto isso, berram e até dizem palavrões no que são seguidos por quem está de fora “só” a ver… Com frequência, ouve-se o apitar estridente de um outro homem, normalmente equipado ou vestido de forma distinta dos jogadores e que parece ser quem mais manda naquele jogo embora não dê pontapés nas bolas. Apenas corre, sua e apita e, não raro, é insultado pelos outros…


E muda e queda, por vezes apenas um pouco agitada pelo vento matreiro, a velha Carvalha do Campo assistiu aos bailaricos festivos de tardes e noites quentes em que os namorados (e os amantes) diziam “coisas” proibidas aos ouvidos, uns e outras, enquanto faziam de conta que dançavam…

E, sem tão pouco salivar seivas, abrigou tantos e tantos convívios de todos os tipos mas com especial destaque para as “comezainas” festivas…

Sim, a velha e vetusta Carvalha foi testemunha, serena e natural, de tudo isso e não contou nada a ninguém, podemos ficar todos nós descansados… Apenas julgamos que pensava em nós enquanto se nos dava em carinho e esplendor. Sim, com toda a paciência do mundo, era ela que fazia dela própria a nossa árvore preferida ! Acolhia-nos e protegia-nos, ao jeito de “mater in perpetuum” (mãe para sempre), debaixo dos seus braços multiplicados.

Sim. Por debaixo dela, da sua frondosa e natural armação – em tons de verde e castanho – nós passámos episódios das nossas vidas, porventura dos mais agradáveis, sobretudo no Verão. Por isso mesmo, sempre a conhecemos e sempre gostámos, muito, da velha mas também frondosa e fresca Carvalha que já assim era quando nós, por ali, fomos meninos.

Adequando embora o seu alcance, registo aqui o dito que me ocorre por analogia:- ela era a Carvalha “da minha vida”… E, tal como eu, outros haverá capazes de idêntica confissão, a sugerir mesmo uma quase sensualidade… Sim, ela era a Carvalha “das nossas vidas” ! E fico triste. Estamos tristes.

Ah ! Bem-dita seja, aquela velha e vetusta Carvalha, do “Campo das Carvalhas” da UDV, União Desportiva e Tuna Vilafranquense, de Vila Franca da Beira!


Depois daquela noite, quando chegou ao chão já estava morta… “Morreu de pé !”.

Porém, agora já não é nada do que foi, “já não serve”… Mas ainda não acabou !

Naquela noite de quase todos os Fogos e medos, a velha Carvalha entrou no início do seu fim-final… Ressoava alto mas surdamente –“chchzzuuumm…” – assim como se fosse num choro de suas folhagens agitadas pelo vento agora doido. Também receosa das línguas de fogo que já trepavam…pelo tronco carcomido e oco…pela casca seca e rugosa…pelos musgos agarrados... Chamas vivas que a ela lhe mordiam nas raízes, lambiam feridas antigas e lhe consumiam entranhas quase mortas.

Tremeu, contorceu-se…resistiu como pôde. Ainda aguentou aquele fogo desvairado que a consumia desde a sua base já antes desgastada. Ainda aguentou aquelas rajadas de vento doido e cheio de fumos Mas estava muito fragilizada e indefesa, a velha mas ainda frondosa Carvalha !

Por fim, o Sol conseguiu fazer surgir “o dia seguinte” àquela noite. Rasgou trevas a custo e apagou a luz suja das chamas que perduraram. E a manhã cinzenta-negra do “dia seguinte” entrou na tarde, sempre com aquela noite pintada a fogo, por fora e por dentro de nós.

A velha Carvalha estremeceu uma e outra vezes. Oscilou, desequilibrou-se… Súbito, estalou em gritos de fibras que se rasgavam:- “Cráás !!!”. Afinal, o rasgar sonoro das últimas fibras que lhe levavam vida por ela acima. E assim foi caindo, rapidamente, até cair de vez:- “tchumm!”.

Eram quase duas “de la tarde“ (16 Outubro), quando tombou sobre seus ramos que se partiram aos bocados e que partiram o telheiro do Bar da Cozinha do Campo de Futebol e Festejos da UDV.

Na sua queda consumada, podemos imaginar, a velha Carvalha arrastou dentro de si um ninho de noctívagos Mochos-Galegos. Um ninho, fofo e ainda quente, feito num dos buracos de seus troncos, lá no alto. Naquela noite trágica, as aves residentes ainda tentaram sair e voar, chamas adentro. Mas morreram incineradas sem acabar o último grito que soltaram:- “Uliuu! …Uli…”. Dá para evocar:- “É o pio do mocho (ou da coruja), sentinela fatal que augura a mais sinistra noite”…

Depois, então, quase às duas “de la tarde”, desmoronou-se ingloriamente aquela nossa catedral !

Quando chegou ao chão, a velha Carvalha já estava morta! Caiu, pesada, sobre o cimento duro que assim lhe serviu como lápide de uma espécie de campa posta ao contrário, posta por baixo do corpo e não por cima. Mas como força da Natureza que sempre foi, também assim quis deixar de ser. “Morreu de pé !”.
 
 

Serás eterna…a não morrer”… de novo e de vez !

E teu corpo pesado e morto vai ainda ser retraçado aos bocados. Vai aquecer lareiras, estômagos, e corações também. Sim, à lareira escura “seu estro vai parar desfeito em vento” (ou em fumo)…

Mas, de mansinho, agarrando-se como podem à terra-mãe, “mordendo” a cama fofa, “bebendo” orvalho, já agora espreitam, atrevidos, os rebentos verdes das Bolotas que caíram de seus ramos então verdes e ainda ao alto.

Naquele chão (por fora do cimento), ali, por trás do “Campo das Carvalhas” da UDV, afinal ainda não acabou, a velha e vetusta Carvalha !

E assim serás Rainha e eterna como força da Natureza prenhe de esperança renovadora !

Per omnia secula seculorum!”… (“por todos os séculos dos séculos”…mas sem “amém”…).

E viverás, muito Tu, na nossa memória como a mais bela – “e tudo !” - daquele Bosquete !

Viva a velha e vetusta Carvalha do “Campo das Carvalhas” da UDV !

Viva a Rainha das Carvalhas !

No já esperançoso Novembro de 2017

João Dinis, Jano
 
Fotos de Sílvia Ramos

25 de março de 2017

IC16 até Oliveira do Hospital

Jornal "Público" - On Line - 24.03.2017

"Governo investe 38 milhões no IC6 entre Tábua e Oliveira do Hospital

A primeira fase do projecto vai consistir no desenvolvimento do troço entre o Nó de Tábua e o Nó da Folhadosa, numa extensão de cerca de 19 quilómetros.

O Governo prevê investir 38 milhões de euros nos 19 quilómetros do Itinerário Complementar (IC6) entre Tábua e Oliveira do Hospital, iniciativa cujo projecto de execução será lançado até Julho, foi anunciado esta sexta-feira.

Em nota de imprensa, a Infra-estruturas de Portugal diz que, "ponderados os dados de procura de tráfego, condicionalismos técnicos e disponibilidade financeira, foi decidido avançar numa primeira fase com o desenvolvimento do troço entre o Nó de Tábua e o Nó da Folhadosa numa extensão de cerca de 19 quilómetros, num investimento estimado em cerca de 38 milhões de euros".

Oliveira do Hospital contra exclusão do IC6, IC7 e IC37 das prioridades do Governo

A informação disponibilizada pela Infra-estruturas de Portugal (IP) recorda que na cerimónia de assinatura do contrato de empreitada de requalificação da Estrada Nacional 17, realizada no dia 6 de Janeiro, em Oliveira do Hospital, foi anunciado publicamente pelo Governo que a IP "iria dar continuidade ao IC6, promovendo o desenvolvimento do respectivo projecto de execução".

"Tendo em consideração o avultado investimento que a construção integral do IC6 representaria, a IP avaliou a possibilidade de faseamento do empreendimento, permitindo uma solução financeira e tecnicamente sustentável", lê-se na informação enviada à agência Lusa.
Esta análise "teve por base o estudo prévio do IC6/IC7/IC37, cujo faseamento previu, à data, a divisão do lanço final do IC6 em dois troços, um entre Tábua e Oliveira do Hospital (EN17/IC7 — Nó da Folhadosa), e o seguinte, a partir deste nó até à Covilhã".

"O Estudo Prévio submetido a Procedimento de Avaliação de Impacte Ambiental obteve a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) em 2010, o que permitiu a publicação em Diário da República da reserva do corredor que servirá de base ao desenvolvimento do respectivo Projecto de Execução", informa igualmente a Infra-estruturas de Portugal.

Dada a discrepância temporal entre os estudos originais e a situação actual, a IP encontra-se presentemente a efectuar uma análise detalhada do traçado aprovado em fase de estudo prévio, avaliando a sua viabilidade face às condicionantes constantes da DIA, nomeadamente no que concerne ao surgimento de novas condicionantes na zona da plataforma e áreas envolventes. Este processo, visa permitir encontrar as melhores soluções técnicas para a execução do troço do IC6 entre o Nó da Folhadosa e a EN17. "

23 de março de 2017

"Abaixo-assinado" que correu em Vila Franca da Beira - Março 2017


"Abaixo-assinado" que correu em - Vila Franca da Beira - Fiais da Beira - Póvoa de S. Cosme - povoações que fazem parte da UFEVFB - União de Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira (concelho de Oliveira do Hospital). Vai ser entregue às Entidades que constam do respectivo "cabeçalho".
 
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22 de dezembro de 2016

Cepo de Natal

Domingo, 18 de Dezembro de 2016.

O nosso cepo de Natal já arde desde ontem e aquece corpos e almas. Bem na verdade ainda não são cepos mas sim restos de exploração florestal e pinheiros secos mas o que interessa é que é um foco de aglutinação de Vilafranquenses em convívio.

Se ontem foi noite de torresmos à moda antiga, hoje preparou-se um caldo verde em panelas de ferro com batata migada que estava um mimo.

Ainda houve tempo para uns bolinhos de abóbora com calda de mel e a arrematar uma cevada feita também tradicionalmente no cepo.  - Sérgio Correia -

21 de dezembro de 2016

Presépio popular/artesanal em Vila Franca da Beira

 
Já está montado no Largo da Capela, frente a frente com o Cepo de Natal e Ano Novo, em Vila Franca da Beira, um novo Presépio de facto popular e artesanal mas nem por isso menos elaborado.
 
São mais uma vez da autoria do Vilafranquense, António da  Silva Santos  - bem  coadjuvado por seus "colaboradores" - a diversificada arquitectura e a profusa decoração que, provavelmente, erigem este Presépio a um dos mais genuína e artesanalmente elaborados no nosso Concelho (pelo menos).
 
Mas melhor do que falar sobre ele, será visitá-lo e apreciá-lo...
 
Enfim, aceite-se a "tecnologia" das luzes de acender e apagar já ao jeito das iluminações do consumismo actual...
 
Foto cedida por Alípio Esteves (outro Vilafranquense).
João Dinis, Jano.
 

16 de novembro de 2016

Falecimento de Filipe Frade


Jano, escreveu:
 
Até sempre, Filipe !
 
Sim, até sempre !
 
Há momentos, há episódios destas nossas vidas, que nos marcam para sempre. Os momentos em que a morte já precedeu a definitiva ausência são dos maiores e dos piores entre os piores. É a nossa forma de sentir, é a nossa cultura, somos nós a enfrentarmo-nos nos nossos labirintos, empurrados pela mão da poderosa e infalível “ceifeira”. E, assim, a morte mais nos dói em vida !
 
Filipe, meu “primo em terceiro grau” – meu Amigo em primeiríssimo grau !
 
Invoco os laços familiares também porque tu os prezavas. E é muito bom sinal nós prezarmos os familiares. E, para além disso, nós aprendemos, facilmente aliás, a curtir a mútua companhia à medida que as circunstâncias da vida nos foram juntando.
 
Sim, já antes nos conhecíamos, obviamente. Eu já tinha ouvido falar muito de ti. Tu és mais velho uns anitos. Eu soube de tuas grandes aventuras em tua juventude. Então, era um quase mistério de que se falava baixinho. Teu filho varão – que ainda mais cedo partiu – é o maior testemunho dessa tua vida. Tenho em minha memória, tão nítida como uma fotografia, a foto de tua companheira segurando ao colo vosso filhinho, à tua espera, quando tu saltavas para fora dos cárceres dos fascistas – lembras-te ? - um ou dois dias após o 25 de Abril de 1974.
 
E como foi gira e invulgar aquela tua festa – vários 25 de Abris após – festa partilhada com tua companheira maior no dia de vosso casamento – pela Igreja! Tu e ela, ambos de branco vestidos, na carroça puxada por uma burrinha que, não sendo de Belém (na velha Israel), o era de Vila Franca da Beira. Sim, quem vos viu não (vos) esquece.
 
Em boa hora o fizeram que outros e ainda mais sublimes acontecimentos projectaram e se consumaram na vossa mais do que ímpar descendência – três belíssimas jovens que, hoje, te choram porque partiste e tua ausência lhes queima por dentro.
 
Hoje e sempre, para as quatro mulheres de tua vida, Filipe, aquele abraço que sendo dolorido também é de um amigo que hoje sofre mas que não chora.
 
E não chora porque tu próprio me disseste para assim fazer quando soasse esta hora que tu sabias que ia chegar mais cedo que tarde. Perante a inexorável perspectiva, a tua serena coragem, divertida até que ela chegava a parecer, mais essa tua forma de ser e de transparecer são, para mim, a última e mais impressiva referência que de ti, vivamente, vou guardar.

 Ah! Vou também propor a tua condecoração, a título póstumo, como fundador emérito da “Real-República, Livre, Soberana e Independente de Vila Franca da Beira” – tás a ver ? – dentro do espírito daquele imorredoiro projecto que nós – sob teu comando, Meu Coronel, que também é “conFrade” – que nós íamos implantar, com nossos Correligionários e Amigos, para glória maior desta nossa Vila Franca da Beira e suas ínclitas Gentes !

Ah ! Bolas! Isto custa !

Olha, não choro por fora mas deixa-me chorar por dentro, um pouquito que seja… Sabes, preciso disso, nesta hora.

Meu grande Amigo.

Até sempre, Filipe !
 
João Dinis, Jano


12 de maio de 2016

INFORMAÇÃO CDU - Maio, 2016 – FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA

A pedido do Jano, publico a informação da CDU:

INFORMAÇÃO CDU

- Maio, 2016 – FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA
( integrada na União das Freguesias de Ervedal e Vila Franca da Beira)

VIVA OS 28 ANOS DA CRIAÇÃO DA NOSSA FREGUESIA !
 
EM PRIMEIRO LUGAR AOS VILAFRANQUENSES COMPETE COMEMORAR A DATA !
 
Foi a 23 de Maio de 1988 – faz agora 28 anos – que a Assembleia da República consagrou a criação da Freguesia de Vila Franca da Beira. Assim, foi feita justiça aos Vilafranquenses.
 
Em 2013, um governo de desastre nacional formado por PSD e por CDS/PP, acabou com a nossa Freguesia contra a nossa vontade e contra os nossos direitos. Não vamos esquecer !
 
Nós, CDU, sempre dissemos que depois da extinção formal da nossa Freguesia, já nada seria como dantes e que as coisas seriam mais difíceis para os Vilafranquenses. Desde logo porque, agora, há mais Povoações e mais Pessoas com direitos equivalentes na atual União das Freguesias. Além do mais, durante 25 anos, tivemos a funcionar, em Vila Franca da Beira, a nossa Freguesia, sem “tutores”, e sabemos bem que isso valeu a pena!
 
Uma vez mais, é justo prestar homenagem aos Vilafranquenses que lutaram pela emancipação da nossa Freguesia e reconhecer a colaboração de quem ajudou embora não sendo Vilafranquense. E a melhor forma de os homenagearmos, a todos, é continuar a luta pela recriação da nossa Freguesia de Vila Franca da Beira, luta que a CDU assume.
 
Hoje, aos Vilafranquenses, em primeiro lugar, diz respeito comemorar a data – 23 de Maio- da criação da nossa Freguesia ! Claro que em conjunto com quem, sinceramente, connosco a queira comemorar.
 
JUNTA E CÂMARA DEVEM INTERVIR PARA NOS ASSEGURAR CUIDADOS DE SAÚDE
 
Primeiro, um Governo (PS) deixou que acabassem com o nosso Posto Médico… Agora, deixaram interromper a marcação prévia de consultas, em dia certo, na Extensão em Ervedal. Por isso, deixou de haver o transporte para lá (às Quintas-Feiras) que a nossa Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira tinha colocado à disposição dos Vilafranquenses.
 
Quer dizer, o Ministério da Saúde e os responsáveis pelo Centro de Saúde de Oliveira do Hospital estão outra vez a prejudicar-nos.
 
C D U reclama à Junta de Freguesia e também à Câmara Municipal que tudo façam para nos reporem cuidados de saúde acessíveis e meios práticos – nomeadamente transporte até Ervedal . E também se espera que, finalmente, sejam construídas as novas instalações da Extensão de Saúde, em Ervedal. E que, depois, lá não faltem os médicos e enfermeiros.
 
VAI SER INAUGURADO O NOVO PARQUE FRENTE À CAPELINHA MORTUÁRIA
 
Recorde-se que, em Julho de 2013, esta Obra já tinha projeto aprovado e pago pela Junta e pela Assembleia de Freguesia de Vila Franca da Beira (de maiorias CDU).
 
Portanto, esta Obra vai ser inaugurada quase três anos depois do projeto e do terreno terem ficado prontos para ela.
 
Também como já se informou, a Câmara garante o pagamento através da Junta de Freguesia, num total na ordem de 52 mil euros, uma verba significativa. Mas ainda bem que em breve vai ser inaugurado o Parque frente à Capelinha Mortuária !
 
Porém, é justo reconhecer que deu muito, mesmo muito trabalho à nossa Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira libertar o terreno das casitas em ruínas que lá estavam e tinham muitos proprietários.
 
BRASÃO DA FREGUESIA DE VILA FRANCA DA BEIRA
 
DEVE SER COLOCADO - DE VEZ - ONDE OS VILAFRANQUENSES DECIDIREM !
 
Da parte da CDU tem sido dito e redito – quer à Câmara quer à Junta da União das Freguesias – que colocar o nosso Brasão no novo Parque pode ser um recurso mas não é a solução. O nosso Brasão deve ser colocado, de vez, onde muito mais Gente o possa ver !
 
Então, continuamos a dizer que deve ser respeitado o direito a serem os Vilafranquenses a decidir onde colocar, de vez, o Brasão da nossa Freguesia!
 
DEVE SER TODO DE NOVO O CALCETAMENTO DA RUA DE SANTA MARGARIDA
 
(desde o Largo da Farmácia ao Cruzeiro)
 
Como se vê, vão agora ser calcetadas ruas que saem do Largo do Rossio. Entretanto, foi lá substituída, pela Câmara, a canalização da Rede da Água pública. São ruas que tinham alcatrão em ainda razoáveis condições e que, não esqueçamos, na devida altura esse alcatrão também foi pago, esse alcatrão, pela Câmara Municipal…
 
Nós, CDU, consideramos que não eram assim tão prioritários estes novos calcetamentos que vão custar na ordem de 30 mil euros.
 
Mas a Junta de Freguesia desta União das Freguesias “teimou”, aliás, sem ter em conta opiniões de Vilafranquenses segundo as quais a prioridade devia ser o calcetamento - de novo - da Rua de Santa Margarida que está muito irregular e não vai ficar bem com remendos avulsos e sem a substituição, prévia, da rede da Água Pública.
 
Se esse calcetamento não for todo de novo, então mais valia terem começado por calcetar a Rua de Santa Margarida, e só depois terem ido para as ruas que saem do Rossio.
 
Bom, mas a Junta de Freguesia ainda está a tempo de fazer o que deve ou seja, se quiser, a Junta também pode iniciar este calcetamento – todo novo - da Rua de Santa Margarida para ficar pronto antes de 15 de Agosto, a data da Procissão à nossa Padroeira.

23 de dezembro de 2015

Convívio com Merenda no Cepo de Natal - dia 27


O Cepo de Natal e Ano Novo em Vila Franca da Beira


Já arde (!) o Cepo de Natal e Ano Novo, no Largo da Capela em Vila Franca da Beira.
 
A tradição revive-se, em Vila Franca da Beira. Sim, já arde (22 Dezembro) o Cepo, no Largo da Capela! E, em princípio, vai continuar a arder, dias a fora, noites a dentro. Se possível, até ao Dia de Reis, a 6 de Janeiro.
 
 
Para já, temos uma bela rima de bons Cepos, que até parece uma nave espacial. Alguns são Cepos prenhes de rezina de pinheiro que arde bem. Mas também há Cepos de eucalipto e até de castanheiro. Todos eles acabadinhos de chegar em atrelado de tractor "voluntário". São colocados uns em cima dos outros, com as labaredas da fogueira, logo ateada, a saltitarem por baixo...e por dentro...e a treparem por umas brechas laterais.. e a aquecerem o ambiente que treme com algum frio nocturno... a iluminarem os olhos, e a alma, de quem passa e por vezes ali pára, no Largo da Capela.
 
É o renovado Cepo de Natal e Ano Novo - 2015 - 2016 - a remeter a gente para o convívio...para o sabor apetitoso de uma boa chouriça a chiar naquelas brasas que já se formam, solícitas... Ah ! E a pedir uma boa pinga, a regar...
 
 
 
E o Cepo tem este ano a companhia do Presépio "armado" no pequeno palco do Largo da Capela. Ali se casam muito bem o sagrado e o profano. A tradição e um mais actualizado pulsar da imaginação. Amanhã, no futuro já próximo, esta nossa imaginação será tradição por sua vez. E, logo aí, sempre virá quem prove e inove. Agora, apenas se poderá recomendar que, pelo menos, os vindouros mantenham sabores e *saberes que, hoje, nos dão tanto gozo ! E que os saibam apreciar amplamente...com outros mais que entretanto se "inventem" !
 
 
Viva o Cepo de Natal e Ano Novo, em Vila Franca da Beira !
 
João Dinis, Jano